É cada vez mais difícil ver um filme no Grupo Estação uma vez que a maioria dos filmes só são lançados nos cinemas cariocas com grande atraso em relação ao mercado estrangeiro, o que acaba me levando a ver os filmes com antecedência de outras formas (nada de pirataria por favor, há outros meios de ver filmes inéditos no Brasil). Quando falo atraso, são grandes atrasos, meses. Mas hoje tive a sorte de ver um filme que há muito esperava, "Nova York, Eu Te Amo" (New York, I Love You, 2009).
O filme faz parte de um projeto do francês Emmanuel Benbihy entitulado "Cities of Love", e já teve seu primeiro título em "Paris, Eu Te Amo" (Paris, je t'aime). Inclusive haverá o "Rio, Eu Te Amo", no mesmo estilo (confira: http://www.omelete.com.br/Rio_Eu_Te_Amo), pequenas histórias de amor (no sentido de afeto e não necessariamente romance), interligadas pela vontade humana de fazer parte da vida do outro, de ser aceito, de manter a felicidade e fazer a coisa certa (mesmo quando se faz as coisas erradas).
O filme lembra diversos filmes de "contos da cidade", muitos inclusive recentes, onde os personagens não se conhecem mas de alguma forma possuem ligações e aos poucos percebem como até um enconto casual pode mudar a vida de quem conversa conosco por 2 minutos, mesmo sem nunca nos tornarmos íntimos. É talvez um novo gênero, digo, um gênero antigo que se firma no ideal cult de Hollywood (onde mais você conseguiria juntar tantos atores talentosos? Em 2012? Não creio...).
Todos os pequenos trechos são excelentes, mas me emocionou mais o garoto no baile de formatura, a conversa entre a judia e o indiano, e ainda o casal de velhinhos. Outro episódio com Hayden Christensen mostra que em NY, você sempre vai achar alguém melhor que você. Já a judia interpretada por Natalie Portman, junto ao indiano Irrfan Khan (Natalie é israelense de verdade) mostra as diferenças entre pessoas, entre culturas, as perguntas dos porquês e ao mesmo tempo a aceitação das tradições com um sorriso no rosto. Acho que esta é a melhor definição de Nova York, um local onde as culturas se entendem e onde tudo pode acontecer.
O melhor deste estilo não são apenas as mensagens, mas a aula de teatro que faria Stella Adler e Stanislavski sorrir em suas tumbas (pardon Lovecraft), uma aula de interpretação e um exercicio e respiro mais do que merecido para alguns atores que são obrigados a fazer filmes para o senso comum (de vez em quando), para sobreviver ao seu estilo de vida. Você pode ver a lista de atores no IMDB (http://www.imdb.com/NY) .
Destaco a linda e doce Blake Lively no papel da menina deficiente e a linda, inteligente e talentosa Natalie Portman. Esses elogios não são de fã e nem despropositados, Natalie pula de um blockbuster a um filme de arte, da atuação a direção, de ensaios fotográficos da alta costura à cabeça raspada em V de Vingança, da conversa boba e besteirol para a seriedade da psicologia que aprendeu em Harvard. Se encontrarem uma "Natalie" no Brasil por favor me apresentem. Frau Portman inclusive dirige um dos episódios de "Nova York, Eu Te Amo". Não jogaria fora também Emily blunt, minha nova Zooey Deschanel.
Quem está muito em alta agora, além de Shia LeBouf, é Anton Yelchin. Depois de Chekov em "Star Trek" e Kyle Reese em "Exterminador, A Salvação", Anton entra em mais um filme destaque da temporada.
Mais elogios e gratidão vão também a Anthony Minghella pelos grandes filmes e por um dos episódios mais emocionantes desta obra onde uma atriz reflete todo o seu passado esquecido pelo mundo, na criação de um garoto deficiente (Shia LeBouf) auxiliar do hotel (se eu explicar estrago a reflexão). O bom deste episódio é ver novamente o saudoso John Hurt.
Se você gosta de entender a atuação, o processo narrativo e os estilos de diretores, como eu gosto, não perca "Nova York, Eu Te Amo". Nota de rodapé, visitar Nova York o mais rápido possível, pegar o tour cinematográfico e voltar lá diversas vezes!
Uma pena que ainda se encontre problemas básicos nos cinemas do Grupo Estação como a visualização das cadeiras na compra do ingresso não corresponderem ao posicionamento dos assentos nas salas, obrigando você a escolher às cegas se não conhecer o recinto. Outro problema é um grupo de tradição artística, de filmes cult, se render aos comerciais antes do filme. Se estou pagando R$ 16,00 para entrar, tenho o direito de não ver propagandas para que o cinema ganhe ainda mais dinheiro às minhas custas.
Crítica: Nova York Eu te Amo
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Crítica: A Onda (Die Welle)
domingo, novembro 08, 2009
Normalmente eu não elaboro críticas de filmes que vejo em casa, mas apesar de me incomodar filmes repetitivos (cujo conceito já foi trabalhado diversas vezes), os filmes europeus que envolvem estudantes em uma posição crítica da sociedade sempre me surpreendem. Aconteceu recentemente com Entre os Muros da Escola, e agora novamente com A Onda (Die Welle). O filme é baseado em fatos reais, uma experiência chamada "The Third Wave" onde o professor Ron Jones questionou seus alunos sobre a origem de um movimento como o nazismo. A história já foi retratada em 1981 em um média-metragem para a TV.
A Onda fala de uma escola alemã (note que na Alemanha a maioria das escolas é mista, ou seja, não há uma divisão entre ricos, pobres, classe média, na maioria das vezes todos estudam juntos). Na escola, diferente do Brasil, os alunos são obrigados a escolher matérias eletivas, e uma dessas matérias é política, cuja classe é dividida entre autocracia e anarquia. O Prof. Wenger é um roqueiro invicto e quer pegar a turma de anarquia, mas o direto da escola o coloca entre os autocratas.
Wenger tem a idéia de lançar uma pergunta, seria possível um movimento ditatorial fascista surgir novamente na nova Alemanha? Os alunos dizem que não, dizem que deve-se viver para o povo e pelo povo. Nesta construção de comunidade, o preconceito contra os de fora, a expulsão de "traidores", a recriminação de idéias progressistas, tudo começa a sair do controle de Wenger até um ponto em que a massa se torna atraente demais para ser freada.
Como sempre digo, em arte nada se cria, portanto as referências estão espalhadas pela produção. As camisas brancas criticando o movimento Rosa Branca (critica-se o poder, mas se você estivesse no poder, o que aconteceria, seria a mesma coisa?), o filme de Julia Jentsch como Sophie Scholl (os panflhetos espalhados pela escola), os documentários nazistas (a câmera atrás da cabeça do professor mostrando a turba obediente), o garoto problemático (que me lembra Gus Van Sant), entre outras referências e técnicas clássicas do cinema ficção e documental.
S
POILER - Certas coisas no filme são um pouco forçadas. O garoto geek que é perturbado e leva armas para a escola, os bullies, os punks produzidos, os grupos em A Onda são estereótipos da sociedade alemã que normalmente você não vê com tanta frequencia andando pelas ruas (talvez nas cidades maiores).Também os alunos podendo perambular pela escola no meio da noite para tirar cópias e usar equipamentos escolares, e ainda, grafitar toda a cidade só correndo pelas ruas. Será que isso é tão fácil numa grande cidade alemã? Eu não vi isso quando fiquei lá por um mês.
já citei em posts anteriores o problema manipulado por Anna Freud. O descontentamento das massas, o desemprego, inflação, pobreza, enstrangeiros, existem diversos motivos para que pessoas descontentes sucumbam às idéias de um líder influente. Vemos isso nas prisóes americanas, na II Guerra Mundial, em países comunistas e socialistas, e em diversas outras situações. o problema não é julgar o movimento, a ideologia, o problema são as pessoas, estamos lidando com seres humanos que possuem comportamentos estranhos quando em cojunto, e mesmo o líder toma a posição do controlador, o führer, todas os seus julgamentos se tornam deturpados e inconsequentes.
Citando casos recentes, como a diretoria de uma universidade como a UNIBAN controlaria uma turba de estudantes caçoando de uma colega ou chutando o carro de outra? Melhor, por que a diretoria abraça a causa da massa e julga as estudantes sem reprimir o grupo? Não pense nisso como uma revolta, mas como um experimento psicológico. Você usaria a demagogia para apoiar e ter apoio do grupo, ou protegeria o outsider? No Brasil os políticos usam da demagogia para atrair os descontentes, e talvez só não chegue a uma ditadura por causa das pressões internacionais (quem conhece história sabe que o Brasil sempre jogou dos dois lados, Olga que o diga).
Destaque para a atriz brasileira Cristina do Rego, a rebelde rastafari que contesta o professor. Também as lindas atrizes alemãs Jennifer Ulrich, Odine Johne e Amelie Kiefer. Nota pessoal, o visual dos atores e locações está mais para subúrbio inglês do que o universo alemão (mesmo das cidades pequenas).
O média-metragem de 1981: http://www.youtube.com/watch?v=fwZdYuqKGdE&feature=related
O experimento original: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Third_Wave (em inglês)
Crítica: Distrito 9
sábado, novembro 07, 2009
Quando fiz mestrado tive um professor chamado Ronaldo. O Prof. Ronaldo fez com que nós fizéssemos um exercicio em ergonomia chamado "Caminhada da Empatia". A caminhada da empatia consiste em uma entrevista informal e amiga com alguém fora de sua realidade, social, cultural, emocional, etc. Esta pode ser uma prostituta, um morador de rua, um travesti, um refugiado, um morador de bairros perigosos, qualquer um cujo choque de realidade seja suficiente para mudar sua forma de pensar em relação ao outro, sobre aquelas coisas que você acha que aquelas pessoas são ou fazem.
