Trabalhando Demais Pra Quê?

quinta-feira, outubro 16, 2008

Este tópico e o anterior se caracterizam mais por considerar o trabalho dos artistas liberais (designers, arquitetos, desenhistas, etc.) e profissionais de informática, mas acho que pode ser absorvido de forma qualitativa por qualquer tipo de profissional liberal. Todos passamos por isso na nossa juventude e quando paramos para respirar o tempo passou e nós nem vimos...

Continuando o tópico anterior sobre querer saber tudo, igualmente existem pessoas que mesmo trabalhando não sabem dizer não. Querem pegar todas as tarefas do mundo, lidar com todas as áreas da empresa, carregar toda a responsabilidade pelo sucesso e pelos erros das metas. Da mesma forma o autônomo (lê-se freelance) resolve aceitar todos os trabalhos que tem disponível, às vezes sem poder fazer, e outras vezes se estressando por ficar até altas horas trabalhando, se movimentando de um local para outro para visitar clientes (muitas vezes distantes) e perdendo um precioso tempo de descanso, de ver tv, de ir ao cinema, de ler um livro (não profissional), de dormir. Será que vale a pena? A ganância vai dar um retorno significativo? Você trabalha demais e cai no "ostracismo corporativo"?

E mais uma vez os "especialistas" da internet (formados ou não) vão te dizer, relaxa! Principalmente se você confia na sua educação, currículo e força de vontade. As possibilidades são infinitas, e se matar de trabalhar só vai afetar a sua saúde. Como dizia na parede de um viaduto aqui do Rio: "O homem perde sua saúde para ganhar dinheiro e depois gasta tentando recuperá-la". Hoje têm-se a possbilidade de ser autônomo (dedicado), de fazer concursos, de trabalhar meio período, o mundo está aí fora para que você faça sua vida sem deixar que o estresse domine o seu dia-a-dia trazendo cansaço, e o cansaço com certeza te impossibilita de crescer. Como diria Domenico De Masi, é o ócio criativo, são os momentos de descanso e de lazer que te fazem pensar melhor, raciocinar, criar, ter idéias.

Para ilustrar a questão, um evento real em um hospício francês. O médico Philippe Pinel resolve tirar as correntes normalmente usadas com os loucos na instituição, então o politico George Couthon diz a ele: "- Ah! Então cidadão, és tu mesmo louco ao querer liberta-los das correntes?". Pinel responde calmamente: "- Tenho a convicção de que estes alienados não são intratáveis senão porque se lhes priva de ar e de liberdade", o que Couthon retruca, "Temo que sejas vítima de sua presunção". Será mesmo? É presunção assumir que o ser humano, sejam quais forem as suas condilões, precisa de liberdade? (e nem vou entrar no mérito da Mais Valia de Marx).

Você com certeza já passou por momentos em que a vida está tão corrida que você não consegue fazer nada (ou até mesmo se atualizar na própria profissão). Você chega tão cansado em casa que não aguenta mais ver o seu programa preferido na TV, você para de alugar filmes pois sabe que vai dormir durante o DVD, não sai na sexta a noite pois sábado você quer dormir até tarde, não sai sábado pois precisa terminar aquele trabalho por fora que você aceitou fazer ou quer estudar para uma prova que só vai acontecer daqui a 6 meses. E aí pronto. Você foi fisgado pela rotina do cansaço. Você não existe mais, quem existe é o trabalho, são os estudos. E não estou nem falando daquilo que você gosta, você pode estar insistindo em algo que você nem tem muito apreço... Este é o recado, faça o que pode, dentro dos seus limites, dê grande valor ao seu tempo livre!

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Saber tudo é impossível!

terça-feira, outubro 14, 2008

Você é um expert na sua área de trabalho? Não importa sua profissão, você já achou que deveria abraçar o mundo? Esta é a sensação pela qual muitos profissionais passam nos primeiros anos após terminar a faculdade (aqueles que decidem por não fazer um concurso público...). Quando comecei a fazer design achava fantástico saber modelagem 3D, design gráfico, design de produto, marketing, projeto (daqueles com MS Project e Mind Manager), entre outras funções relacionadas ao trabalho do designer...

O problema é que descobri que é impossível! Chega um ponto em que a frustração é muito grande. De repente você percebe que sabe bastante de tudo mas não sabe o suficiente, e ainda, perdeu seu lazer procurando milhões de informações e esqueceu que o necessário mesmo era focar em uma atuação e se divertir no tempo livre. E acredite, você nunca vai achar que sabe o sufuciente e tudo vai virar uma bola de neve de ansiedade, neuras e preocupações constantes com o futuro.

Isto é um aviso para quem está começando ou para quem ainda não teve este insight. Se você trabalha com informática, áreas criativas como design, arquitetura, ilustração, publicidade, ou mesmo área de humanas como administração, marketing e psicologia, não perca o rumo querendo saber tudo, não pare para ler livros e artigos de outras áreas de sua profissão por mais de meia hora ao invés de "caçar" coisas que são realmente relevantes para o que você gosta e quer fazer. Pense naquela pergunta de entrevistas: "Onde você se vê daqui a 5 anos?". Você irá descobrir que responder esta pergunta é mais dificil do que você imagina... (a não ser que você seja um freelance muito bem sucedido).

Aprenda o que você precisa, não se preocupe com o mercado de trabalho, uma hora você será chamado por ser o expert daquela área que você escolheu. Se seguir as tendências você irá enlouquecer imaginando o que você ainda não sabe, que tem gente melhor que você, que os jovens com menos de 20 anos sabem muito, etc. Relaxe! Foque! Acerte o ponto e insista. A insistência é a melhor forma de ser o melhor na sua profissão. Saber tudo de tudo não vai te levar a lugar nenhum. É como diz Luli Radfahrer em outro contexto: "Um mundo de abundância é um mundo de escolhas. Quando praticamente tudo é possível, o que faz a diferença não é mais o volume, mas o critério. É isso que os designers modernistas queriam dizer quando proclamavam que “less is more”: menos só significa mais quando os elementos escolhidos têm valor."

Veja bem os seus professores de faculdade e pós-graduação. Eles participam de bancas de centenas de alunos, mas todos têm suas respectivas pesquisas e não ficam estudando sobre o tema de cada aluno para avaliar melhor. Aqui vai meu conselho, seja fantástico naquilo que você realmente gosta! "Se nunca dizes não, o teu sim não vale nada." Mais sobre ansiedades profissionais em: http://saberviver_psicologia.blogs.sapo.pt/tag/trabalho

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Crítica - Valentino, Último Imperador

quinta-feira, outubro 09, 2008

Hoje mais uma vez fui ao cinema numa daquelas investidas a esmo onde não sei exatamente o que eu vou ver até sentar na cadeira. Como está acontecendo o Festival do Rio, isso piora a situação, pois são exibidos dezenas de filmes diferentes todos os dias o que torna imposível lembrar que você viu ou leu alguma coisa sobre um filme. O anúncio dizia, "Valentino, O Último Imperador", e como era o filme que estava começando naquela hora, fui ver esse mesmo.

Achava que era um filme de época como Sissi ou Ludwig, ou poderia ser até algo sobre um chefão qualquer, mas logo no inicio o que vi foi um desfile de moda (algo que até então não me atraía muito)... Pensei logo, "que diabos estou fazendo aqui?", mas logo vi que a meta da produção na forma de documentário era mostrar os últimos dias da carreira do estilista Valentino Garavani antes de se aposentar. O filme mostra a produção das comemorações dos 40 e 45 anos de carreira do artista e a sua relação com sua equipe de costureiras, marketeiros e principalmente seu amigo de longa data Giancarlo Giammetti.

Todo mundo conhece Valentino, mesmo que você não conheça a figura, conhece a marca. Valentino reforça o estereótipo que nós temos sobre estilistas, cabeleireiros e artistas, mas o que fica claro de forma sutil é o estrelismo do estilista ao lidar com suas obras, equié e seu sócio. Não que isso seja um defeito, Valentino é um pouco como eu, nunca acha que seu trabalho está bom o suficiente ou que suas festas estão perfeitas, mesmo quando todos a sua volta estão derramando elogios. No fim ele sempre percebe que tem a sua volta pessoas em que pode confiar, que trabalham para fazer a mais bela das peças, desde iluminação, cenários, roupas, as festas e desfiles se transformam em espetáculos nas mãos de Giammetti.

