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O Wolverine é Exagerado?

terça-feira, março 02, 2010

Hoje na minha vida adulta já é possível,através do meu conhecimento, avaliar muitas coisas do meu passado nas quais nem pensava, ou refletia muito pouco. Sem querer parecer nerd (e já levantando a bandeira), existem alguns personagens de quadrinhos que sinceramente são difíceis de entender.

A gente compreende totalmente o fato de que é um mundo fictício, de que super-heróis não existem de verdade e ainda que os roteiristas possuem liberdade poética, mas se um personagem é estabelecido, ninguém deveria torná-lo algo além da vida, digo, algo absurdo (já pensou abrir os quadrinhos e ver O Capitão América brigando com o Coisa? Agilidade à parte, um soco do pedregoso é de matar).

Esta introdução foi feita por causa de Wolverine. Um de meus personagens preferidos na adolescência, acho que nunca houve um personagem tão "roubado" no universo Marvel e DC quanto o velho samurai. Vejamos. No inicio ele sai da cavera e luta contra o Hulk. Ele tem fator de cura, portanto sara em segundos.

O governo norte-americano, aparentemente testando o projeto Super Soldado em mutantes, transforma seus ossos em adamantium e lhe dá garras (lembra do desenho esquemático das garras nas antigas revistinhas da Abril em formatinho? Sim leitores, no incio não existiam garras de osso, o que depois foi mudado na série Origens). Wolverine portanto é o Arma X, ou seja a décima tentativado governo americano em criar um super soldado (o Capitão América portanto é o "Arma 0"?). Apenas um mutante com as habilidades de Logan (cura) poderia se tornar um soldado perfeito. E ele aceita.

Bem, o que sabemos até agora? Fator de cura, ossos de adamantium, garras e habilidades de luta. Ninguém falou em super força, em voar, em soltar raios e nem mesmo questionou-se como os ossos de adamantium absorvem o impacto (nossos ossos são porosos para isso, sabia?), nem mesmo como ele consegue andar com o peso do esqueleto, como são seus ligamentos ou como ele aguenta dor extrema sem desmaiar (lembra quando o Justiceiro metralhou a cara dele?). Será que os ossos são só folheados que nem as jóias da minha avó (afinal de contas no filme é derramado um metal líquido que era para ter derretido os antigos ossos todos...)?

Pois bem, aceitando tudo isso, por que diabos este personagem que é um humano comum com fator de cura e ossos de adamantium consegue pular de alturas absurdas, sobreviver a acidentes inimagináveis, levar um soco do Hulk ou do Homem-Aranha e manter a cabeça no lugar (conexões e ligamentos de adamantium?) ou não perder um braço?

Por que ninguém nunca separa um membro ou a cabeça de Wolverine? Se ele não tem superforça ou super-ligamentos, qualquer um mais forte seguraria o cara.

Lembre-se não há super-força, o Aranha tem a força de uma aranha de tamanho proporcional a um homem, o Capitão deve ter o dobro ou triplo, o Hulk nem se fala, mas e Logan? Pular super alto, brigar com heróis que podem lhe arrancar a cabeça? What the f*?

Na condição de humano, uma bala ou projétil qualquer que entrasse no olho ou por baixo do crânio, ou seja, áreas não protegidas pelos ossos, mataria o nervosinho na hora. Você vai dizer, mas ela fica alojada e se for retirada ele fica bom. Mas nosso cérebro não dura muito com uma bala, e se a bala ficar por mais de 10 minutos em Wolvi, é adeus ao personagem, a morte de um herói (e por que nenhum vilão pensou nisso antes?). É a mesma coisa do Homem-Aranha levar um tiro... Se Peter Parker levar um tiro, é adeus na certa.

Por isso os personagens coadjuvantes da Marvel (e o Demolidor) costumam ser melhores (vê-se Punho-de-Ferro, Nick Fury, Viúva Negra, entre outros que possuem sagas mais coerentes, sensatas dentro do próprio universo). Você não sabe a história dele, ele aparece pouco, você acredita em seus poderes e ele some. Ninguém sai por aí indo para outro planeta, lutando contra heróis "mega ultra hiper" e nem fazendo coisas impossíveis de acordo com os poderes que lhe são atribuídos.

By the way, o fato de Matt Murdock ter seus sentidos aguçados também não permitiriam pular de prédios se pendurando em mastros de bandeiras e enrolando sua corda durante a queda... Desisto dos heróis comerciais Marvel (nunca gostei de DC e li pouco a Image). Vamos dar conta do cenário independente de quadrinhos, mais sensato e mais pé-no-chão com suas próprias criações.