Distrito 9 é um filme político. A novidade foi trazer a ficção científica para falar abertamente sobre o que podemos ver em qualquer país, inclusive no Brasil. Seja o medo daquilo que é "estrangeiro", o descaso com o que não nos afeta ou a perda de civilidade de um grupo que perdeu as esperanças dentro de um universo contra o qual eles não conseguem lutar.
Não é só contra grupos marginalizados. Quando sento em uma mesa com amigos mais tímidos, ou que não conhecem ninguém, puxo estes para dentro da conversa, nunca os deixo deslocados, mas creio que essa "marginalização" do próprio "amigo" acontece com muita gente sem mesmo perceberem. A própria empatia de uma autoridade menor, como um policial de rua, com um individuo pobre, mostra como a truculência pode sair ao controle (Zimbardo em Stanford que o diga, será que amizade depende de uma situação de igualdade? Não se pode ser amigo do diferente? Do menos hábil?).
Distrito 9 trata de uma nave alienígena que quebra em cima da cidade de Johannesburgo na África e paira por 3 meses até que o governo decide abrir suas portas lacradas. O governo descobre entãio que estão diante de quase 1 milhão de seres em más condições pois por 3 meses não tiveram comida, energia, produtos de higiene, como náufragos em terras desconhecidas. As autoridades decidem trazê-los para o chão e cria um assentamento embaixo da nave.
Aos poucos o assentamento se transforma em uma enorme favela descontrolada, grades e muros são colocados no entorno, a violência é enorme, a criminalidade se acentua. Para resolver este problema o governo decidade que fará um reassentamento dos alienígenas em outra região, mas para isso tem que despejá-los e deslocá-los, o que não é de interesse dos ETs. Ao bater de porta em porta na favela junto a uma tropa de choque, o chefe da operação entre em contato com uma substância diferente é daí começa a ação.
Atenção, SPOILERS. Como pode se ver no filme, a empatia só aconteceu no momento em que um humano começou a se transformar em um dos seres oprimidos. Todo o preconceito e pré-conceitos sumiram dando lugar a uma guerra por proteção aos direitos, um sentimento que creio eu muitos sentem ao decidir proteger o próximo.
Um bom exemplo são mães de classe média alta da zona sul carioca se juntando a mães pobres da Vila do João por que ambos filhos sumiram ou foram mortos por causa da violência. A empatia, a consciência da existência parece só ser percebida quando precisamos passar pelas mesmas emoções de perda.
A mensagem do filme é muito boa, mas esteja avisado que o filme é extremamente violento. E não podia ser diferente. A violência não é gratuita, ela é contextual e, sem quere entrar no mérito de citar Anna Freud e Edward Bernays, o maior medo do governo americano pós depressão e no pós-gerra, era que a população saísse de controle por causa de ansiedades, depressão, tristezas, o American Way of Life foi um produto de pesquisas onde foi implantado um sistema comportamentalista para que o americano comum estivesse feliz com sua condição, apoiasse o governo, apoiasse o crescimento.
Isto não é um discurso Marxista (odeio intelectual de botequim), mas se você ver (ou baixar na internet) documentários de Adam Curtis, vai ver que isso foi real e bizarro. Como controlar uma população que pode ficar descontente e sair do controle, sem necessariamente ter que gastar dinheiro com eles? Pela força? Julgando criminosos somente pela "falta de caráter"? Parece que as autoridades e senso comum acham que sim.
Você começa o filme simpatizando com a própria raça, no meio fica na balança, mais para o final fica do lado dos aliens e no final do filme torce para que Peter Jackson produza a parte II e Christopher volte com seu filho após 03 anos para resgatar seus compatriotas.
O filme não é tão bom assim, é um típico filme com uma idéia excelente e um encadeamento ruim. O chefe da operação parece mais um personagem de Sacha Baron Coen e os alienigenas são nojentos e rápidos demais para ajudar o espectador a compreender melhor a cena sem se preocupar em perder a história ou virar o rosto.
SPOILER - Se não bastasse isso, ainda tem o exoesqueleteo da tenente Ripley, ou um mecha de Ex-Machina no final do filme. Também não me agrada muito este conceito artistico de todo alineígena ter que parecer um inseto e ser nojento (foi feito para ampliar a repulsa do espectador que fica na balança?). O filme também me lembrou o mexicano La Zona de Rodrigo Plá por causa da expansão da favela e isolamento do problema.
Bem, em Hollywood nada se cria, tudo se copia. Nota 10 por terem escolhido Johannesburgo como locação. Manteve os curiosos longe das filmagens, usou pessoas da região e conseguiu transformar o filme em surpresa, algo que em Hollywood é quase impossível hoje em dia com todos os papparazi, jornalistas, curiosos, fãs e outros que estragam a emoção do boca-a-boca que existia nos anos 70 e 80.
Crítica: Bons Costumes
sexta-feira, novembro 06, 2009
Parece que os melhores filmes que vejo sempre são aqueles que eu descubro quando vou ao cinema sem intenção, sem planejar, de surpresa. Hoje tive que esperar alguns amigos por duas horas e para matar o tempo resolvi entrar no Espaço de Cinema do Grupo Estação para ver Bons Costumes (Easy Virtue), um filme de época na melhor tradição inglesa.
Eu tinha duas horas, portanto tinha que ser o filme que estivesse começando naquele minuto. Li no cartaz que era com a Jessica Biel e comprei meu ingresso (Jessica não teve lá um inicio de carreira muito bom, mas por que não testá-la mais uma vez se O Ilusionista foi tão bom?).
Apesar de desde meus 8 anos de idade a minha relação com o inglês ter sido 80% dentro da cultura americana, me fascina o jeito inglês do inicio do século 20. A pomposidade, o sotaque aristocrata e é claro, as mentes livres que ousavam transgredir a sociedade (muito comum nos E.U.A., mas raro em terras britânicas). Este filme não tem nada de novo. Você já viu a aristocracia inglesa em diversos filmes, Adorável Julia, Howard's End, Muito Barulho por Nada, mas é sempre um prazer ver no cinema interpretações dignas de palcos shakesperianos e fazendo valer tudo o que Stanislavski escreveu.
Você vai ver o choque da cultura americana free spirit, a mãe manipuladora (pode-se dizer que a sociedade inglesa era matriarcal por suas rainhas?), as "irmãs de Cinderela" que nunca conseguem nada e são vencidas pela outsider, e o marido infeliz que é indiferente (mas não covarde) aos problemas do orgulho besta do restante da família.
Há muito tempo aguardava ver Dorian Grey com Ben Barnes (o príncipe Caspian de Narnia) e Colin Firth, mas velos juntos em mais um filme foi uma boa surpresa. Kristin Scott Thomas (A Outra - Boleyn Girl) deixa de lado o papel da mulher bonita sedutora da década de 90 e amadurece em papéis que até então eram dados para mulheres como Helen Mirren. O elenco de apoio, criados, vizinhos, trazem um toque de humor e de sarcasmo digno dos melhores textos de Oscar Wilde.
Não preciso nem falar muito de Jessica Biel. São aqueles filmes que te fazem perguntar se essas mulheres são assim mesmo na vida real. Um deleite visual ver as roupas de época no corpo curvilíneo da namorada de Justin Timberlake.
O filme valeu cada centavo (ainda mais agora sem carteira de estudante), e eu ainda saí do cinema pensando em tudo o que eu posso usar para forçar meu sotaque britânico. Um respiro em meio aos blockbusters que vi essa semana. Rosane Gofman, Tablado e CAL que me perdoem, mas se um dia os atores brasileiros não alcançarem esta excelência, tanto no talento quanto no ensino e aprendizado, sempre teremos os "atores de novela" fazendo cinema e teatro sem ter a mínima noção do que é interpretar para um público que quer mais cultura, e não mais do senso comum que atrai massas.
Crítica: Bastardos Inglórios
segunda-feira, novembro 02, 2009
Um bom artista sabe diversificar suas obras, ou seja, se sente bem com um novo "produto", algo diferente que possa lhe trazer experiência. Na minha profissão é ótimo fazer o design de sites de e-commerce tanto quanto é bom fazer um site para uma rádio, entretanto, manter-me nos e-commerce geraria uma estagnação das idéias a ponto de criar o vício em técnicas, referências, etc.
Bastardos Inglórios não é um filme ruim, é um “Tarantino” da melhor qualidade, mas não é possível deixar de ver uma cena sequer sem se perguntar: É Pulp Fiction? É Cães de Aluguel? O filme dividido em atos, acontecimentos não-lineares, a mulher que quer vingança, a música a la Ennio Morricone, o diálogo canastrão (em interpretações memoráveis e engraçadas), tudo está lá para você ver de novo.
Bastardos Inglórios conta a história de um grupo de soldados americanos descendentes de judeus que, como os boina verdes no Vietnam, entram em território inimigo com alguns poucos homens para uma missão suicida, neste caso, matar 100 alemães cada um. Ao mesmo tempo uma mulher judia, sobrevivente do massacre de judeus na França, se esconde em um cinema sob outro nome enquanto prepara uma vingança inesquecível para aqueles que mataram sua família. O destino de todos irá se cruzar de uma forma tragicômica que irá surpreender até Joachin Fest.