Mas a mensagem principal do filme é de alguém que nunca desistiu da criatividade, mesmo quando as coisas estavam ruins, Valentino nunca viu sua empresa como uma corporação mas sim como uma máquina de fazer arte. Isso fica claro na luta entre os antigos colaboradores e o novato que quer tratar tudo com números e campanhas de marketing. Valentino e Giammetti cortam a ganância, mesmo depois da venda da empresa, dizendo que o objetivo não são os números, a meta é ser fantástico! E esse deve ser o objetivo de todo profissional. Claro que você precisa de dinheiro para sobreviver, mas você só vai conseguir glória sendo fantástico, e para isso muito trabalho e criatividade já bastam! Eu quero ser um designer gráfico e de produtos fantástico e reconhecido algum dia, assim como Valentino é no mundo da moda: http://www.valentinomovie.com


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Por que não Escrevi e Filmes que vi...

terça-feira, outubro 07, 2008

Tá com preguiça de ler o post todo? Passa direto para os filmes lá embaixo. Otherwise, leia tudo que é bem interessante. Antes de tudo deixo minha tristeza pelo cinema e o mundo da arte ter perdido mais uma grande personalidade este ano, Paul Newman. Minha primeira reação ao receber a notícia foi rever Butch Cassidy and The Sundance Kid. Sempre lembrarei mais de Sir Newman pelo filme Golpe de Mestre (Entertainer, The) que eu via quando era pequeno sem entender nada só para poder escutar a trilha sonora de Scott Joplin...

Muitos me perguntam se não fui mais ao cinema, se não vi mais exposíções, se parei de ler livros, de acompanhar a indústria de entretenimento ou de estudar design, mas afirmo que continuo firme e forte no caminho do espetáculo, criando e vendo criações! Confesso que após o mestrado sofro de um bloqueio criativo, mas o que bateu forte mesmo foi a preguiça de publicar novos posts aqui no blog, coisa que estou consertando hoje mesmo para que todos os leitores que descobri que tenho (pois é, o Google Analytics serve pra alguma coisa) não fiquem chupando o dedo atrás de novas resenhas, novidades e tutoriais (em breve tutoriais bem legais baseados em meus trabalhos conceituais).

Bem, antes de comentar os filmes que vi nos últimos meses, tenho algumas sugestões para quem gosta de arte e entretenimento. Como um bom adulto (será?) parei de comprar gibis, mas infelizmente continuo sustentando os jornaleiros recolhendo revistas de artes e design, nacionais e importadas. Recomendo as revistas Computer Arts Brasil (arte digital), Www.com.br (web, design e desenvolvimento), Photoshop Creative (Portugal), Cinefex (a mais famosa revista de efeitos especiais do mundo), Computer Graphics World (EUA), Computer Graphics (periódico do IEEE) e a fantástica revista nacional Zupi que traz trabalhos maravilhosos de artistas modernos, desde o grafite, pinturas e colagens até o 3D.

Como bom curioso compro também as revistas medianas (com pouco conteúdo de qualidade), entre elas a Digital Designer (que já foi boa mas hoje está sofrível e com "reportagens pagas", onde já se viu fazer matéria sobre um curso em uma universidade específica ou apresentar o tutorial de um software mostrando a embalagem do produto nas páginas?) e a WebDesign (que trás mais propaganda de agências do que informações relevantes). Sinto falta da revista Aqua de natação, mas esportes não são muito valorizados no Brasil a não ser em época olímpiadas né... Acho que eles faliram.

Quanto a livros estou tentando ler até o final o livro Criatividade e Grupos Criativos do Domenico De Masi (tentando pois Domenico é um chato por que até chegar no ponto foco, ele explica desde de o surgimento da primeira ameba na terra) e puxando algumas coisas sobre marketing digital (não custa nada aprender por que está todo mundo errando na internet brasileira... internet é viral meu Deus! Não é catálogo pra ficar online e ninguém acessar!) . Além disso comprei uns livros da série Icons da Taschen na Amazon que são muito legais, mas é só pra ver figura mesmo, trabalhos de artistas do mundo inteiro.

Quanto ao mundo do entretenimento (lê-se TV e internet), escutei novas bandas, fiz downloads, descobri coisas que todo mundo já conhecia, ouvi o álbum novo do Metallica, redescobri John Scatman, Tom Cochrane, Roy Orbinson e Concrete Blonde e ainda vi algumas séries, com destaque para Chuck, Tudors e Masters of Horror (excelente série de horror com episódios dirigidos por diretores famosos como Dario Argento, George Romero, John Carpenter, Joe Dante, John Landis entre outros).

Depois disso tudo ainda arranjo tempo para brincar com meu cubo de Rubik (o cubo mágico matemático colorido, lembra?) e pra ver a exposição BodyWorks no Museu Histórico Nacional. Mas o que vocês estão curiosos para saber são os filmes não é? Pois a lista é grande e este post já está enorme portanto vá direto para as minhas opiniões abaixo (um pouco distorcidas pois pelas datas dá pra perceber que muitos detalhes do momento eu esqueci).

11/09 - Ao Entardecer (Evening, 2007)

De vez em quando algum diretor(a) resolve fazer um filme com diversas atrizes do primeiro escalão de Hollywood como Glenn Close, Meryl Streep, Vanessa Redgrave, Mia Farrow, Anjelica Houston e as mais novas que já se tornaram clássicas como Toni Collette, Natascha Richardson, Claire Danes, Natalie Portman, entre outras. Este filme trás mais uma vez esta fórmula trazendo algumas destas atrizes intepretando as mesmas personagens em épocas diferentes.

O que o filme traz é a pergunta que muita mulher deve se fazer na vida adulta: "-e se eu tivesse tentado ser feliz com o cara que me amava de verdade ao invés de escolher o caminho errado com outro, o caminho da sedução, da conformidade e das escolhas da juventude?". O filme mostra uma mulher que sofre por ter feito esta escolha mostrando que apesar de todo conforto, bens materiais, aparência e segurança que suas escolhas deram pra ela, ela nunca foi realmente feliz em nenhum de seus relacionamentos. O pior é que a pessoa que mais podia amá-la incodicionalmente, enfrenta um problema na juventude que irá impedir que ela o encontre novamente.

Vale muito a pena ver o filme, principalmente pela bela Claire Danes com roupas de época, uma época e lugar onde eu gostaria de ter nascido... As veteranas do cinema também estão impecáveis muitas vezes fazendo-nos esquecer que a personagem envelheceu, pois os trejeitos da atriz jovem e das clássicas são muito parecidos. Não recomendo ver nenhum filme em DVD em casa, se puder assista no cinema para aproveitar o máximo da fotografia e closes do filme.

28/08 - O Procurado (Wanted, 2008)

Quando disse que parei de ler revistas em quadrinhos, quis dizer de super-heróis. Claro que ainda leio os clássicos e a produção alternativa, e tive a felicidade de conhecer O Procurado primeiro nas páginas do gibi de Mark Millar. Apesar de manter apenas o tema, trocando a maior parte dos pontos da história, Procurado é um filme muito bom, entretenimento despretensioso, passatempo divertido e mentiras aceitáveis e incríveis de se ver na tela grande. A única coisa que estraga um pouco é a mania de Hollywood de usar heavy metal nas cenas de ação no lugar das trilhas sonoras instrumentais, e também a narração em off de James Mcavoy. Se não fosse isso seria perfeito. Mas vale a pena verm, principalmente se você vai ao cinema ou tem um bom sistema de som em casa. Atenção para as dezenas de referências no filme.

21/08 - Encarnação do Demônio, A

Quando era pequeno costumava ver os filmes de Zé do Caixão nos canais da TVE ou na madrugada, uma vez que meus pais não implicavam comigo ao ficar acordado até tarde. Devo ter visto os primeiros filmes quando tinha 11 ou 12 anos, e ambos me impressionaram bastante e até hoje quando vejo acho que o cinema brasileiro tinha um grande potencial que foi largado de mão na década de 70 para dar lugar a porcarias e diretores pseudo-intelectuais metidos a artista.