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Crítica: Watchmen

domingo, março 08, 2009

Quando li Watchmen pela primeira vez eu era apenas um adolescente misturando quadrinhos de super-heróis com Mickey Mouse (adorava a Disney). Mas como todos os produtos de mídia (quadrinhos, tv, filmes, etc.), cada vez que experimentamos uma idéia criativa em uma idade diferente, percebemos coisas fantásticas que nunca reparamos antes. Watchmen é a mesma coisa.

Trazer Watchmen para a visão que tenho hoje de mundo, política, social, criativa, artística, etc., é um desafio e ao mesmo tempo um mergulho fundo na emblemática filosofia do Dr. Manhattan, nos conflitos existenciais do Coruja, nos perigos políticos previstos por Veidt ou os problemas familiares de Espectral. Watchmen nunca esteve mais atual e mostra que não evoluímos. Infelizmente nossa percepção de mundo, do que devemos fazer, de como lutar, da diferença do certo e errado, do respeito, dos preconceitos, continua a mesma de nossos bisavós. O mundo muda mas os intintos humanos continuam os mesmos, incontroláveis, saudosistas e perpetuadores de idéias e conceitos retrógrados que incluem o "errado" disfarçado de ascenção.

Uma nova realidade. Nixon está no quinto mandato, os EUA ganharam a guerra do Vietnam, entre outras coisas que aconteceram diferente de nossa realidade... Em Watchmen, o herói conhecido como Comediante é assassinado e o vigilante Rorscharch parte para descobrir o que pode ser um plano para matar e desacreditar todos os super-heróis do passado e do presente.

Quando ele restabelece a conexão com sua antigaequipe - um confuso grupo de super-heróis aposentados dos quais apenas um possui poderes verdadeiros - Rorschach percebe que existe uma conspiração abrangente e perturbadora com ligações com o passado que eles dividiram e catastróficas conseqüências para o futuro. Sua missão é proteger a humanidade, o problema é quem protegerá os heróis?

Watchmen mostra o que o homem comum não quer ver, a violência e pobreza nas ruas, as guerras, entre outras coisas que são ignoradas por aqueles que podem se afastar. Mas ninguém é inocente e só no fim refletimos sobre os atos que acabaram influenciando nossa concepção do certo e do errado. Os fins justificam os meios? Aquele que comete crimes é de todo ruim? O arrogante é ao mesmo temo uma pessoa má? Para responder estas perguntas é necessário se elevar a um evento intelectual muito maior do que a leitura e os filmes podem lhe trazer. por que sim, existe a coisa certa a se fazer, não depende do ponto de vista, no final só há uma alternativa.

O diretor Zack Snyder (300 de Esparta de Frank Miller) acertou em chamar para Watchmen atores desconhecidos (a semelhança com os personagens é grande), com exceção de Patrick Wilson e Billy Crudup que são bem conhecidos por filmes como Quase Famosos, Peixe-Grande, Missão Impossível (Crudup) e Fantasma da Ópera (Wilson). Atenção para a bela novata Malin Akerman em roupas de super-heroína! Legal rever a atriz Carla Gugino que tem feitos muitos papéis secundários em filmes após o término da série Spin City onde contracenou com Michael J. Fox e Alan Ruck (o Cameron de Curtindo a Vida Adoidado).

É impressionante como a atuação, as falas do roteiro e os ângulos de câmera são idênticos aos quadrinhos, sem retirar a magia da narrativa cinematográfica. Claro que houveram as licenças poéticas do roteirista, diretor e executivos de estudio, mas vê-se claramente que houve uma tentativa maximizada de tornar o filme um reflexo do ideal crítico de Alan Moore. Já não era sem tempo pois Hollywood conseguiu estragar, ou pelo menos mudar pra pior, algumas histórias de Moore de forma assustadora.

O inicio do filme é uma verdadeira obra prima, algo comparado a filmes hollywoodianos consagrados que relembram décadas passadas, por exemplo Forrest Gump, Nascido em 4 de Julho ou ainda séries de TV como American Dreams, entre outras que mostram cenas clássicas da tv e do rádio, uma viagem pela história americana. Claro que houve a fusão dos heróis em todas as cenas e o uso de uma trilha sonora bem colocada com os melhores clássicos do rock.

O fluxo do filme e o envolvimento com a história se torna muito maior, algo que aconteceu com Superman, Star Wars, Labirinto, Willow, e tantos outros filmes que fizeram sucesso se apoiando mais na história e personagens do que na fama de seus intérpretes. Uma pena que a música dos créditos foi tão mal escolhida. Após ver o filme eu tentei parar para refletir sobre tudo que havia visto, no entanto entrou um heavy metal e aí murchou todo o pensamento e só consegui lembrar de Transformers e Motoqueiro Fantasma.... Que péssima idéia para terminar um filme "cabeça".