Ter um Tarantino novo nos cinemas é tão excitante quanto saber que Woody Allen, Almodovar ou Steven Spielberg estão lançando um novo filme. São diretores que costumam acertar em 80% das vezes (senão mais), independente se você acha um mais “comercial” que o outro. Cenas e frases viram cult, viram jargões, entram para a história. Mas e se você tem mais do mesmo?
Diria que isso é um problema, mas no caso destes diretores, a fórmula parece dar sempre certo. Você sabe o que vai ver a seguir, mas você não liga. Da mesma forma, os atores milionários também não ligam e lutam por uma vaga nas produções independentes ou de baixo orçamento de diretores consagrados.
Quem me conhece sabe que sou um admirador da cultura alemã e fiquei muito feliz em ver atores conhecidos do cinema alemão e austriaco como Christoph Waltz, Daniel Bruhl (de Edukators e Adeus Lenin),Til Schweiger (de Agnes e Seus Irmãos), Gedeon Burkhard (o inspetor de policia do seriado Kommissar Rex) e Christian Berkel (que interpretou nazistas em A Queda, Operação Valquíria, Milagre de Saint'Anna e agora Bastardos Inglórios).
Não obstante, ao lado deste fantástico elenco germânico estão pequenas estrelas da tv americana contracenando com um Brad Pitt fanfarrão, em um papel memorável. Destaque para B.J. Novak, astro da série remake The Office com Steve Carrel. E para mais uma vez firmar minha crença, Melanie Laurent aparece em tela provando que as mulheres francesas são mais naturais, mais bonitas, mesmo sem maquiagem e despenteadas
Clichés "tarantinescos" a parte, Bastardos é um exercício dentro de um gênero que está sem criatividade desde que O Resgate do Soldado Ryan chegou aos cinemas em 1998. Não que seja algo novo, é o Quentin de sempre, mas ver guerra ao estilo Quentin, Luciano Vincenzoni, Sergio Leone e John Ford, não tem preço. Chega de câmeras pulando, películas desbotadas e recrutas gritando pela mãe, os Bastardos querem se vingar, ver sangue, tortura, escalpos, sem pedir para voltar para casa (e tudo ao som de David Bowie).
Claro que nenhum oficial do socialismo nacional iria agir como Christoph Waltz, mas assim como em O Grande Ditador ou Primaver para Hitler, é ótimo ver um nazista bem-humorado com sua própria condição de carrasco, lutando para sobreviver, não importa de que lado esteja.
Uma das cenas finais com Brad Pitt e Waltz ao rádio com o oficial americano é uma escola de teatro. Aliás, que me desculpem aqueles que não falam inglês (ou que não gostam de legendas), mas os sotaques e as entonações caricatas são 80% da diversão.
Trazer de volta esta "fanfarronice" nos diálogos, típica dos filmes da década de 40 e 50, foi uma ótima idéia para Bastardos. Até mesmo o aspecto sedutor de mulheres como Lauren Bacall está presente no último ato, na interpretação de Melanie Laurent. O queixo de Brad Pitt a la Marlon Brando é outra caracteristica sensacional da construção do personagem.
Enfim, assim como em Benjamin Button, não espere algo diferente (Button teve o mesmo escritor de Forrest Gump e isso ficou escancarado na tela), mas acredite, você vai se divertir muito, rir, torcer, ficar com raiva e até mesmo gravar algumas frases para o seu repertório. fique agora com a crítica de Isabela Boscov.
Frases RockGol
sábado, julho 11, 2009
Nós navegamos na internet procurando frases do RockGol (do Paulo Bonfá e Marco Bianchi), mas é sempre um "parto" encontrar um site ou blog que cite mais de 10 frases da dupla. Resolvi então pegar minhas anotações de pelo menos 02 anos e publicar aqui, com as frases mais engraçadas do programa. Sem cortes e sem censura! Se a MTV, Paulo ou Marco quiserem cobrar direitos autorais, me avisem! E visitantes do blog, se souberem de mais frases comentem! Ah, e para quem quer a letra das musiquinhas, deixa pra outra hora...
Mistérios de LOST - Parte 03
domingo, maio 10, 2009
Nas últimas semanas a vida ficou meio complicada e acabei não escrevendo no blog por pura preguiça. Entretanto consegui ver toda a segunda temporada e inicio da terceira, portanto vamos para as questões levantadas neste período. Para mim a série só começou mesmo no sétimo episódio da segunda temporada, mas no meio da terceira parece estar repetindo demais as histórias, tramas, numa tentativa meio "boba" de estender a série. Pensando bem, Lost daria um ótimo filme de duas horas e meia se fosse bem feito... Mas como série de tv não funciona.
Apesar da minha reclamação, isso não é novidade. Há um novo profissional se formando em hollywood. Antigamente tínhamos os filmes de arte, os cult (aqueles que criam legiões de nerds e "nostálgicos"), os trashs e os blockbusters. Nos anos 90 tinhamos menos filmes de arte, ainda os cult, os trashs sumiram, os blockbusters eram poucos, surgiu uma forte cena independente, e se criavam as megas produções. Hoje temos poucos filmes de arte e cult, poucos independentes (a nível profissional, pois curtas temos milhares), nenhum blockbuster (gênero que morreu pois se baseava mais na capacidade inovadora e menos no apelo comercial) e uma bateria imensa de mega produções (estas sim consideram fórmulas de sucesso apelativas).
J.J. Abrams (nerd) é um cara que sabe explorar as técnicas das mega produções e ao mesmo tempo combiná-las com o cult movie, ou seja, aqueles filmes para geeks. Entretanto esta combinação está durando pouco, ela é desgastante, visto que hoje ela é claramente percebida em filmes como Transformers, o novo Star Trek ou séries como Sarah Connor Chronicles. É uma mistura do dramalhão de Barrados no Baile com os mistérios de ArquivoX. Aliás ArquivoX começou a morrer na quarta temporada justamente por causa desta "nova abordagem". Na verdade Mr. Abrams nem gosta de ser questionado nas junkets sobre estas questões dos dramas, dos acasos (inexplicáveis), de estender tramas, ele fica sério e seco quando o entrevistador levanta esse tipo de pergunta.
O novo profissional (que já está enchendo o saco) são estes roteiristas que conseguem combinar o cult com o popular, Felicity com TwinPeaks. Exemplo são Roberto Orci e Alex Kurtzman. Particularmente prefiro muito mais a cena televisiva e cinematográfica dos anos 80 e inicio dos 90 pois era só Robert Zemeckis bater na porta de um estúdio com mais 03 produtores e dizer: "- Tivemos uma idéia que vai dar certo, quer tentar?"... E daí surgia De Volta para o Futuro, Gremlins, Goonies, etc.
Mas vocês estão querendo as questões de Lost não é? Então vamos a elas. Vou publicar primeiro as perguntas que eu anotei, mais tarde escrevo aqui a resposta das perguntas que fiz nos posts anteriores.
Segunda Temporada
1. Por que eles tem que digitar os números a cada 108 minutos (eu sei que a soma dos números dá 108)?;
2. A ilha parece ser parte de um grande experimento da Dahrma e talvez por isso não exista em mapas. Os aviões e os barcos pararem lá pode ter sido pela força magnética, mas isso não explica o navio Pedra Negra com casco de madeira ser tão antigo na ilha;
3. Onde a senhora afro-americana Rose lava as roupas perto da praia se a fonte de água mais perto é nas cavernas? Ela lava com agua salgada do mar? Mistério...