Não vou negar que a produção do filme me impressionou. As locações foram muito bem feitas, a fotografia é mutio boa, os ângulos de câmera surpeendem e mesmo os efeitos especiais são dignos de um episódio da série Masters of Horror. Mas como todo o filme brasileiro produzido em maior parte aqui, por pessoas daqui, a película sofre de alguns males, principalmente na interpretação falsa, forçada, sem graça e risível dos atores (incluindo Mojica). É um show de palavrões, frases feitas (forçadas demais para parecer real), jograis, interpretação de prompt (aquela que parece que o ator tá lendo um prompt que nem Jornal Nacional) e figurinos muitas vezes forçados para simular aspectos de terror do cinema americano (sem sucesso).

Vale a pena ver para conhecer o trabalho de efeitos visuais, cenários e edição, mas não serve como entretenimento. Zé do Caixão não é mais o mesmo, adoro os filmes antigos dele mas está na hora de aposentar a cartola. Acho que nós espectadores já estamos de saco cheio de diretores que passaram anos fora da cadeira e agora resolvem voltar achando que vão abafar (uma crítica construtiva a Mojica e George Lucas, experts em estragar seus personagens mais famosos).

18/08 - Star Wars: Clone Wars

Não vou negar que adoro animações. A cada ano as animações impressionam até mesmo nós artistas que trabalhamos com isso todo dia. Claro que existem níveis artísticos e também níveis de conteúdo, e esta diferença pude ver claramente no último Anima Mundi, principalmente ao ver os trabalhos de Juan Pablo Zaramella que são simples mas incrivelmente bem resolvidos com conteúdos de primeira.

Clone Wars é mais uma tentativa de George Lucas de negligenciar todas as suas idéias da época da USC (University of Southern California) para ganhar montanhas de dinheiro em cima de nerds e crianças. Lucas defendia na sua juventude os filmes artísticos, as histórias elaboradas e a independência, entretanto se entregou a indústria da pior forma possível, visto os 3 filmes do prelúdio de Star Wars que seriam totalmente repugnantes se não fosse o trabalho de artistas de design e figurino como Doug Chiang.

Isso não torna este filme ruim. O filme é uma introdução a série de desenhos do Cartoon Network e deixa isso bem claro por não ter começo, meio e nem fim. A animação parte do episódio II de Star Wars e mostra os Jedis tentando resolver um problema político desencadeado pelo General Dooku quando este sequestra o filho de Jabba, The Hutt. A história do desenho é bem melhor que a dos 3 primeiros filmes live-action da série, não sei nem por que fizeram essa escolha uma vez que torna as intrigas políticas mais evidentes, coisa que criança não entende. É bom ver que a história chegou a este ponto de mostrar algo realista em relação às maquinações de políticos, militares, gangues, corrupção e os próprios Jedis servindo como uma "polícia" do espaço.

O melhor na animação é a estética. O desenho é muito bonito mesmo, cada cena é de tirar o fôlego em termos de excelência artística. Os traços são estilizados na medida certa e os shaders e texturas utilizados na renderização dos modelos 3D dá um visual de uma pintura, bem parecido com livros infantis e desenhos de animação dos anos 80. Vale a pena ver Clone Wars mesmo que voê não goste da série, aproveite e leve seus filhos ou sobrinhos como desculpa para apreciar um dos melhores trabalhos de arte do ano. "May the force be with you".

13/08 - A Múmia 3: A Tumba do Imperador Dragão

Se você tem mais de 10 anos, não vá ver esse filme. Não que o filme seja ruim, mas provavelmente é um filme que você só aproveitaria com gosto se fosse ainda criança. A quantidade de clichês é assustadora, como descreveu um crítico do site Omelete: "O espectador consegue ver na sua frente os templates sendo preenchidos: entra cena de ação (explosão, frase engraçada, troca de tiros, frase engraçada), corta para elemento dramático (imperador ganha poderes de volta, coadjuvante explica em voz alta "o imperador está ganhando seus poderes de volta!"), fecha cena de ação (começa a avalanche na montanha, coadjuvante explica em voz alta "avalanche!"), corta para transição de set pieces (todos inexplicadamente a bordo de um avião), começa a cena de ação seguinte, e assim por diante.".

É como filmes tipo Massacre no Bairro Japonês ou o O Último Dragão (mesmo que os entusiastas queiram me enforcar, é verdade, vocês nunca achariam estes filmes fantásticos se tivessem visto pela primeira vez com mais de 20 anos). Mas com certeza seus filhos e/ou sobrinhos vão adorar, lembrar pro resto da vida e ainda te pedir para comprar bonecos de Rick O'Connell (Brendan Fraser, mais uma vez usando sua famosa peruca para esconder a calvíce). Teve muita coisa desnecessária como os Homens da Neve, as transformações do imperador em monstros de seriado japonês e mesmo o filho canastrão de Rick, mas vale a pena como passatempo caseiro. Os efeitos são um show a parte apesar de utilizados desnecessariamente. Lembre-se que eu vi este filme a 2 meses e ainda não havia comentado, por isso posso ter esquecido muita coisa.

04/08 - A Banda (Bikur Ha-tizmoret, 2007)

Vou ser sincero que desde que vi Gosto de Cereja, tenho um preconceito contra filmes vindos do Irã, Iraque, Egito ou Israel. Não que as histórias sejam ruins, pelo contrário, são extremamente originais e criativas, entretanto os filmes destes países possuem um estilo narrativo mais chato que propaganda eleitoral... É super parado, demora para acontecer alguma coisa, fica horas mostrando uma mesma cena, como se quisesse dizer que isso é "arte", que isso é para fazer o espectador "refletir" (conversinha intelectual de cinéfilo idiota que anda de aro grosso e gola rolê). Mas A Banda realmente me surpreendeu.

O filme narra a história de uma banda de músicos egípcios que viaja para Israel para tocar na comemoração de abertura de um centro árabe de artes. Porém o transporte não é enviado para a rodoviária eles são obrigados a encontrar a cidade de destino por conta própria, desta forma se perdendo e acabando em uma cidadezinha entregue às moscas e à personagens intrigantes e bem comuns que mostram o caráter, comportamento, felicidade e arrependimentos do ser humano.

O ator Sasson Gabai interpreta de forma fantástica o general, e sua relação de amizade com a dona do boteco (Ronit Elkabetz) da pequena cidade garantem os melhores momentos do filme. Os coadjuvantes também estão excelentes, garantindo boas risadas, cenas cômicas, drama e lágrimas. Uma boa metáfora sobre a esperança de um dia ver a união entre os povos daquela região. E como curiosidade nerd, Sasson Gabai não é um total desconhecido, o ator interpretou Mousa no filme Rambo III ao lado de Sylvester Stallone. É dele a famosa frase em Rambo: "God must love crazy people, he makes so many of them!". Não percam A Banda!

* As imagens reproduzidas são de direito dos respectivos artistas e estudios não podendo ser reproduzidas com fins comerciais a não ser na divulgação do trabalho. As imagens serão retiradas se requisitado pelos artistas e estudios.

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Morre Don LaFontaine

quarta-feira, setembro 03, 2008

Apesar de gostar muito de filmes, sempre gostei mais dos trailers. Mesmo quando o filme não é tão bom, os trailers costumam ser espetaculares, engraçados, com timing perfeito e uma narração que parece a voz de Deus. Pois essa voz morreu essa semana. Todos os trailers que você já viu até este ano quando foi ao cinema (e quando digo todos estou falando de 95%!) foram narrados em inglês por Don LaFontaine. Da comédia a fantasia, do terror aos filmes de ação, dos filmes de arte aos suspenses, Don fez de tudo desde os anos 60 até agora... Don será sempre lembrado como a voz do cinema, o motivo pelo qual decidiamos ver filmes. Assista uma entrevista com Don no video abaixo.

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Morre o Shogun do Harlem

sexta-feira, agosto 22, 2008

É tosco, é nostálgico e é muito triste... Na última terça-feira morreu o ator Julius Carry III. Nostálgico? Sim!! Julius era o Shogun do Harlem no filme do Último Dragão (1985), aquele clássico da sessão da tarde que apresentava a batalha entre Julius Carry e Bruce Leroy. Julius também teve pequenos papéis na TV e alguns bem conhecidos como o Bowler do seriado Western Brisco County Jr. (1994), trabalhando ao lado de Bruce Campell (aquele ator de Uma Noite Alucinante). Vai deixar muita saudade para todas as crianças dos anos 80.