Se você não leu e nem pretende ler os quadrinhos, leve um caderninho para o cinema. O filme é cheio de frases de impacto que você vai querer lembra depois pra dizer numa roda de amigos. O roteiro, claro, é quase literário, e a narração de Rorschach compete com os melhores filmes noir da década de 40 (eat this Humphrey Bogart!). O design do figurino e cenários também é um show a parte, mas você vai perceber muitos furos como por exemplo um disquete de 3 1/2 em 1985! Será que eles não sabiam da existêcia do 5 1/4? Eles estavam tão avançados assim? Entre outros furos de reprodução da época, afinal não faz tanto tempo assim e muitos de nós vivemos isso.

Além do símbolo "Have a Nice Day!", é interessante perceber as referências ao mundo dos quadrinhos (claro que o Coruja é o Batman), só que Watchmen traz este universo de uma forma muito mais realista e crítica. Espero ver mais filmes de heróis assim, com menos ação e amsi reflexão! Quem sabem eles resolvem filmar o clássico Marvels, pintado por Alex Ross, daqui a alguns anos...

Como li os quadrinhos há muito tempo, não sou capaz de escrever um post mais eloquente ou de descrever toda as mudanças do filme em relação a história original. Mas aos poucos vou listar aqui no blog o que eu percebi pois estou relendo as revistas para enriquecer este post.

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Quantas e Quais São as Artes?

sexta-feira, março 06, 2009

Você já deve ter se perguntado por que o cinema é a sétima arte. Na verdade, a arte é definida pelo material com o qual trabalha. Tendo origem em uma cultura especifica, a arte é um esforço intelectual-criativo baseada nas inspirações deixadas pors gerações. Desta forma a arte é dividia em 06, de acordo com sua "aparição". As demais artes que surgiram no decorrer da história humana foram adicionadas à lista bem depois. Na ordem as artes são:

1. Música: artes que trabalham com sons;
2. Dança: arte do movimento do corpo relacionada aos sons;
3. Teatro: arte que trabalha o corpo, mas com função narrativa;
4. Pintura: arte de representar o real (ou a idéia) por meio de cores e texturas. Creio que aqui entrem também ilustrações, inclusive digital;
5. Escultura: arte que representa o real ou a idéia usando materiais tridimensionais.
6. Arquitetura: arte de criar edificações e espaços para abrigo das atividades humanas;
7. Cinema: arte de representar o real através da imagem em movimento oferecendo um adicional a prática do teatro, o close. De certa forma une na tela todas as outras 06;
8. Fotografia: a arte de representar pela representação do momento imediato está depois do cinema. Realmente não faz sentido, mas talvez seja por que a arte em movimento está mais presente na história humana do que as representações estáticas (mesmo na caverna de Lascaux vemos ilustrações que representam uma sequencia de movimentos);
9. Quadrinhos: a arte sequencial entra como uma das últimas na história das artes, mas ainda bem que seu valor é reconhecido neste século;
10. Futuro: com as novas tecnologias, photoshop, 3d, ilustrações digitais, realidade virtual, games, quem sabe onde a arte vai chegar?

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Crítica: Hulk (Edward Norton)

domingo, junho 15, 2008

Assim como no filme do Homem-de-ferro, o filme do Hulk procurou ser fiel aos quadrinhos, mas distanciando-o ao máximo da "sensação de quadrinhos" para tentar tornar a história do gigante esmeralda uma experiência que poderia acontecer enquanto você lê este texto. Apesar de Edward Norton se declarar um fã, o diretor Louis Leterrier fala claramente que nunca foi de ler as histórias de Hulk, mas era um grande fã do antigo seriado com Bill Bixby,´por isso neste filme o que se vê é muito parecido com a série de TV, Bruce Banner fugindo e se escondendo enquanto o exército americano o persegue por todo o mundo (a primeira sequencia do filme é bem longa e foi toda feita na favela Tavares Bastos no Rio de Janeiro com panorâmicas de helicóptero da Rocinha).

Muitos criticos estão dizendo que Hulk não chega aos pés de Homem-de-ferro, porém acho que se iguala em qualidade sim, prende bastante a atenção e mostra o que promete. Ficamos ainda mais curiosos para saber o que há nos 70 minutos que Leterrier disse ter cortado da edição final. A única crítica que tenho é em relação ao Brasil tratar estes filmes (como Narnia também) como filmes para crianças. Filmes de super-heróis e filmes como Nárnia estão saindo no Brasil em versão dublada e sem censura quando os mesmos filmes no Estados Unidos são lançados como PG13 (maiores de 13 anos). Isso gera cenas um pouco engraçadas (se não fossem tristes) de pais impressionados, olhando de rabo de olho para ver a reação da criança perante a violência, ou mesmo escondendo os olhos da criança durante o filme.