4. Por que Hurley escolheu a senhora Rose para levar até a escotilha? Mais uma vez Mr. Abrams se aproveita do "acaso" para introduzir uma nova trama;
5. Se Hurley sonhou com o depósito de comida e no sonho ele comia uma barra do chocolate Apollo, como pode ele abrir a caixa na despensa mais tarde e ficar surpreso em ter encontrado uma "Apollo Bars"? Não é possível Hurley ter materializado o chocolate pois Jack já havia aberto as caixas antes e mostrado as barras em cena;
6. Por que as pilhas das lanternas nunca acabam? Mistério...;
7. A estrutura subterranea de concreto e titanio pode ser para cobrir uma fonte nuclear de vazamento? Sayd diz Chernobyl... A escoltilha implodiu para proteger esta fonte?;
8. Finalmente vi pessoas fazendo a barba e cortando o cabelo na ilha, mas um dos mistérios da ilha é o cabelo de Hurley. Será que ele quer manter o visual? Ninguém pega piolho na ilha?;
9. Até agora não sabemos como os "outros" não deixam pegadas;
10. Os "outros" são as pessoas que estão na ilha descalços, com roupas sem etiqueta e sujas? Parece que sim por causa das fantasias no abrigo e dos casebres do outro lado da ilha. Isto não explica o projeto Dharma e quem faz parte do projeto e quem não faz;
11. No primeiro dia na praia dos sobreviventes da cauda, por que ninguém ficou de guarda mesmo depois de terem sido atacadas e levadas 03 pessoas?;
12. O que é a lista? Como Ana Lucia leu tão rápido os 09 nomes assim que tirou do bolso de Natham, e ainda no escuro? A lista tinha como as pessoas eram, o que estavam vestindo? Como sabiam de tudo isso? Os "outros" tinham contatos no aeroporto?;
13. Por que o cara que estava com os "outros" matou Nathan sem razão se os "outros" falam que não matam sem motivo?;
14. De quem é o olho de vidro?;
15. Uma faca de 20 anos do exército americano é encontrada com "os outros"? Entre o grupo dos "outros", quem é o militar? Sawyer percebe na terceira temporada que ninguém ali tinha experiência com armas, então quem seria o militar?;
16. Estou tentando várias sensações de Deja Vu pois as tramas estão se repetindo muito. Todos ali tem problemas com os pais, são golpistas, foram "sacaneados", enfim, muita repetição...;
17. Se todos sabiam que só havia uma bala na arma de Sawyer, como Ana Lucia ameaça as outras pessoas depois de ter matado Shannon? Ela pegou outr arma? ;
18. Por que a Dharma tem vários abrigos pela ilha? Ela colocava cada grupo em um ponto e mantia a "Pérola" para observação?;
19. Não deixa de me passar pela cabeça que os personagens estão morrendo por que os atores deixaram o programa. Fail! Mais uma vez o problema do acaso, sem explicação;
20. Como Michael sabia sobre as portas contra explosivos? Ele já esteve lá antes?;
21. Sawyer é o padrasto de Kate reencarnado? Ou ele confundiu Kate com Ana Lucia?;
22. Por que o mesmo cavalo que Kate viu na sua cidade na fuga aparace na ilha? Nos episódios seguintes, onde diabos foi parar o cavalo que sumiu de vez?;
23. Parece piada, mas toda vez que alguém sai do mato, a pessoa de frente faz cara de assustada e a de costas olha pra ela perplexa durante alguns segundos... tá perdendo a graça essa
forma de atuar previsível;
24. O cara da Dharma fala que se tentarem usar o computador para outra coisa pode acontecer um outro acidente. Outro acidente?;
25. Michael é um artista gráfico, por que ele queria verificar o hardware dos computadores do abrigo? Mesmo que ele queira falar com Walt pelo computador, isso não explica o porquê. Foi apenas uma deixa para introduzir um problema?;
26. Walt tem um computador aonde? Onde ele estava na vila dos "outros"?;
27. Por que as pessoas vêem Walt toda hora?;
28. O que é a criatura de fumaça negra?;
29. Todo mundo nesse grupo arranja um motivo pra ir para o centro da ilha, daí formam um grupo, vão atrás de quem foi primeiro, passam dificuldades e depois todo mundo retorna. Isso está se repetindo tanto que tá dando nos nervos...;
30. Zeke, o cara que pegou Walt, é alemão? Pq ele tem uma pistola lüger?
31. Por que Ana Lucia confundiu Scott com Steve se ela não estava lá antes? É uma inside joke dos roteiristas e produtores? As pessoas do campo confundiam antes sim, mas Ana Lucia não estava lá antes....
32. Foi sem sentido Sawyer tentar virar o xerife local pegando as armas... Por tudo que já havia acontecido, foi muito forçado;
33. A música Moonlight Serenade faz referência a Glenn Miller que sumiu durante a segunda guerra;
34. O que é o composto RX-1 que é dado a Claire e ao bebê?. Por quê o quarto de bebê para Claire, ela ia morar lá?;
35. Todo mundo tem medo dos "outros", mas todo mundo entra na floresta com a maior calma para resolver algum problema, catar frutas, caçar javalis, e nada acontece;
36. Mistério! Como Claire aprendeu a tricotar (visto a vida dela antes do acidente)?
37. Por que a mulher diz que eles vão ficar com o bebê e matar Claire? Para que eles querem as crianças?;
38. Você já pensou que as grávidas e mulheres casadas foram levadas para lá só para terem filhos e os "outros" querem proteger as crianças para manter sua comunidade? Os outros têm habilidades que ajudam a mantê-los vivos, Jack é médico, Locke especialista em selva, Sayd sabe tudo de comunicação, Ana Lucia é policial, Kate e Sawyer são hábeis com armas, Jin e Sun têm facilidade em achar comida, Rose é uma mãe veterana, tudo parece ter sido feito para que aquelas pessoas mantenham-se vivas enquanto dão a luz a bebês ou cuidam das crianças. Isso pode ter sido apenas a ladainha de série de tv de misturar vários tipos, mas também pode ter sido proposital. Se não fosse ladainha haveriam mais médicos, profissões diferentes como engenheiros, arquitetos, economistas, teria mais pessoas da mesma raça ou origem, ou ainda gordas como Hurley...
39. Aparentemente a ilha é um hexágono que possui túneis subterraneos por toda sua extensão, como mostra o mapa que Locke viu quando ficou com a perna presa. O mapa parece destacar um ponto de entrada, mas não define o que há no meio da ilha, o que pode ser a vila dos "outros";
40. Se o amigo de Hurley Dave não existe, de onde ele tirou os números?;
41. O personagem de Michael saiu da jogada por alguns episodios provavelmente po que o ator precisou sair?;
42. Libby também é maluca? Como ela virou psicóloga? Como ela estudou medicina?;
43. Por que a Dharma continua jogando paraquedas de comida na ilha se o projeto é antigo e não prosseguiu?;
44. Michael ter um surto absurdo por causa do filho foi muito "acaso" pro meu gosto. Muito sem sentido. Parece que Jack também está surtando;
45. Por que Locke sonhou com Yemi, irmão de Eko, se nunca o conheceu?;
46. Como pode Eko e John terem visões semelhantes?;
47. Zeke, no outro episódio, diz que achou Kate por que ela estava seguindo Locke, Jack e Sawyer. Kate ainda diz que seguiu eles por que Jack a estava excluindo do grupo. No entanto no episodio 22 Kate aparece seguindo Michael e não o grupo de Jack;
48. Charlie jogando as estatuas de heroina no mar é quase uma metáfora contra religião;
49. Toda vez que alguém morre ou volta para o acampamento tem aquela cena de todo mundo andando na praia de forma esparsada em direção ao enterro ou à pessoa que chegou... cena de drama muito manjada Sr. Abrams!;
50. Michael matou Libby por que ela apareceu de repente ou foi premeditado, ele espionou o campo antes de matá-la?;
51. Como os "Outros" sabem o nome da pessoas se Ethan não levou a lista? Eles procuraram os dados no Google? Ou será que tinham um espião seguindo cada sobrevivente antes do acidente?;
52. Já reparou que todo mundo na ilha tem uma mochila? Será que morreram vários estudantes secundários na queda? Tudo bem existirem algumas mochilas, mas todo mundo ter a sua é exagero....
53. Quem são os caras de amarelo que pegam Desmond? Kelvin Inlman é o militar que manda Sayd para a missão de trair o amigo e depois o ajuda a fugir do país. Como ele foi parar na ilha? Kelvin pega Desmond com vários outros caras de amarelo. Onde esses amarelinhs foram parar?
54. O magnetismo tão forte liberado pela bateria no abrigo de Desmond é responsável por atrair barcos e aviões? Se isso é verdade, como foi parar ali o galeão de escravos Pedras Negra que é bem antigo e de madeira?;
Terceira Temporada
1. Que falha absurda no primeiro episódio da terceira temporada... Juliet está de camiseta e quando o sinal do fogão toca ela corre para apagar de pullover rosa!;
2. Por que os "outros" só querem Jack, Hurley, Kate e Sawyer? Parece que só Jack é relevante ali;
3. O que é aquele zoologico? Haviam animais grandes ali? Eles criavam os ursos polares ali, dentro de uma ilha tropical? COm que motivo?;
4. Será que o avião caiu por que JAck tinha que salvar Ben?;
5. Quem é o padre com mão de pele branca para quem Eko se confessa quando era criança?;
6. Por que a fumaça mata Eko? A fumaça é o monstro que derruba plantas?;
7. Quando Ben está morrendo e Jack pede para falar com Kate, Danny conversa pelo walktalkie. Mas quando ele vai na direção de Kate ela já está com o braço estendido para pegar o Walkie Talkie. Como ela sabia que Jack queria falar com ela? Falha na atuação de Evangeline?