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Morre Dercy Gonçalves

domingo, julho 20, 2008

Quem me conhece sabe que não sou muito fã de filmes nacionais, principalmente por causa da falta de experiência dos atores nacionais com o cinema, trazendo aquelas interpretações falsas e exageradas para a tela grande, o que não tem nada a ver...

Entretanto, a comédia é algo que se for bem feito, a interpretação dramática passa de longe e pode ser colocada de lado uma vez que até mesmo Jerry Seinfeld dava seu sarcasmo nas piadas do programa lembrando ao espectador que se tratava e um programa de TV com atores. E a comédia nacional também era assim. Por causa do meu pai acabei me acostumando com grandes filmes e grandes nomes como Grande Otelo, Mazzaropi, Catalano, Badaró e Dercy Gonçalves.

Dolores Gonçalves Costa, (Santa Maria Madalena - 1907) surgiu no teatro de revista, e fez muitos filmes e ficou famosa nas décadas de 1950 e 1960. Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e palavrõeso, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil. Abaixo coloquei a filmografia da Dercy. Vale a pena ver algumas pérolas do cinema nacional, principalmente para ver como eram cenários, locais, roupas, carros, as cidades e costumes brasileiros nos anos 50 e 60.

1943 - Samba em Berlim
1944 - Abacaxi Azul
1946 - Caídos do Céu
1948 - Folias Cariocas
1956 - Depois Eu Conto
1957 - Feitiço do Amazonas
1957 - A Baronesa Transviada
1957 - Absolutamente Certo
1958 - Uma Certa Lucrecia
1958 - A Grande Vedete
1959 - Cala a Boca, Etelvina
1959 - Minervina Vem Aí
1960 - Entrei de Gaiato
1960 - A Viúva Valentina
1960 - Só Naquela Base
1960 - Dona Violante Miranda
1960 - Com Minha Sogra em Paquetá
1963 - Sonhando com Milhões
1970 - Se Meu Dólar Falasse
1980 - Bububú no Bobobó
1983 - O Menino Arco-Íris
1993 - Oceano Atlantis
2000 - Célia & Rosita

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Efeitos Não-digitais

terça-feira, julho 15, 2008

Hoje em dia é moleza falar sobre efeitos especiais no Brasil principalmente por causa de comerciais conhecidos com tartarugas dançantes, filmes como O Coronel e o Lobisomem, produções da Globo com um fantástico trabalho de compositing ou até mesmo os Mutantes da TV Record (bem, nem tudo tem tem qualidade, muitos deixam óbvio de forma tosca o uso do 3D, mas vale a tentativa).

Entretanto efeitos especiais , como sabem os entusiastas, não é feito só de pixels e polígonos, e nem de cromaquis verdes e azuis nos softwares Inferno, Combustion ou Motion. Efeitos deslizam desde simples objetos de cena até as mais complexas maquiagens, fantoches, cenas de ação, acidentes, dublês, fachadas de cidades, robôs, plataformas hidráulicas, tanques para filmagem de ocenanos, pirotecnica, sonoplastia, entre outros efeitos que passam despercebidos hoje em dia se não tiverem o brilho da renderização (que até hoje evita cenários abertos e claros pois os modelos 3D ficam mais que evidentes).

O Brasil entretanto não está longe desta realidade. Pelo contrário. Desde muito tempo, dos filmes de Zé do Caixão aos Trapalhões, das produções da Globo aos infantis do SBT, os efeitos chamados "mecânicos", as maquiagens especiais (como as de Rick Baker?), sonoplastia, e as famosas props são utilizadas aqui desde muito tempo. Pode-se citar alguns nomes no Brasil como Eric Rzepecki (maquiagem), Antônio Faya (sonoplastia) e Gabriel Queiroz (efeitos mecânicos, bonecos e miniaturas). Infelizmente só tenho infrmações sobre Gabriel Queiroz. Tentei pegar o minimo de informações possível da internet e mais de livros e arquivo.

Gabriel Queiroz começou em 1967 e durante muito tempo foi responsável pelo núcleo de efeitos especiais da Rede Globo. Possui trabalhos memoráveis como a explosão da Dona Redonda (é, também não é da minha época), flechadas na novela A Rainha Louca, capotagem de carros, incêndios cenográficos, explosões grandes e pequenas (reais e com miniaturas) e os trabalhos ao lado de Phillipe Laurente como em Pindorama e Sinal de Alerta. Mais informações podem ser encontradas no livro Melhores Momentos: A Telenovela Brasileira ou entrem em contato comigo que eu passo mais detalhes.

Bem, eu nunca fui muito fã de novelas, mas sem dúvida era um espectador assíduo da finada TV Colosso. Um trabalho incrivel feito com a ajuda de magos amercianos e ingleses com experiência em programas como o Muppet Show e Sesame Street (não é o Vila Sésamo da Sônia Braga não hein! Que aliás não é da minha época! rs...). Como estamos falando de efeitos mecânicos, os puppeteers, ou titereiros, não podiam ficar de fora. Roberto Dornelles e Billy Accioly fizeram um trabalho incrível na produção do programa com a parceria de empresas como a Inventiva (http://www.inventiva.com.br/), o grupo 100 Modos de Teatro de Bonecos, Criadores e Criaturas, não esquecendo do diretor Luiz Ferré.

Vocês não sabem como é dificil encontrar material sobre isto no Brasil, mas posso citar para terminar a Fixxon (http://www.fixxon.com.br/) ... Pode deixar que a busca continua e fiquem ligados aqui no blog para atualizações. Vou tentar descobrir quem mais fez e/ou faz efeitos não-digitais no Brasil. Se souberem de algo me passem que irei publicar aqui mesmo.

Veja Videos de efeitos especiais: http://www.youtube.com/view_play_list?p=437357C02690CB16

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Crítica: A Outra (The Other Boleyn Girl)

sexta-feira, julho 04, 2008

Já sabia há algum tempo sobre o filme "A Outra" (The Other Boleyn Girl) por causa de Natalie Portman, uma excelente atriz e uma pessoa super inteligente e simpática (formada em psicologia, a menina fala diversas línguas e é bem engraçada, como pude ver na entrevista com James Lipton no Inside the Actors Studio). Entretanto estava adiando ver este filme e quase o perdi no cinema. Normalmente filmes assim, quando não vejo no cinema, acabo não vendo em lugar algum pois não sou muito fã de locadoras como era na minha infância.

Apesar do defeito de tentar mostrar uma outra época e cultura com trejeitos e comportamentos que provavelmente só surgiram na "cultura humana" no século XX, principalmente após as duas grandes guerras, o filme é uma aula de teatro, uma aula de interpretação, uma trama muito bem arquitetada e uma romantização de uma história trágica que é amenizada em um drama de qualidade.

Quando me refiro a "cultura humana" me refiro ao modo de pensar, ao modo de tratar as mulheres, o modo de comer, o jeito de se mover, as idéias da época e a romantização do amor romântico, típica do ocidente do pós-guerra e não de uma época em que a vida era dura, cruel, dificil e traiçoeira.

Já havia visto o documentário da BBC sobre as esposas de Henrique VIII, na verdade conheci a história na minha adolescência quando na ânsia de adquirir álbuns de artistas de rock progressivo tive contato com a banda de Jon Aderson chamada YES, consequentemente depois comprei algumas obras do tecladista e pianista de rock Rick Wakeman. Wakeman tem um álbum todo dedicado as esposas de Henrique VIII, Ana bolena, Catarina de Aragão, Jane Seymour, etc. um pouco antes de sair o filme também pude ler o livro de Antonia Fraser traduzido para o português.

O tema portanto não me é novo, mas vê-lo sob a ótica do cinema sempre é uma experiência diferente, principalmente por que ádaptações para a grande tela tendem a modificar pontos históricos importantes, apesar de muitas vezes não serem relevantes (por exemplo em Elizabeth com Cate Blanchet, na época de Elizabeth ninguém usava a cor azul nas roupas mas o diretor insistiu que o figurino fosse feito destacando o azul, totalmente contra a retratação fiel da época).