Estes pais, e mesmo aqueles que não conhecem quadrinhos ou livros de fantasia, têm que acordar para perceber que boa parte das obras em quadrinhos e da literatura fantástica não são histórias de criança! Pelo contrário, são pesadas, violentas e em alguns casos com cenas picantes. Aposto que nas primeiras cenas em que Hulk é metralhado de forma assustadora pelo exército americano dentro de uma fábrica, ou quando Bruce tenta se controlar durante o sexo com Betty, muita mãe se arrependeu de levar a criança... percam essa idéia!! Quadrinhos não são sempre coisa de criança (como veremos no filme Procurado com Angelina Jolie e James McAvoy).

SPOILERS, cuidado! Demais, as referências estão presentes em massa neste novo Hulk, a SHIELD inclusive é citada o tempo inteiro, até mesmo como patrocinadora das atividades do exército e da universidade de Betty. Stan Lee é o cara infectado no Brasil, por isso descobrem o paradeiro do Hulk. Lou Ferrigno (o Hulk da antiga série de TV) é o guarda da universidade onde Betty Ross trabalha, além de fazer a voz do golias verde nas poucas falas do filme. O Dr. Samuel Stern (o Líder, personagem cabeçudo do universo Marvel) está lá, e ao final cai aquela gotinha do sangue de Banner na cabeça dele (nos quadrinhos não é Stern, mas Samson que representa o Mr. blue. Samson é um médico psiquiatra infectado por um quantidade baixa da radiação, que ajuda Banner a lidar com o monstro. Ele tem apenas o cabelo verde e é bem forte).

Ao final do filme Bruce finalmente consegue se esconder e passa a controlar melhor o monstro, daí assume uma identidade falsa ao enviar uma carta para Betty, com o nome de David Banner (o nome de Bruce trocado na antiga série de TV para David). Para terminar as referências óbvias, Tony Stark aparece ao final do filme (você não precisa esperar os créditos terminarm) consolando o General Ross que afirma que nenhuma arma pode pegar o grande homem verde. Tony diz para o General que na verdade há algo sim, pois eles estão tentando formar uma equipe (referência aos Vingadores).

SPOILERS, quase esqueci! Sabe quando dizem que áparece o Capitão América? O que realmente aparece é o soro do supersoldado. Quando Emil Blomsky questiona o General Ross sobre a origem do monstro, este fala de um antigo programa que existe desde a 2ª Guerra para desenvolver o soldado perfeito. Na verdade Banner trabalhava numa continuação deste programa sem saber, Bruce achava que trabalhava numa nova forma de restaurar tecidos ou curar pessoas (algo assim). Ross pergunta a Blomsky se ele quer testar uma nova fórmula para o combate com o Hulk, Blomsky aceita e enfrenta o Hulk cara-a-cara dando saltos, ágil como um "Capitão América". Ele só se transforma no Abominável quando ameaça o Dr. Stern para injetar o sangue de Bruce nele.

Você também vai ouvir a música melancólica do seriado de TV que mostrava a angústia de Bruce em achar uma cura e não poder viver uma vida normal, nem com seu amor. O que chama mais atenção a quem leu histórias recentes nos quadrinhos são as referências a história Split Decisions (Mente Sombria, Coração das Trevas), escrita por Bruce Jones e ilustrada nos E.U.A. pelo brasileiro Mike Deodato, de onde saíram essas conversas entre Mr. Blue e Mr. Green e a fuga de Bruce, com direito a um monstro deformado muito parecido com a versão do Abominável para o cinema (o Abominável nos quadrinhos parece mais um grande peixe humanóide). Para terminar as referências menos óbvias, Leterrier faz referência a alegoria da caverna de Platão, presente na obra A República (livro VII):

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras eram a realidade. Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza. A referência a obra de Platão acontece quando Hulk e Betty se escondem numa caverna na floresta e logo depois Bruce descreve no carro a sensação de se transformar no monstro como algo de outra realidade, o que aos poucos até o final do filme ele descobre que pode controlar.

Para terminar esse longo texto, vá ver o filme. Vale a pena mesmo que você não perceba as referência e se nuna foi fã de quadrinhos na adolescência. Claro que a experiência fica mais interessante se você conhecer as referências, mas o filme é bom e desmistifica a aura de "nerdismo" dos quadrinhos, atraindo pessoas que tem preconceito pelos quadrinhos para ver um filme que é derivado de um dos personagens mais clássicos da casa de idéias da Marvel. Boas histórias vêm de filmes, quadrinhos, livros, desenhos animados, qualquer mídia pode ser utilizada, portanto o preconceito e hipocrisia em relação a certas mídias deve acabar, afinal se você acha quadrinhos e desenhos coisa de crianças e nerds, para que você perde seu tempo com tanta avidez para ver o filme? Pense nisso...

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