8. Os "outros" devem ter um puta designer para fazer os motion graphics que Karl estava assistindo quando Sawyer e Kate foram resgatá-lo. Um referência à LAranja Mecânica? Lavagem cerebral?;
9. Uau! Juliet também tem o poder de materializar coisas! Matou o ex-marido... De onde vêm estes poderes?;
10. Como as pessoas vão parar de repente no meio do oceano que nem Claire? Claire fala que nada todo dia e foi levada pela correnteza. Ela nada todo dia de roupa completa? Por que não vai só de sutiã e calcinha ou de maiô? Como ela tira o sal do corpo se a água está nas cavernas?;
11. Charlie acha uma garrafa de whiskey lacrada nas coisas de Sawyer para deixar Desmond bêbado. Entretanto, Desmond consegue arrancar a rolha com a boca! Uau! O cara é ninja! Eu só consigo com saca-rolhas;
12. Desmond acorda no chão de casa. As pessoas estão tendo um sonho coletivo? Elas só podem sair do sonho quando conseguem fazer alguma coisa boa que ajude as pessoas e não seja egoísta? Desmond vai e volta deste sonho?;
13. Uau, Desmond está vivendo tudo de novo o que já viveu antes... Provavelmente a época que estamos vendo não é a primeira vez que Desmond encontrou o grupo, por isso ele já sabia de Claire se afogando e do raio. Me pergunto o que teria acontecido na primeira vez em que Desmond viveu aquilo tudo pois ele não sabia de nada antes e Charlie morreu...;
14.Por que a história de Desmond parece tanto com a de Jin? Falta de criatividade dos roteiristas?;
15. Quem é a mulher que conversa com Desmond? Será o arquiteto da Matrix? Se ela diz que não pode fazer nada contra o universo salvando o cara de sapato vermelho, isso significa que Charlie vai morrer, não importa quantas vezes Desmond tente salvá-lo?;
16. Desmond viaja no tempo toda vez que leva uma pancada? E viaja no tempo nu? Será ele um exterminador bonzinho?;
17. Por que Charlie tem que morrer?;
18. Cindy estava com o outro grupo do lado da ilha e quando eles foram encontrar com o grupo de Jack, Cindy se perde do grupo sem nunca ter conhecido Jack oficialmente a não ser como aeromoça do avião. Entretanto quando preso na jaula, Jack diz que achava que ela havia sido capturada pelos "outros". Como Jack sabia tanto de Cindy?;
19. Como Jack sabia que a menina era filha de Ben se ninguém nunca disse nada a ele?;
20. Sawyer é o único que conseguiu fazer sexo até agora na ilha... Sawyer rules!;
21. O cara que estava com Desmond não sabia da existência do cara das vacas? Rousseau também não sabia? Era tão pertinho da casa dela....;
22. Uau. Claire desejou a morte da mãe e ela morreu também? Mais uma que materializa coisas? E Jack é irmão de Claire pelo jeito...;
23. O que o whisky tem a ver com a história? Aparece com o pai de jack, pai de Locke, pai da Sun...;
24. Como tem tanta gente nessa ilha que dá golpes! Acaso? Falta de criatividade? Ou faz parte da trama?;
25. Charlie sabia que Artz explodiu? Ele não estava com o grupo... Quem falou pra ele?;
26. Caraca! Paulo e Nikki foram enterrados vivos! Bizarro...
Já conhece o Flutter?
sábado, abril 25, 2009
Com toda essa mania de Twitter, um grupo americano resolveu fazer uma paródia dessa obsessão das pessoas por novas ferramentas tecnológicas (hardware ou software) cuja validade e importância as pessoas nem param para avaliar. O video é hilário, ele critica os longos textos do Twitter com 140 caracteres e propõe o "nanoblog", mensagens de 26 caracteres aleatórios. Os gadgets para utilizar o Flutter são incríveis, o óculos para visualizar Flutees no trabalho são perfeitos! Se você entende inglês, vale muito a pena. Deixe seus comentários.
Marketing de Cinema
sexta-feira, abril 24, 2009
Você com certeza já viu milhares de vezes as diversas formas que os grandes estúdios utilizam para divulgar seus filmes. Hoje em dia certas ações de marketing e publicidade se tornaram previsíveis, virando até mesmo motivo de chacota como no filme "O Show de Truman", entretanto continuam em prática ao lado de procedimentos virais ligados às novas mídias (como foi feito com Batman Dark Knight em diversos locais do mundo, inclusive em São Paulo). Se você não conhece eu vou te apresentar às formas de marketing mais comuns na indústria atual. Se eu esquecer de algum detalhe por favor me lembrem que irei adicionar aqui ao post.
Televisão e Rádio
Estes são os meios preferidos dos "marketeiros" oldschool. Começamos com os anúncios pagos apresentando trailers curtos, também chamados de "spots de TV". Raramente trailers são apresentados na íntegra, mas mostra-se apenas teasers dos melhores momentos do filme (mesmo que a montagem do spot seja melhor do que o filme).
O product placement também é bem comum, não é uma prática exclusiva dos filmes. Produtos, posters, bonecos (action figures), gadgets e outros itens do filme anunciadio são colocados em programas de TV, séries, sitcoms, webTV, videocasts, podcasts, etc. Em alguma situações os filmes são apenas mencionados no diálogo escrito pelos roteiristas. Por exemplo, a Fox pagou em American Chopper, uma moto totalmente baseada no filme Eu Robô (I, Robot).
Outra forma comum na tv americana é um programa ser totalmente dedicado a filme especifico. Pode ser um programa de entrevistas, um desenho animado, uma série de TV, ou seja, um episódio temático que constrói a marca do filme ou reforça a marca de filmes já conhecidos (Star Wars é campeão neste marketing televisivo). A prática se estende aos programas de entrevista que chamam atores e diretor para falar, ou ainda aos especiais para TV que mostram bastidores, efeitos especiais, entrevistas, etc (prática muito comum em canais de entretenimento como MTV, Nickelodeon, Cartoon Network, E!, Multishow, FX, Fox, entre outros). Muitas vezes esses programas especiais são pagos pelos estudios.
Por último estão os trailers longos, previews e cenas de bastidores colocadas em DVDs para locação, webTV (já viu aqueles programas na internet que aparece um comercial antes de começar o video?) , etc.
Internet
Apesar de já ter citado os videocasts e podcasts (que na minha opinião se misturam dividindo a audiência com a TV e o rádio), há ainda outras práticas para o patinho feio dos estúdios (por que os executivos acham que é apenas uma pequena parte da estratégia e não um dos principais meios). A mais conhecida talvez sejam os hotsites, websites feitos especificamente para o filme em questão e divulgados em posters, revistas, anuncios, etc. Normalmente no endereço do website as palavras do tíutlo são separadas por hífen (ex. batman-dark-knight.com).
Outra prática é a distribuição prévia de trailers e spoilers (cenas curtas que você não deveria ver) para sites, blogs e redes sociais, construindo assim uma campanha viral ond em algumas situações o video por até ser baixado, enviado para amigos ou anexado ao seu website (através de um código copiado do site original).
O marketing iral no meio digital está presente como qualquer ã ação de qualquer outra empresa, mas tem um roteiro mais ou menos pronto e não foge muito deste esquema. Quem fugiu mais do esquema "hotsite, trailers e fotos exclusivas" foi o último Batman que enviou pistas no meio virtual e colocou objetos escondidos pelas cidades, incluindo São Paulo.
Impressos
Anúncios em revistas, jornais, fanzines, quadrinhos, livros e postais (daqueles que você encontra em restaurantes) . Nos livros é a prática mais curiosa pois muitas vezes uma versão novelizada do roteiro é lançada como literatura. Outras vezes a capa do livro ou a dust jacket (capa contra poeira) é modificada ilustrando atores e cenas do filme em que o livro foi baseado. Em alguns casos há o selo "do filme..." ou "que gerou o filme...".
Nos quadrinhos a prática são similares às séries de tv, cenas no fundo, palavras no diálogo, contra-capas com propagandas, mas o mais comum, principalmente em filmes de super-heróis, é a editora lançar muitas revistas especiais, títulos novos, coletâneas, oferecer brindes junto com os gibis, etc. Neste caso a promoção do filme é quase uma troca de favores entre editora e estudio.
Merchandising
Além do muito criticado product placement, outras práticas são o co-branding e o co-advertising. Assim como Eu Robô, Eragon também esteve em dois episódios de American Chopper. Ainda a BMW tem uma parceria de sucesso com os filmes de James Bond e alguns fabricantes já formaram aliança com a saga de Transformers.
A segunda e talvez uma das práticas que mais dão dinheiro (veja George Lucas) são os brindes e produtos licenciados. Estas peças são distribuidas a jornalistas, "blogueiros" e até mesmo para alguns fãs em promoções, locais especificos (shoppings, cinemas) ou estréias exclusivas.
Tour Promocional
Esta é só para jornalistas, blogueiros e outros que escrevem sobre cinema e que são bem acompanhados pelos fãs (como é o caso do Omelete e do Collider). Atores, diretor, produtores, técnicos em efeitos, aparecem para a televisão, rádio e mídias impressas para entrevistas sobre o filme, na maioria das vezes intercalada com clips do filme. As entrevistas são conduzidas pessoalmente ou remotamente por telefone ou pela web.
Durante a produção do filme esses "sortudos" são chamados para realizar seu trabalho nos próprios sets de filmagem. Depois de terminada as filmagens são realizadas aparições do elenco nas principais cidades. Este trabalho caracteriza uma prática estranha neste meio que são as "entrevistas controladas", as chamadas Junkets. Fiz uma curta entrevista com Erico Borgo do site Omelete através do Twitter e o que ele me disse é que as Junkets são corredores ou circulos onde cada ator, diretor ou produtor está dentro de uma saleta e os jornalistas é que circulam por cada uma carregando suas perguntas. O tempo de cada entrevista é rigidamente cronometrado. O pessoal técnico é todo do estúdio e ao final das entrevistas os jornalistas recebem a fita beta com as duas câmeras (do jornalista e do ator) para poderem editar por conta própria intercalando cenas do filme.
É estranho sim, mas creio ser mais cansativo para os atores e diretor que precisam responder a mesma pergunta diversas vezes. Já se perguntou por que todo programa de cinema que você vê tem o mesmo fundo (com posters)? Respondido, todos os canais de tv, revistas, videocasts, etc, utilizam o mesmo cenário, na mesma sala, no mesmo lugar. Se um canal de mídia lhe disser que tem uma entrevista exclusiva, não acredite. Era assim que a quase extinta revista SET conseguia a maioria das suas entrevistas (que nas últimas edições eram a única coisa que prestava... até eu descobrir este esquema).