Ainda não sei por que o brasileiro é meio burrinho e fica querendo traduzir nomes próprios como Nova York, Hamburgo, Munique, etc., mas nome de gente é pior ainda... A inglesa Anne Boleyn recebe o nome de Ana Bolena nas midias nacionais, mas isso não é importante hoje. Anne Boleyn foi a segunda esposa de Henrique VIII, irmã de Mary Boleyn (amante do rei) e mãe da mulher que se tornaria a maior rainha de todos os tempos, a ruiva Elizabeth.

Na verdade Anne era mais nova que Mary e não era considerada muito atraente, apesar de no filme mostrarem o contrário. Anne entretanto foi uma mulher de personaldiade forte e muito carismática que foi responsável por uma aproximação forte entre França e inglaterra no século XVI.

Lamentável é que os cinemas do grupo estação no Rio de Janeiro apresentam seus filmes como se fossem aquelas fitas de locadora adaptadas para passar em uma TV de tubo de tela quadrada. Nenhum dos filmes que vi ultimamente nos cinemas do Grupo Estação preenchiam toda a tela do cinema, apenas o centro da tela, mostrando uma imagem quadrada, talvez até mesmo cortada nas lateriais, perdendo aquele efeito do verdadeiro cinema, o "Widescreen".

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As Plantas Contra-atacam

quinta-feira, julho 03, 2008

"Fim dos Tempos", ou "What happened to The Hapenning"? Apesar dos pequenos clichês inseridos de forma sutil na trama e de cenas inverossímeis para um filme que se propõe a mostrar algo de estranho invadindo a vida real, Fim dos Tempos é um bom filme. Claro que a escolha do título pela distribuidora mais uma vez ganha o prêmio de cagada do ano (que são muitas durante todo o ano). Ainda acham que o público brasileiro é estúpido para entender um nome que não explica o conteúdo do filme. Bem, o nome do filme em inglês é "The Happening", ou O Acontecimento, O Evento, ou até mesmo A Aparição dava pra engolir (apesar de ser o nome dado àquele filme do Charlie Sheen que passava no SBT quando você era criança). Mas o titulo escolhido não tem absolutamente nada a ver com o conceito do filme.

A idéia é interessante, não siga adiante se você não viu o filme. As plantas e árvores da região oeste e meio oeste dos Estados Unidos, onde há maior concentração de usinas nucleares e indústrias, resolvem se "vingar" liberando uma toxina sempre que identificam grupos de pessoas (elas consideram qualquer pequeno grupo que se aproxima como uma ameaça e liberam o veneno). A palavra vingança foi mal utilizada, o termo certo para uma planta seria um mecanismo de defesa gerado pela evolução que permite às plantas eliminarem aqueles que estão lhe causando mal, ou seja, o homem.

M. Night Shyamalan é um diretor de um filme só (lê-se O Sexto Sentido), e mesmo tentando ele não consegue emplacar um ótimo filme novamente. Claro que alguns vão gostar, mas quem gosta de filme assim são pessoas que vão ao cinema só para passar o tempo, no máximo uma vez por mês e sem a capacidade de desenvolver uma visão crítica ou comparativa dos filmes ou midias que vê, lê ou escuta.

Entretanto foi ótimo conhecer o "conceito" do filme, mesmo que não tenha atendido às expectativas. A idéia é muito boa, porém mal desenvolvida, especialmente no que tange às explicações cientificas do fenômeno. Coisa básica que Spielberg sabe desde Contatos imediatos e Jurassic Park, não basta um diretor e/ou roteirista escrever um roteiro, as informações cientificas contidas na película não podem ser explicações de livros de 2º Grau... Eles ainda têm a coragem de colocar uma espécie de especialista aparecendo em jornais de TV durante o filme falando coisas primárias como Maré Vermelha, o vento bate e árvore libera sementes, coisas desse tipo... É absurdo não haver uma pesquisa para pelo menos utilizar termos científicos a nível universitário e teorias atuais. O roteiro inteiro é baseado no que Shyamalan se lembra da escola.

Para terminar é sempre um prazer ver a linda Zooey Deschanel no cinema, os grandes olhos azuis em tela gigante que me deixam maluco! O papel dela no filme é totalmente diferente das personagens que ela interpretou em outros filmes, sempre sarcásticas, irônicas e cheias de atitude. Foi mais o papel mesmo da Girly Girl esperando ser salva pelo pacato Mark Walhberg. Pena que o John Leguizamo apareceu tão pouco, pois é um ator fantástico mal aproveitado pelo cinema americano, talvez por seu visual latino sem apelo às mulheres como Antônio Bandeiras (vai acontecer a mesma coisa com Javier Barden, vocês vão ver, logo vai ser colocado sempre em papéis de coadjuvante).

E atenção, não levem crianças ou pessoas com problemas de coração para ver o filme. Ele é bem forte, apresentando diversas cenas de mortes casuais, portanto pode impressionar bastante crianças ou pessoas fracas ou emotivas que com certeza vão esconder a cara com a mão diversas vezes durante o filme.

Outras críticas:
(1) http://www.omelete.com.br
(2) http://www.collider.com/
(3) Early Review



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Morre George Carlin

terça-feira, junho 24, 2008

Morre mais um grande artista nos últimos dias... George Carlin morre aos 71 anos. Grande colaborador dos filmes de Kevin Smith, e muito conhecido no meio cult como o Rufus dos filmes de Bill e Ted (aqueles com Keanu Reeves e Alex Winter), Carlin participou também de filmes como O Príncipe das Marés, Car Wash, além de fazer diversas vozes em animações como Tarzan II e no seriado dos Simpsons.

Já estou de saco cheio de escrever sobre mortes nos últimos dias. É aí que você começa a ver que está envelhecendo, quando todos estes artistas fantásticos começam a ir embora dando lugar a uma nova geração que talvez não tenha nem metade do talento e criatividade destas inesqueciveis figuras do cinema e da TV americana.

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Morre Cyd Charisse

quarta-feira, junho 18, 2008

Quando era pequeno não entendia muita coisa de cinema (óbvio), mas claro que como toda criança, eu gostava dos filmes da sessão da tarde e das aventuras no cinema (Howard O Pato, Labirinto, De Volta para o Futuro, Caça-fantasmas, entre outros). Mas o que era fora do comum eram três tipos de gosto que eu desenvolvi na infância, o primeiro por filmes de terror, o segundo por filmes de guerra e o terceiro por clássicos, principalmente musicais. Costumava ficar acordado até tarde com minha mãe ou sozinho (meus pais nunca encrencaram com horário de dormir), para ver Cantando na Chuva, O Mágico de Oz, Ben-hur, Quo Vadis, Spartacus, Mary Poppins, Noviça Rebelde, entre outros clássicos que passavam perto de dias de festas como Natal, Ano-novo, Páscoa, etc.

Claro que vi Cantando na Chuva diversas vezes nessa época, e essa introdução foi necessária para dizer que uma de minhas cenas preferidas (ao lado daquela de Donald O'Connor cantando Make'em Laugh), era a cena chamada de Lullaby of Broadway, ou Broadway Melody (também Melody Ballet), onde aparecia a mulher mais linda do mundo e as mais belas pernas do cinema (até então). Eu ficava vidrado naquela mulher de cabelos tipo Louise Brooks, o que em associação a outras imagens de filmes pode ter influenciado fortemente o meu gosto por certo tipo de mulheres (será que filmes podem influenciar os pares que você escolhe?). Foi a primeira mulher a conseguir uma apólice de seguros por suas pernas.

Esta semana está braba para o mundo do cinema. Primeiro foi um dos meus "espelhos" profissionais Stan Winston, que morreu de câncer, agora esta mulher que mexeu com muitos marmanjos nos anos 40 e 50, morreu aos 86 anos de ataque cardíaco. A "Bela Dinamite" como era chamada por Fred Astaire, Cyd Charisse (nome real Tula Ellice Finklea) nasceu no Texas e começou no cinema em 1943 em Something to Shout About. Fez filmes com Fred Astaire, Don Ameche, Gene Kelly, entre outros, e até o final da vida ainda fazia peças na Broadway como Grand Hotel em 1992.

O cinema perde mais uma grande artista, mas seu trabalho continua a povoar nosso imaginário. Tomara que nenhum estúdio resolva refilmar estes clássicos jogando no lixo o valor desta obras para o cinema mundial. Agora vejam as fotos de Cyd Charisse pra ver que eu não menti, não estava brincando, era gata paca!



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Morre Stan Winston

terça-feira, junho 17, 2008

Neste domingo dia 15 de Junho de 2008, morreu de câncer nos E.U.A. aos 62 anos o grande mago dos efeitos especiais Stan Winston. Desde os anos 70, Stan e sua equipe criaram personagens memoráveis e influenciou a vida e carreira de centenas de diretores, produtores, atores, atrizes, outros artistas e principalmente, toda essa geração atual que trabalha com a magia do cinema, a criação do fantástico, o trabalho com efeitos visuais.

Este gênio do cinema, amigo de Fay Wray e colaborador de James Cameron, Steven Spielberg, George Lucas, John Favreau, Tim Burton, entre outros, é responsável por figuras icônicas como o exoesqueleto do Exterminador do Futuro, os animatronics dos filmes de Alien de Ridley Scott a James Cameron (design de H.G. Giger), os dinossauros gigantes dos filmes de Jurassic Park, a versão "black" do Mágico de Oz com Michael Jackson, o Predador, Edward Mãos-de-Tesoura, Batman, Entrevista com o Vampiro, Planeta dos Macacos, Jumanji, Zathura, Intaligência Artificial, a armadura do Homem-de-ferro, entre muitas outras maquiagens, robôs, animatronics e marionetes, criaturas que ficarão para sempre no imaginário de quem gosta de cinema. O Blog Vida de Cinema deixa aqui esta homenagem a este grande homem de cinema, um dos poucos que conseguiu deixar a sua marca na história do cinema no ramo de efeitos visuais.

Stan deixa para trás uma empresa com um backgroud fantástico (http://www.stanwinstonstudio.com) e um livro que todos que gostam de cinema deveriam ter (http://www.amazon.com/Winston-Effect). Eu comprei este livro a 2 anos e nunca me arrependi. Um grande abraço Stan, onde quer que você esteja.

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Crítica: Hulk (Edward Norton)

domingo, junho 15, 2008

Assim como no filme do Homem-de-ferro, o filme do Hulk procurou ser fiel aos quadrinhos, mas distanciando-o ao máximo da "sensação de quadrinhos" para tentar tornar a história do gigante esmeralda uma experiência que poderia acontecer enquanto você lê este texto. Apesar de Edward Norton se declarar um fã, o diretor Louis Leterrier fala claramente que nunca foi de ler as histórias de Hulk, mas era um grande fã do antigo seriado com Bill Bixby,´por isso neste filme o que se vê é muito parecido com a série de TV, Bruce Banner fugindo e se escondendo enquanto o exército americano o persegue por todo o mundo (a primeira sequencia do filme é bem longa e foi toda feita na favela Tavares Bastos no Rio de Janeiro com panorâmicas de helicóptero da Rocinha).

Muitos criticos estão dizendo que Hulk não chega aos pés de Homem-de-ferro, porém acho que se iguala em qualidade sim, prende bastante a atenção e mostra o que promete. Ficamos ainda mais curiosos para saber o que há nos 70 minutos que Leterrier disse ter cortado da edição final. A única crítica que tenho é em relação ao Brasil tratar estes filmes (como Narnia também) como filmes para crianças. Filmes de super-heróis e filmes como Nárnia estão saindo no Brasil em versão dublada e sem censura quando os mesmos filmes no Estados Unidos são lançados como PG13 (maiores de 13 anos). Isso gera cenas um pouco engraçadas (se não fossem tristes) de pais impressionados, olhando de rabo de olho para ver a reação da criança perante a violência, ou mesmo escondendo os olhos da criança durante o filme.

Estes pais, e mesmo aqueles que não conhecem quadrinhos ou livros de fantasia, têm que acordar para perceber que boa parte das obras em quadrinhos e da literatura fantástica não são histórias de criança! Pelo contrário, são pesadas, violentas e em alguns casos com cenas picantes. Aposto que nas primeiras cenas em que Hulk é metralhado de forma assustadora pelo exército americano dentro de uma fábrica, ou quando Bruce tenta se controlar durante o sexo com Betty, muita mãe se arrependeu de levar a criança... percam essa idéia!! Quadrinhos não são sempre coisa de criança (como veremos no filme Procurado com Angelina Jolie e James McAvoy).

SPOILERS, cuidado! Demais, as referências estão presentes em massa neste novo Hulk, a SHIELD inclusive é citada o tempo inteiro, até mesmo como patrocinadora das atividades do exército e da universidade de Betty. Stan Lee é o cara infectado no Brasil, por isso descobrem o paradeiro do Hulk. Lou Ferrigno (o Hulk da antiga série de TV) é o guarda da universidade onde Betty Ross trabalha, além de fazer a voz do golias verde nas poucas falas do filme. O Dr. Samuel Stern (o Líder, personagem cabeçudo do universo Marvel) está lá, e ao final cai aquela gotinha do sangue de Banner na cabeça dele (nos quadrinhos não é Stern, mas Samson que representa o Mr. blue. Samson é um médico psiquiatra infectado por um quantidade baixa da radiação, que ajuda Banner a lidar com o monstro. Ele tem apenas o cabelo verde e é bem forte).

Ao final do filme Bruce finalmente consegue se esconder e passa a controlar melhor o monstro, daí assume uma identidade falsa ao enviar uma carta para Betty, com o nome de David Banner (o nome de Bruce trocado na antiga série de TV para David). Para terminar as referências óbvias, Tony Stark aparece ao final do filme (você não precisa esperar os créditos terminarm) consolando o General Ross que afirma que nenhuma arma pode pegar o grande homem verde. Tony diz para o General que na verdade há algo sim, pois eles estão tentando formar uma equipe (referência aos Vingadores).

SPOILERS, quase esqueci! Sabe quando dizem que áparece o Capitão América? O que realmente aparece é o soro do supersoldado. Quando Emil Blomsky questiona o General Ross sobre a origem do monstro, este fala de um antigo programa que existe desde a 2ª Guerra para desenvolver o soldado perfeito. Na verdade Banner trabalhava numa continuação deste programa sem saber, Bruce achava que trabalhava numa nova forma de restaurar tecidos ou curar pessoas (algo assim). Ross pergunta a Blomsky se ele quer testar uma nova fórmula para o combate com o Hulk, Blomsky aceita e enfrenta o Hulk cara-a-cara dando saltos, ágil como um "Capitão América". Ele só se transforma no Abominável quando ameaça o Dr. Stern para injetar o sangue de Bruce nele.

Você também vai ouvir a música melancólica do seriado de TV que mostrava a angústia de Bruce em achar uma cura e não poder viver uma vida normal, nem com seu amor. O que chama mais atenção a quem leu histórias recentes nos quadrinhos são as referências a história Split Decisions (Mente Sombria, Coração das Trevas), escrita por Bruce Jones e ilustrada nos E.U.A. pelo brasileiro Mike Deodato, de onde saíram essas conversas entre Mr. Blue e Mr. Green e a fuga de Bruce, com direito a um monstro deformado muito parecido com a versão do Abominável para o cinema (o Abominável nos quadrinhos parece mais um grande peixe humanóide). Para terminar as referências menos óbvias, Leterrier faz referência a alegoria da caverna de Platão, presente na obra A República (livro VII):

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras eram a realidade. Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza. A referência a obra de Platão acontece quando Hulk e Betty se escondem numa caverna na floresta e logo depois Bruce descreve no carro a sensação de se transformar no monstro como algo de outra realidade, o que aos poucos até o final do filme ele descobre que pode controlar.

Para terminar esse longo texto, vá ver o filme. Vale a pena mesmo que você não perceba as referência e se nuna foi fã de quadrinhos na adolescência. Claro que a experiência fica mais interessante se você conhecer as referências, mas o filme é bom e desmistifica a aura de "nerdismo" dos quadrinhos, atraindo pessoas que tem preconceito pelos quadrinhos para ver um filme que é derivado de um dos personagens mais clássicos da casa de idéias da Marvel. Boas histórias vêm de filmes, quadrinhos, livros, desenhos animados, qualquer mídia pode ser utilizada, portanto o preconceito e hipocrisia em relação a certas mídias deve acabar, afinal se você acha quadrinhos e desenhos coisa de crianças e nerds, para que você perde seu tempo com tanta avidez para ver o filme? Pense nisso...