Nos Cinemas e Locadoras
"Em um cinema perto de você!" Com esta frase terminavam os trailers e propagandas do grupo Severiano Ribeiro. Na tela grande o que se vê são basicamente trailers. No cinema americano ainda existe a propaganda de games baseados no filme, hotsites, quiz (jogo de perguntas), promoções, etc.
Para as redes de cinema e para as locadoras (mais para os cinemas), existem peças promocionais físicas, como os posters (em tamanho normal ou gigantes), banners (aquele anúncio que você prende de uma parede à outra ou pendura em um prego), standups (figuras em tamanho real feitas em papelão mostrando personagens ou cenas de um filme) e por último os displays 3D que são aquelas grandes peças de papelão montadas na frente dos cinemas, muitas vezes dando alguma sensação de profundidade e às vezes com efeitos sonoros. Em poucos casos foram utilizados bonecos e cenários gigantes em complexos de cinema maiores como na promoção dos filmes King Kong, Senhor dos Anéis, Indiana Jones, entre outros.
Referências
Será que eu esqueci alguma coisa? Por favor me informem para que eu possa adicionar novas práticas do marketing de cinema a esta lista. Referências:
http://en.wikipedia.org/wiki/Movie_junket
http://www.chicagoreader.com/movies
http://en.wikipedia.org/wiki/Product_placement
http://productplacementtoday.blogspot.com/2007
http://www.developmentguruji.com/Blog/Online_Movie_Marketing
http://biblioteca.universia.net/
http://lazer.hsw.uol.com.br/
http://pipocadebits.blogspot.com/2009
Crítica: A Fronteira da Alvorada
segunda-feira, abril 20, 2009
Hoje, mesmo doente, fiz uma daquelas "andanças" surpresa pelos cinemas de Botafogo. Na procura pelo "filme da hora", ou seja, o que estava começando naquele exato momento, entrei para ver A Fronteira da Alvorada (La Frontière de l'aube), principalmente por que no cartaz estava o ator de Sonhadores (de Bertolucci), Louis Garrel.
Conheço o trabalho de Garrel e de seu pai, por isso esta acabou sendo a escolha certa, nenhum arrependimento. Sem a pretensão de elevar o filme a um nível artístico exagerado, o diretor Philippe Garrel se atém a uma constante do cinema francês, a relação homem-mulher e as tragédias oriundas do amor, rejeição e por consequinte a perda.
O que me impressionou mais no filme foi como cada quadro se apresentava como uma linda fotografia preto-e-branco dos anos 60, um trabalho maravilhoso do diretor de fotografia que acentuou os contrastes dando um ar soturno, sombrio e ao mesmo tempo melancólico e romântico (não sei por que me lembrou Brigitte Bardot em filmes coloridos). As passagens de cena são similares aos filmes dos anos 60 de Truffaut (aquele pulo que não finaliza a cena anterior e nem introduz a próxima cena) e, sempre que uma cena necessitava ficar mais sombria, utilizava-se o círculo negro dos filmes mudos que abre e fecha para a passagem de cena (um ar quase expressionista).
O filme também é muito focado no movimento dos atores e nas expressões faciais. Eu já disse como fiquei impressionado quando entrei no Filmmuseum Berlin e vi aquelas telas com rostos enormes? É para isto que o cinema existe, para mostrar imensos closes em tela grande. Só o rosto da linda Laura Smet já fica um longo período na tela logo no incio do filme. Quanto aos movimentos, destaco a cena em que Carole (Laura Smet) está deitada no chão lendo um livro e se contorce para todos os lados, impaciente, uma cena linda com uma mulher linda, no melhor estilo do cinema francês (é como dizem, as mulheres francesas parecem mais naturais que as outras).
Sem enrolar e sem oferecer spoilers. O filme trata da relação entre o fotógrafo François (Louis Garrel) e a atriz em ascensão Carole. Carole é casada com um ator que está crescendo em Hollywood e quase não visita a cidade, o que dá margem a uma relação livre entre ela e o fotógrafo. Entretanto, a relação entre Carole e François começa a passar por problemas levando ambos ao extremo da culpa, depressão e a outro arco que se contrói devido a obsessão de ambos um pelo outro. Se eu contar mais estrago a diversão.
Não siga adiante se você ainda irá ver o filme. O que o filme tenta falar (talvez) nas entrelinhas é que, as mulheres tendem a sofrer por amor mas ao mesmo tempo querem jogar o jogo do ciúme, da rejeição, ignorando o parceiro sem se dar conta de que aquilo desgasta o outro. O homem por conquinte se afasta e a mulher acaba culpando-o pelo fracasso do relacionamento (sem entender que suas atitudes é que levaram à queda). A mulher real é sempre a metade da relação que tem a opção, ou seja, ela pode ter o amante, pode voltar ao marido e pode ainda se insinuar para um amigo em uma festa (como Carole faz na presença de François), mas no fundo está brincando em um jogo que não leva a lugar nenhum e que pode levá-la a perder o grande amor de sua vida.
Por outro lado, o homem não sabe lidar com este "grande amor", vivendo uma fachada de despreendimento que por dentro se materializa como dependência, a obsessão que faz crescer o medo de ser abandonado devido ao fato de que a mulher tem mais opções de relacionamentos novos do que ele. Entretanto, a mulher grávida retorna aos braços do homem na tentativa de manter uma relação e dar um bom pai para seus filhos, mas ela não enxerga que a combinação bom amante e bom marido/pai não existe, é preciso fazer uma escolha (como diz o pai de Eve, interpretada por Clémentine Poidatz). Todas estas caracteristicas podem ser definidas como puro e simples desentendimento consciente, ou seja, a tentativa de possuir e ao mesmo tempo jogar com o outro mantendo-se neutro no teatro da vida, a consciência é plena mas prefere-se não enxergar as consequencias.
O amor prisioneiro fica para sempre assombrando as novas relações, e François não consegue esquecer Carole, mesmo após sua morte, fica obcecado com o fantasma que lhe aparece de tempos em tempos através do espelho. Deixando a conversa pseudo-intelecutal de lado, recomendo este filme para todos, principalmente os que conseguem enxergar as minucias da fotografia e dos paralelos que o filme faz com situações da vida real. Copiando Marcelo Hessel: "A certa altura, quando ele diz à sua noiva que não pode usar um salão nos fundos da casa do sogro como estúdio fotográfico "porque ali tem luz demais", há um significado embutido na frase: François prefere a imagem enevoada de uma idealização à luz da realidade."
Observação que os cinemas do grupo Estação se renderam de vez às propagandas no cinema. Uma das maiores reclamações dos frequentadores de cinema, as propagandas agora afetam até as salas "cult". Antes de começar o filme me abriu uma grande tela azul da TIM com uma menina estática na lateral direita. Daí um balão de quadrinhos sai da boca dela e dentro do balão passam os trailers! Meu Deus! Que bizarro foi isso! Se é para me dar comerciais, me dá o ingresso de graça!
Em breve críticas de Segurando as Pontas (Pineapple Express - 2008) e Appaloosa - Uma Cidade sem Lei (Appaloosa - 2008)
Mistérios de LOST - Parte 02
domingo, abril 19, 2009
Não estava de bom humor pois andei doente, por isso não escrevi antes e neste período acabei terminando a primeira temporada completa e as entrevistas do box. Hoje em dia na TV americana (e também no cinema e na música), é mais fácil repetir fórmulas que dão certo do que inovar ou experimentar algo diferente. Me deixa triste ver entrevistas com pessoas tão geniais como J.J. Abrams e seu co-roteirista, e ver que ambos, apesar da genialidade, querem inserir dramas pesados no meio de uma série que poderia estar mais inclinada ao suspense, à ótica dos thrillers, do que às choradeiras e abraços.
Se David Lynch pensasse nessas coisas, nunca teria lançado Twin Peaks, se Chris Carter se preocupasse com dramalhões, não teria feito Arquivo-X. Poderia citar diversos outros diretores e produtores, mas acho que esse é o ponto que me fez parar de ver LOST no início da série. Claro que ver os episódios em sequencia, direto, traz um envolvimento bem maior, mas mesmo assim têm-se que aguentar a "encheção de saco" da narrativa. Quiseram misturar Twin Peaks com Dawson's Creek e puxaram mais a "sardinha" para o lado de Dawson's Creek do que para a tensão, terror e suspense.