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Crítica: Indiana Jones e a Caveira de Cristal

sábado, maio 24, 2008

Sem dúvida Harrison Ford e Karen Allen estão velhos, mas isso não é motivo para não se fazer um ótimo Indiana Jones. O filme, até certa parte, trás toda a emoção, aventura e gags de um verdadeiro filme de Indiana Jones. Até o fato de lidar com o Puc (Puc é como Spielberg chamava seu "E.T." cabeçudo de Contatos Imediatos do 3º Grau), não estragou o inicio da aventura, pois a mensagem alienigena estava apenas implicita com um Dr. Jones sempre descrente das teorias de Cate Blanchet. Misticismo e sobrenatural sempre estiveram presentes nos filmes de Indy (a Arca da Aliança, o Templo da Perdição e o Santo Graal), mas neste eles se superaram no mau gosto.

Claro que há exageros como Shia LeBouf virando o personagem de Edgar Rice Burroughs (Tarzan seus incultos!) , a queda nas cachoeiras (pelo amor de Deus, nem tentaram disfarçar que filmaram em Foz do Iguaçu, pior que isso só as ruínas de Petra/Jordânia na Última Cruzada), as piadas previsíveis, os tiroteios que não acertam ninguém e a explosão nuclear (totalmente desnecessária), mas dá pra engolir e é um filmaço de Indiana Jones até que eles chegam no templo. Daí a coisa foge de controle...

Sei que é dificil manter um estilo antigo (afinal como artista, como você vai fazer a mesma arte de anos atrás? É impossível lembrar o seu conhecimento ou feeling a 15 anos, sempre vai ter algo de novo incomodando), mas trazer as caracteristicas de um blockbuster do ano 2000, para uma saga histórica que marcou o cinema nos anos 80, é um pecado muito grave. Eu já estava esperando nas cenas de ação começar a tocar uma música do Linkin Park ou do System of a Down como trilha da aventura.

Não siga adiante se ainda não viu o filme. Estes exageros aparecem nos enormes blocos que se movem, a sala dos E.T.s com esqueletos de cristal, a destruição de uma cidade de pedra inteira e pra piorar, um enorme disco voador. E pra chorar de agonia e fazer qualquer múmia, cavaleiro do Graal ou nazista rolar na cova, a explicação é de que são seres interdimensionais!! Camon people!!! Dá pra cair nessa? Estragaram o final de um bom filme com um absurdo.

Pelo jeito o único que acertou com estes "Revivals" foi Stallone com Rocky (por que o novo Rambo não é bom) que manteve o mesmo clima do primeiro filme. Quando vão aprender que se quiser fazer um novo filme de uma saga clássica, seja simples, pense pequeno, não tente fazer o melhor filme da saga ou a melhor película de todos os tempos. É tiro no pé na certa.

O filme diverte, é muito bom e vale a pena ver, mas sugiro esperar passar na Tela Quente ou Sessão da Tarde (isso mesmo, uam turma do barulho arrumando muita confusão), pois não passa de um filme tipo "passatempo". Se quiser ver um filme bom veja um filme da produtora Marvel Studios que entra este ano com todo o gás na indústria de filmes de super-heróis. E rezem para que Spielberg e George Lucas susseguem o facho e voltem a fazer apenas os filmes adultos que começaram a fazer na década de 90.

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Crítica: Pecados Inocentes

quinta-feira, abril 24, 2008

Sempre planejo minhas idas ao cinema controlando dias, horários e quantidade de filmes que vou ver, porém as melhores surpresas que tive foram quando eu resolvi do nada entrar em um cinema e ver qualquer coisa que estivesse passando. Isso funciona muito bem, principalmente quando são cinemas tipo os do grupo Estação que passa filmes fora do circuito blockbuster. Tente um dia, pare na porta de um cinema no meio do caminho e entre para ver aquele filme que você nunca ouviu falar antes.

Foi assim para mim quando vi o primeiro Jogos Mortais. O primeiro filme é um excelente filme de horror (as sequencias são podres, beirando ao ridiculo), e foi numa dessas que fui pego de surpresa, pois entrei para ver um filme qualquer e fiquei incomodado, nervoso, com medo, escondi a cara e todas as outras reações que um bom filme de terror ou horror devem oferecer. Mas não estou aqui para falar de Jogos Mortais.

Hoje fiz a mesma coisa e tive a oportunidade de ver o filme Pecados Inocentes (Savage Grace, 2007). Queria ver o filme My Blueberry Nights (Um Beijo Roubado) mas ainda estava muito cedo, então vi outro filme antes, justamente Pecados Inocentes. Pecados Inocentes tem a aparência de filmes feitos na riviera francesa ou nas ruas toscanas, além de um elenco digno de peças de teatro inglesas. O filme remete a tragédias gregas e a filmes de Bertolucci, mas o que espanta mais é que é um caso baseado em fatos reais.

Isto me surpreendeu, pois depois do meio do filme, eu já estava reclamando do excesso de tragédias copiadas de contos, lendas, mitologia e filmes de diretores consagrados. Entretanto, eu estava muito errado... Apesar da ficção dentro da história, as principais cenas são reais. Se não quiser saber sobre o filme não leia o texto a seguir. Se quiser saber mais sobre a história real do personagem principal Antony, neto de Leo Baekeland, o inventor do baquelite (este plástico preto no cabo de sua panela que é usado em diversas indústrias) e responsável por tudo que temos de plástico em casa hoje em dia, consulte a Wikipedia.

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Críitica: Morte no Funeral

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Existem diretores que não conseguem fazer filmes ruins. Não, eu não vou citar Spielberg, Lucas, Scorcese ou Copolla (apesar de gostar destes diretores), mas sim um gigante da tv e cinema que não é tão reconhecido quanto os demais colegas de profissão.

Frank Oz teve um inicio de carreira no mínimo curioso. Não vou me alongar em seus trabalhos, mas todos conhecem sua atuação com marionetes nos Muppets (a voz da Miss Pig é sensacional) e Sesame Street, além dos filmes "oitentistas" Cristal Encantado (Dark Crystal) e Labirinto (Labyrinth) com David Bowie e Jennifer Connelly. E não termina por aí, Frank Oz é responsável nos últimos 30 anos pela criação do personagem Yoda de Guerra nas Estrelas (Star Wars), tanto do boneco quanto da voz que insiste em falar ao contrário.

Como diretor, Frank Oz possui obras memoráveis como a versão mais nova de A Pequena Loja de Horrores (lembram da planta Audrey?), Nosso Querido Bob (com Bill Murray), Os Safados (Dirty Rotten Scoundrels) com Michael Caine e Steve Martin, A Chave Mágia (Indian and the Cupboard), Mulheres Perfeitas (Stepford wives), entre outros. Mas o que me trás hoje a escrever é o último filme, Morte no Funeral (Death at a Funeral), uma das melhores comédias que vi nos últimos 10 anos. Assim como todas as comédias, esta segue clichês básicos de Hollywood, mas quando você tenta dizer o que vai acontecer na cena seguinte, adivinhe só, você está completamente errado!!! Surpresas atrás de surpresas, Frank Oz surpreende com um elenco fantástico de atores, na maioria ingleses, e um humor negro impécável.

Infelizmente, os americanos não conseguem ver um filme estrangeiro fazer sucesso (neste caso inglês)m que já querem fazer um remake para os "idiotas" comedores de pipoca assistirem. É um pecado, mas Morte no Funeral será transformado em um filme hollywoodiano com o pior escalão dos atores afro-americanos, entre outros, Chris Rock, Tracy Morgan e Martin Lawrence protagonizam, enquanto a lista de coadjuvantes inclui Loretta Devine, Ron Glass, Danny Glover, Regina Hall, James Marsden, Zoe Saldana e Columbus Short. Mais uma vez o americano falha em nos mostrar que o americano comum não é estípido... Se é preciso mastigar um filme europeu pra eles entenderem, fazer o que né? Se bem que muitos tecnocratas e comedores de pipoca preferem um filminho mais boboca...

A ansiedade de comentar as cenas (da fantástica versão inglesa) é grande, mas posso estragar o filme contando mesmo que o mínimo. Você não vai encontrar este filme em Cinemark ou Kinoplex, procure nas Estações de cinema e unidades Arteplex na sua cidade. Fiquem com o trailer e não percam Morte no Funeral!!

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O Cabelo de Louise Brooks

domingo, novembro 25, 2007

Para quem anda me perguntando quem é a mulher da imagem de fundo deste Blog, seu nome é Louise Brooks, atriz do cinema mudo americano, na época em que personalidades como Rodolfo (Rudolph) Valentino e Greta Garbo lotavam salas de cinema. Louise Brooks é um ícone do século XX, e seu cabelo uma marca.

A americana nascida no Kansas em 1906 foi bailarina nos musicais de Ziegfeld e estrelou 24 filmes entre 1925 e 1938. Neste período foi uma das atrizes mais famosas do mundo, sendo o seu filme mais famoso A Caixa de Pandora. Realizado na Alemanha em 1929 por G.W.Pabst, A Caixa de Pandora mostra a sensual Lulu (Louise) que se apaixona por uma Condessa (Garbo). Diz-se que nesse período Louise teve um caso com Greta Barbo. O filme foi um fracasso de bilheteria tanto na Alemanha quanto nos EUA, onde a interpretação de Louise foi considerada fraca por ser natural demais. Hoje é um dos maiores clássicos do cinema mudo.

Louise decidiu investir em sua carreira européia, mas realizou apenas outros dois filmes com Pabst e René Clair. Na sua volta para casa Hollywood a desprezou renegando-a a pequenos papéis em filmes B. Após anos de ostracismo e quase pobre, a bela e inteligente Brooks tornou-se escritora, escrevendo artigos nos anos 50, 60 e 70 para várias revistas de cinema. Em 1982 lançou o best seller Lulu em Hollywood, pouco antes de sua morte em 1985 na cidade de Rochester, Nova York.

Ultimamente, com seus filmes restaurados e lançados em DVD, com especiais na TV sobre sua vida e trabalho, e sites da Internet dedicados à ela, existe uma clara tentativa de reencontrar a magia e o fascínio que ela exerceu como nenhuma outra atriz do cinema. Talvez ela esteja finalmente começando a receber o merecido crédito por sua carreira e por sua coragem em ter sido a primeira mulher a desafiar os tubarões de Hollywood.

Louise é uma das minhas atrizes favoritas na história do cinema ao lado de Bettie Page, Lauren Bacall, Romy Schneider, e mais recentes como Zooey Deschanel, Chloe Sevigny e Jena Malone. O perfil de Louise é o símbolo da distribuidora brasileira Pandora Filmes (veja o link ao lado), e a banda OMD gravou em 1991 (inicio da minha adolescência) um vídeo inspirado em Louise Brooks onde estão diversas cenas extraídas do filme Pandora's Box.

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Crítica: Leões e Cordeiros

sexta-feira, novembro 23, 2007

Uma pena que os bobões que frequentam cinema só por causa de propaganda e passatempo nem verão este filme. Nós sempre desconfiamos um pouco quando um ator resolve sentar na cadeira de diretor e começar uma carreira por trás das câmeras. Porém, muitos provaram que esta idéia errônea não se aplica em alguns casos. Robert Redford, Clint Eastwood (Cartas de Iwo Jima e Conquista da Honra), Sylvester Stallone e até alguns mais recentes como Zachary Braff (da série Scrubs, diretor de Garden State - Hora de Voltar), fizeram ótimas películas renovando o verdadeiro cinema, indo contra os clichês e fórmulas de fácil assimilação de Hollywood.

Durante o tempo do filme, 3 histórias acontecem em paralelo mostrando a hipocrisia, o descaso e a falta de engajamento da sociedade em geral, políticos, estudantes, professores e do povo. Não é o político o responsável pelo mal, pelas escolhas erradas, a falta de visão social do povo e a distorção e afastamento da realidade é a culpada pela condição do mundo.

A primeira história trata de um aluno inadimplente que insiste em faltar aulas mesmo tirando notas altíssimas nas provas. O professor (Robert Redford) dá uma lição de moral, mostrando não só sua preocupação com o aluno, mas a sua revolta com a banalização, com a forma como o estudante trata os acontecimentos do mundo e de seu país. A segunda história é uma jornalista (Meryl Streep) que revisita os seus valores e do jornal onde trabalha, após falar com um senador (Tom Cruise) responsável por ofensivas militares no Afeganistão. A terceira história são dois alunos do professor interpretado por Redford que por sua condição de "Outsiders" em uma universidade de estudantes ricos e brancos, se alistam no exército para mostrar que se importam, acabando ambos no Afeganistão.

Me surpreendi com este filme. Não chega aos pés de Todos os Homens do Presidente (além de ser totalmente ficcional) nem de Os 13 Dias que Abalaram o Mundo ou JFK, mas possui boas tiradas, partes para refletir e discutir e ainda, não insere no conteúdo da filmagem nenhum clichê barato de Hollywood como fez Babel, Crash ou Traffic (você sabe, clichês sobre ricos, pobres, preconceito, descaso, etc.). O fim não tenta explicar o filme, o que foi ótimo para o tema pois deixa ao espectador tirar suas próprias conclusões sobre: Qual a razão para viver? Qual a razão para morrer? Qual a razão para lutar? Qual a razão para resistir? ("quotando" o filme)

Vale a pena, não perca Leões e Cordeiros (Lions for Lambs) da 20th Century Fox, um filme bom entre tantas porcarias no cinema ultimamente. Aproveite enquanto pode, pois 2008 promete ser o pior ano do cinema nesta década por causa da greve de roteiristas (em andamento), atores e diretores (ano que vem). Para maiores informaçoes sobre a greve consultem os links ao lado sobre o Writers' Guild. Abraços a todos, keep the faith in the big screen!

Site oficial: http://www.lionsforlambsmovie.com

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Crítica: Licença para Casar

quinta-feira, setembro 06, 2007

Você nunca imagina que um ator como Robin Williams fará um filme ruim, e aí chega Licença para casar. Uma imensa sequencia de clichês com elementos desgastados que você já vê em todas as comédias românticas, o que dá ao espectador uma sensação de "eu sei o que vai acontecer em seguida".

Não leve a mal, alguns atores como Mandy Moore, são iniciantes e podem melhorar no futuro, mas Robin não deveria fazer um filme assim (será que está precisando de dinheiro?). Um filme que você pode dizer sem dúvidas que foi "transformado por executivos de estúdio", aqueles burocratas que não acreditam em idéias originais e preferem garantir a bilheteria com fórmulas que já funcionam (e ainda fazem o favor de colocar todas as fórmulas no mesmo filme, assim nem Mãe Diná aguenta a quantidade de coisas previsíveis!).

Por exemplo, o padre que tenta ser engraçado, a criança que age como adulto, os robôs bebês que vomitam, peidam e arrotam, todo mundo dançando no final do filme, cenas dos bastidores (meu Deus, toda comédia agora precisa ter esse treco? Guarde para o DVD!) e principalmente algumas cenas que não fazem sentido no decorrer da história (como o garotinho arrombando um apartamento vestido como um bandido de desenho do Pica-pau).

A não ser que você queira medir o seu conhecimento de clichês de filme, não veja Licença para Casar. Guarde o dinheiro para ver outro filme (até por que o preço do cinema no Brasil já é um assalto) . Deus, como sinto falta das comédias dos anos 80.

Site oficial:http://licensetowedthemovie.warnerbros.com/
Site oficial Brasil:http://wwws.br.warnerbros.com/licensetowed/

You never think that an actor such as Robin Williams will do a bad movie, and then comes License to Wed. It doesn't even work as entertainment. It's a sequence of cliches, stuff that you 've already seen in all romantic comedies giving the film a sense of "I know what will happen next".

Don't take me wrong, of course the actors are begginers and they can improve in the future, but Robin shouldn't be doing a film like that. A film that you can say without a doubt, a film guided totally by executives, studio burocrats and dumb director and writers that only repeat formulas that made sucess in the past.

For example, the priest that tries to be funny, the kid that acts like a grownup, the robot babies, everyone dancing in the end (that really sucks on comedies), showing backstage in the end (save it for the DVDs guys!),and much more, specially scenes that don't make sense in the flow of the script.

Please, unless you want to measure your knowledge on romantic comedies like a psych telling what will happen next, save yourself from that movie, spare the ticket money and go see another movie such as Evan Almight (a studio movie but with a lot of surprises). Or wait friends! 'Cos this is one of he most terrible times I have ever seen in movies... Nothing good to watch and nothing that will last forever. God, I miss the 80s!

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