Cuidado com os spoilers pois suponho que eu seja o único atrasado nessa série. A primeira temporada não responde nada, e fica estendendo as histórias e dramas de forma desnecessária à trama. Os mistérios são ótimos, mas são alongados de tal maneira que perde-se o público, principalmente se você, como eu, não gosta das partes emotivas e da choradeira... Das minhas perguntas anteriores, posso dizer que foram respondidas as seguintes questões:
RESPOSTAS
1. Finalmente Michael consegue na sua balsa, fazer com que um dos comunicadores do avião funcione. A ilha também parece ser algo "não-real", meio que flutuante, algo que pode ser trocado de lugar de acordo com a vontade de outrem, por isso a escotilha que pode levar a uma cabine de pilotagem, qualquer coisa assim. Pode ser que seja um ambiente controlado para testar espécies de plantas e animais, e o avião caiu ali por acaso? Talvez...;
2. Diferente do que meu amigo Dico afirmou, duas partes do avião foram encontradas, a frente e o meio. A traseira pode ter caído no mar, não sei...;
3. Esta questão continua sem explicação;
4. Os personagens têm visto a criatura claramente durante a série, inclusive a câmera mostrou pelo menos duas vezes o suposto monstro correndo ao lado deles e na direção de Locke. Parece ser algo invisível, mas isso ainda não explica como a criatura pegou o piloto no ar e puxou Locke para dentro da terra. Será um minhocão gigante? Braços robóticos do Dr. Octopus?;
5. A ilha é enorme como vimos da balsa de Michael, mas nainda não dá pra dizer se é uma ilha ou a ponta de um continente;
6. A questão do cachorro ainda não foi respondida;
7. Realmente JJ usou 3Ds na pós-produção, mas não foi na ilha... (com exceção das plantas feridas pelo monstro e dos truques de câmera);
8. Os ursos ainda são uma incógnita. Onde eles vivem na ilha? Por que aparecem de repente? Quantos ursos existem na ilha?;
9. Lembra quando falei do Google Earth? Pois é. Mas uma coisa que prova que a ilha meio que se move e eles nunca estão no mesmo lugar;
10. Ainda não se sabe como John Locke ganhou experiência com a selva e com facas. Também não sabemos se ele foi um combatente de guerra, mas me parece que a vida dele era bem simples antes de esbarrar com os pais;
11. Não vimos mais o pai de Jack a não ser pela confissão de Sawyer;
12. A mulher que se afogou parece que foi só um pretexto para Mr. Abrams dizer que Kate tentou roubar os papéis dela quando tentava embarcar na balsa de Michael (odeio essas soluções que não fazem sentido para a trama);
13. Jack continua sendo o herói, só não entendo como pode ter apenas um Jack e 39 "bunda-moles" (contando os demais personagens principais). Os coadjuvantes não fazem nada nessa ilha? Não se metem em confusão? Estão sempre sadios?;
14. Continuo não entendendo a memória de Jack sobre o caixão;
15. Motivos dos problemas familiares ainda não foram respondidos;
16. Ups, Charlie! Um avião cheio de heroína! Da mesma forma que a mulher se afogando, o avião vira um pretexto sem sentido para abrir um novo arco no drama de Charlie com as drogas;
17. Ainda não sei quem falou pra Jack sobre o urso polar;
18. Caramba! Minha dúvida sobre a barba do pessoal foi levantada por aquele humorista americano nas entrevistas! Eita erro de continuidade Mr. Abrams!;
19. Quem bateu no iraquiano foi Locke! Pronto.;
20. O povo das cavernas e da praia se uniram? Por que vejo pouca gente em cena para deixar claro que existem 40 pessoas ali...;
21. Além de estarem envolvidos com a morte de alguém, todos os sobreviventes tiveram problemas com o pai. Os pais resolveram dar um castigo bizarro para todos?;
22. Não sei a quanto tempo a francesa está sozinha, mas se está ali por 16 anos "alone", não era pra ter surtado mais do que está?;
23. Não sei ainda por que a francesa mandou a mensagen em francês e não em inglês;
24. Ainda não sei o que Kate fez além de fugir e matar sem querer o seu melhor amigo.
NOVAS PERGUNTAS
1. O filho de Claire é o anti-cristo? A ilha não gosta de crianças? Os "controladores" da ilha querem salvar as crianças de sofrer ali? Será que todo esse mistério tem fundo religioso? O que será que o vidente de Claire viu e não contou? Por que o vidente insiste tanto que ela tem que entrar naquele vôo em específico, o que ele sabe?;
2. Por que após dizer que Claire tem que cuidar do bebê, o vidente muda de idéia e resolve dar para um casal em Los Angeles? Quem é esse casal? Ficou mal explicado o fato de Claire já ter encontrado com outro casal e desistido... Que casal era aquele?;
3. Sawyer é um nerd de primeira. Ele chama Hurley de Stay Puft, o monstro de Caça-Fantasmas (pessimamente traduzido na dublagem e na legenda como "docinho"), chama o marido de Sun de Sulu (Star Trek) e em outra ocasião se refere a relação dele com Michael como Han e Chewie (Star Wars). Ainda em coutra cena ele chama Walt de Tatu, da Ilha da Fantasia (pessimamente traduzido como "tampinha"). Continuando nessa leva da péssima tradução feita no Brasil, o canal VH1 é traduzido como MTV no episódio 11! Alguém avisa que não é a mesma coisa!;
4. Quem é Ethan? Por que sequestrou Claire? Se ele queria só o bebê, por que sequestrou Charlie junto? Ethan tem super-poderes ou foi ajudado a levar duas pessoas para o meio da floresta? Se ele tem superforça, por que não arrebentou a cara de Jack? Como ele ergueu Charlie na árvore em tão pouco tempo? Por que Claire ficou com amnésia? A morte de Ethan não teve nexo, Charlie surtou de forma esquisita e inexplicável, mesmo sabendo que interrogá-lo poderia ajudar;
5. Charlie se refere a "eles", mas depois de curado, não se fala mais nisso...
6. As habilidades de Kate com armas e luta ainda não foram respondidas;
7. Por que a senhora afro-americana tem certeza que o marido ainda está vivo? Onde ela foi parar no resto da série?;
8. Locke realmente carregou Shannon para o meio da floresta e amarrou ela lá só para Boone soltá-la? Locke é um cara "pancada"...;
9. Escondidos no bambuzal, Shannon e Boone não viram a criatura? A criatura emite luz? Por que a luz ficou bem forte quando o bicho chegou perto dos bambus... Por que o sonho de Boone com a morte de Shannon? A criatura no sonho parece ter dentes, mas ela morde e solta sem comer, só pelo prazer de matar?;
10. A revista de Walt mostra o Lanterna Verde, um alienígena rosa, um urso polar e uma ilha flutuante. São pistas?;
11. Por que o pássaro que Walt olhava era o mesmo que bateu na sua janela e morreu, quando estava na Australia?;
12. Por que o padastro de Walt tem tanto medo dele? O que essas crianças tem de tão importante no seriado? Será que o pássaro morto na janela e os ursos da ilha são materializações da cabeça de Walt? Afinal ele viu o pássaro em um livro e o urso na revista do Lanterna Verde;
13. Por que as vozes que Sawyer e outros sobreviventes escutam diz "- Vai ter troco!"? Será vingança contra coisas que elas fizeram no passado, ou será vingança pela morte de Ethan (ou do urso polar)?;
14. Sabemos que de alguma forma quase todos já se viram antes. Sawyer conheceu o pai de Jack, Shannon já viu Sayhd, etc.;
15. No flashback, quando o marido de Sun vai na casa do secretário Han dar o aviso que o pai de Sun pediu, a filha do secretário está vendo TV com um Sharpei. Na TV aparece Hurley rapidamente. Por que Hurley aparece na TV coreana (episódio 17)? Por que ganhou na loteria em outro país?;
16. Por que Hurley tem tanto azar? Quem é o amigo deficiente de Hurley, Lenny? Quem trouxe os números para Lenny? Será que alguém já foi na ilha e voltou? O que são os números? Quem é Sam Toomey em Kalgoorlie? O navio de Sam e Lenny passou perto da ilha? Será o triângulo das bermudas?;
17. Todos os personagens principais escutavam de outras pessoas (principalmente os pais), que não serviam pra nada, daí cria-se o drama para que ali eles provem ser alguma coisa;
18. Por que Locke ganhou os movimentos de volta mas não sente nada nas pernas (dor, queimação, etc.)? Por que ele perde a locomoção de novo quando tenta ajudar Boone e depois recupera quando Boone fica ferido?;
19. De acordo com a lei religiosa muçulmana e com os preceitos das organizações existentes, o amigo de Sayhd nunca iria se matar por suicidio, sem ter a oportunidade de virar um mártir. Isto foi mal feito e pouco pesquisado. Suicidio desproposital (sem causa religiosa) não é saída nem nos muçulmanos mais fanáticos e radicais;
20. Quem quer pegar bebês na ilha? Serão os caras do barco que sequestrou Walt? Quem faz a fumaça negra? Será Ethan um dos amigos da francesa? Por que ele queria o bebê?;
21. Pra que serve o sistema de segurança da ilha? O que ele faz? Segurança contra o que ou quem?;
22. O mistério da ilha eu já descobri. A fumaça faz todo mundo chorar e se confessar um com os outros! Eita choradeira! Haja cristal de aniz para todos esses atores... Será que Mr. Abrams vai fazer todo mundo chorar no novo Star Trek? Engraçado como nessa ilha todo mundo se sente culpado de alguma coisa;
23. Afinal, o padre africano está relacionado com o navio Black Rock ou com o avião que caiu? Por que um navio de escravos que saiu da costa da África tem escrito "Explosives" na caixa de dinamites? Por que está em inglês? Ok, o navio era inglês. Pronto.;
24. Quando os personagens principais morrem todo mundo fica abalado e metade do episódio vira uma tentativa de salvá-lo e fazer um funeral decente. Entretanto, quando Artz morre eles viram, falam "-Que merda..." e continuam a fazer o que estavam fazendo como se nada tivesse acontecido. Coitado dos coadjuvantes... ninguém liga;
25. Se aquelas pessoas estão sendo punidas, como conseguiram colocá-los todos no avião ao mesmo tempo? E por que mataram as outras que estavam na traseira do avião, frente e meio?;
26. Como o navio pirata foi parar no meio da mata? Caiu do céu? Foi empurrado por gigantes ou super-heróis? Estes escravistas foram parar lá do mesmo jeito que os outros barcos e aviões?;
27. Hurley, Michael e Charlie estavam no mesmo hotel antes de viajar! Coincidência?.
28. [2ª Temporada] Quem é o Desmond? Por que Jack o reencontrou na ilha? Por que ele tem uma casa tão legal nos subterrâneos da ilha? Para que servem aqueles controles computadorizados que ele tem?
Mistérios de LOST - Parte 01
segunda-feira, abril 13, 2009
Mesmo gostando de quase tudo que rola no mundo cult, confesso que tenho um certo preconceito quando algo se torna popular demais. Quem segue o meio cult sabe que até mesmo os filmes de Cassavetes quando ficam muito falados por aquelas pessoas de óculos de aro grosso, meia colorida e/ou gola rolê, todos vestidos de preto, já vira automaticamente um saco, insuportável, intragável. O pop cult só é pop cult quando é adotado pelas pessoas normais quando é claro, gostam de coisas cults. Se fantasiar já entra em outro patamar. Mas entrei nesta discussão por que um amigo estava insistindo para que eu visse Lost.
Quando houve o primeiro alvoroço em torno da série eu decidi ver alguns capítulos, porém não gostei do que vi nos três primeiros episódios e desisti. O seriado segue a linha dos dramas "made for tv" americanos, diferente da HBO que faz verdadeiros épicos. Existem os conflitos "chavão", os episódios que terminam com todos se ajudando e olhando o horizonte ao som de músicas piegas, o final misterioso que dá deixa para o próximo episódio, enfim, previsível no estilo narrativo. Este mesmo amigo esta semana me emprestou as 4 primeiras temporadas e me pediu para que aguentasse até o sexto episódio, que depois melhorava.
Até agora vi do 01º ao 09º episódio da série. J.J. Abrams é um cara ótimo para criar mistérios. Confesso que lá pelo quinto episódio eu comecei a me interessar em desvendar os mistérios da "ilha de Caras", mesmo com a perturbação do estilo americano de narrativa, câmeras e conflitos (por que todo personagem nesses seriados têm que ter passado por uma choradeira antes dos eventos principais?). Mas estou vendo com carinho e com meu caderninho do lado já que meus amigos estão curiosos para saber minhas teorias sobre a ilha.
Vou escrever periodicamente conforme for assistindo os episódios, por isso acompanhem minhas teorias malucas e críticas do seriado. Vamos lá, do primeiro ao nono episódio levantei algumas questões obscuras, shall we?
1. Normalmente um avião daquele tamanho possui uma rota definida, uma caixa-preta e comunicadores de alta potência. Aceita-se que o desvio da rota foi uma possível causa da queda por ter ido de encontro a algum fenômeno atmosférico. A caixa-preta ainda é uma incógnita. Os comunicadores, de forma estranha, não funcionam na ilha, mesmo com toda a potência;
2. Descarto a idéia da queda ser algo planejado por outras pessoas (governo, sociedade secreta, sei lá) pois a separação do avião em 03 partes foi algo bem "feio", não dá pra arquitetar algo tão bizarro assim ao menos que você queira matar todo mundo dentro da aeronave;
3. A parte dos sobreviventes provavelmente bateu na água após a queda o que de certa forma amorteceu o impacto. Entretanto não é explicado por que o piloto afirma que o avião caiu quando estava a 60 metros. Será que ele desceu por que viu que ia cair? Algo puxou eles pra baixo após a queda da cauda (pois a cauda caiu ainda bem alto), sei lá....;
4. Ainda não foram explicados os barulhos na floresta, principalmente da criatura gigante. Mesmo a francesinha que está lá há 16 anos e John Locke que ficou cara-a-cara com a besta, não sabem dizer o que é a criatura. Cá entre nós, você acredita que um monstro desses seja invisível? Pode até ser, mas se ele for visível o roteirista vacilou pois a esta altura alguém já teria visto o dito cujo. O bicho comeu o policial de "Heroes" dentro do avião e sumiu de novo;
5. Aparentemente eles ainda não sabem se estão numa ilha ou parte de um continente, vamos ver....;
6. Por que nos primeiros episódios o cachorro fica escondido no meio do mato olhando para as pessoas de forma suspeita? Será que ele sabe alguma coisa? Ele pensa? Ele é o Manimal? Um budista reencarnado? Sei lá, mas sei que ele sabe de alguma coisa e não quer falar;
7. Sr. Abrams, pô, coloca um pouquinho de 3D nestas locações reais! Pior que ver florestas e montanhas reais é ver Foz do Iguaçu nos filmes de Indiana Jones dizendo que é no Peru, ou México, sei lá...;
8. De onde saiu aquele urso polar? Mesmo que ele tenha parado lá de alguma forma, um animal daqueles não sobrevive nem 01 mês naquele ambiente tropical. Será que ele caiu do avião? Será que ele era o co-piloto? Hein, hein?;
9. Numa época em que Google Earth varre a terra inteira e os satélites beiram o absurdo na precisão, como pode um avião tão grande sumir numa ilha? Como pode existir uma ilha tão grande e desconhecida? Hein, hein? Listen Toto! We are not in Kansas anymore!;
10. Quem é afinal John Locke? Como ele adquiriu tanta habilidade na selva e com facas sem nunca ter feito uma aventura destas? Como ele voltou a andar? Ele é um coronel de verdade? Um ex-combatente do Vietnam? Mistério.... Aliás, ele diz no antigo trabalho que Norman Croucher (com pernas amputadas) escalou o Everest quando na verdade este escalou o Cho Oyu. Muito tempo depois Mark Inglis, que também é deficiente, conseguiu esta façanha, mas não Norman;
11. Quem é o homem de terno? Será que Jack, depois de sair de Party of Five, ficou louco, e o espectador participa da insanidade? O pai dele está vivo e gosta de "zoar" ele ficando de costas e só começando a andar quando ele chega perto? Por que ele está de terno se a ilha é quente paca?;
12. Pra que aquela mulher doida foi nadar tão longe quando todo mundo estava dormindo?;
13. A viagem emocional de Jack é meio messiânica, convenhamos né? Até Joseph Campbell lhe diria isso. Ele passa por uma situação dificil com o pai, acha que não tem a capacidade de liderar o povo e após buscar seu caminho seguindo o pai volta para guiar a multidão para o lugar certo;
14. Por que Jack nunca citou nos primeiros episódios que ele estava trazendo o caixão do pai para ser enterrado? Ele esqueceu? Só lembrou quando viu? Não entendi... Problemas de memória Jack?;
15. Afinal, por que o pai de Jack surtou? Por que o irmão mau do Drive Shaft de repente virou o Ken da Barbie?;
16. A droga do Dominic é melhor do que a multiplicação dos pães, nunca acaba... Um saquinho de sacolé pela metade durou mais de uma semana... Ainda bem que ele é controlado, já pensou morrer de overdose na ilha?;
17. Desde o primeiro episódio ninguém fala para Jack sobre o urso polar, entretanto mais a frente ele fala no urso como se fosse algo que ele sabia há dias. Quem contou?;
18. O maior mistério de Lost é, por que não cresce a barba e nem o cabelo de ninguém? Será o efeito sobre a queratina, um dos mistérios da ilha?;
19. Quem bateu no iraquiano quando ele estava colocando a torre de comunicação para triangular o sinal?;
20. O seriado a esta altura começa a tomar um ar de "Senhor das Moscas", as duas tribos, os conflitos exacerbados por causa do isolamento;
21. Já repararam que todos que sobreviveram estão de alguma forma envolvidos com a morte de alguém? Reparem só. Jack e o pai, Sawyer e os pais, os coreanos, Kate, todo mundo matou ou deixou morrer alguém...;
22. Como os amigos da francesa morreram na ilha? Há quanto tempo ela está sozinha?;
23. Se a francesa fala inglês, é casada com um "Robert" e estava numa expedição australiana, por que diabos ela pediu socorro na transmissão em francês? É doida? Foi erro dos roteiristas? You be the judge!;
24. O que a Kate fez afinal? Por que ela estava fugindo? De que agência do governo é o oficial que levou um tiro de Sawyer? Por que todas as mulheres em Lost são magrelas curvilineas? Este seriado só tem mistério...
Este foi o primeiro ciclo pessoal. Minha teoria até agora é de que eles caíram em um mundo bizarro de outra dimensão (sim caros físicos!), algo como o triângulo das bermudas, a terra selvagem da Marvel ou o mundo bizarro do Super-homem. Só sei que pelos acontecimentos, é impossível ser no planeta Terra, na realidade em que vivemos. Um vórtice dimensional como em Donnie Darko? Não sei... A impressão que dá é que é outra realidade, e que seres humanos já estiveram ali antes explorando o local (sem contar a francesa e cia.)... Viagens dimensionais? Wormholes? Outra idéia maluca é que todo mundo morreu e só aqueles que tinham assuntos pendentes ficaram vagando na ilha. Eca, mucho loco....
Respondam estas perguntas nos comentários mas não coloquem spoilers hein! Existem dúvidas demais a serem respondids , umas bem pequenas, outras bem grandes, o fato é que até agora não percebi uma "amarração" entre os fatos da história. Ah, mais uma coisa, não podia esquecer do politicamente correto, um afro-americano, um iraquiano, um casal de irmãos jovens, a senhora de idade, o médico, a criminosa, o especialista em selva, o gordo, o drogado, etc.! Viva a diversidade da fauna na mídia americana! Viva! Até parece que isso não foi de propósito...