Estas são algumas frases do livro “401 Design Meditations”, um trabalho meticuloso de Catherine Fishel, que reúne idéias de grandes designers do hemisfério norte (pena que a gente ainda não tenha entrado no mapa nesse tipo de estudo). Eles falam da essência do design, do processo criativo, responsabilidades, ferramentas, conselhos e muito mais, sempre em frases concisas e bem-humoradas. Leia e curta algumas pérolas:
“Bom design é bom negócio” Thomas Watson, Jr. Fundador da IBM
“Designers comunicam apenas 3 coisas: mensagens sobre valor, mensagens de valor e mensagens sem valor” Rick Vialicenti
“Bom design é uma forma de respeito – da parte de quem produz para a pessoa que irá eventualmente gastar seu suado dinheirinho no produto, usar o produto, possuir o produto” Davis Beown
“Branding: persuadir os de fora a comprar e persuadir os de dentro a acreditar” Wally Olins
“Design é desejo disfarçado de função” Terence Hiley, Curador do MoMA
“Sim, como forma de determinar e influenciar ações de pessoas, fazer design é um ato político” Rudy Vanderlans
“Toda noite eu rezo para que os clientes com bom gosto ganhem dinheiro e para os clientes que têm dinheiro ganhem bom gosto” Bill Gardner
“Deus salve nossos arquivos!” Rastko Ciric
“O orçamento determina o veículo da idéia, não o alcance da idéia propriamente dita” Thomas Vasquez
“Qualidade, custo, turnover alto — escolha quaisquer dois” Rob Wallace
“Ser um designer famoso é como ser um dentista famoso” Noreen Morioka
“Quando estou trabalhando num problema, nunca penso em beleza. Eu penso somente em resolver o problema. Mas quando eu termino, se a solução não é linda, eu acho que está errada” Richard Buckminster Fuller
“O bom não é uma categoria que me interesse” Rem Koolhaas
“A evolução da forma começa com a percepção da falha” Henry Petrosk
“Acidentes somente produzem as melhores soluções se você consegue reconhecer a diferença entre um acidente e uma intenção” Jennifer Morla
“Fazer um bom design é fácil. Mas fazer um grande design requer um grande cliente” Michael Osborne.
“Um observador inexperiente vê tudo numa figura. Mas um observador experiente, vê apenas as coisas que estão faltando” Rastko Ciric
“Bom o suficiente é bom o suficiente se os seus padrões são altos o suficiente” Steve Frykholm
“Não existem clientes ruins; apenas designers ruins” Bob Gill
“Confusão e bagunça são falhas do design, não atributos da informação” Edward Tufte
“Uma grande marca é criada por um designer, mas feita por uma corporação” Paul Rand
“Eu digo para mim mesmo todos os dias: Deus mora nos detalhes” Matt Collins
“O símbolo é a linguagem no nível molecular” Marty Neumeier
“Uma pessoa criativa precisa ser uma sabe-tudo. Ela precisa aprender sobre todos os tipos de coisas: história antiga, matemática do século XIX, técnicas atuais de manufatura, arranjos florais e criação de porcos. Porque ela nunca sabe quando essas idéias podem vir juntas na forma de uma nova idéia. Isso pode acontecer seis minutos mais tarde, seis meses ou seis anos depois. Mas ela tem fé que isso irá acontecer” Carl Ally
“Nós todos somos naturalmente curiosos aos oito anos de idade. Mas a maioria das pessoas, quando ficam mais velhas, ficam menos e menos curiosas, então, pedem a outras pessoas para serem curiosas no lugar delas. É disso que eu vivo” Ron Miriello
“Menos é mais quando mais não é bom” Frank Lloyd Wright
“Resolver o problema é mais importante que estar certo” Milton Glaser
“Nós valorizamos o que nós entendemos” Kevin Walker
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
401 Frases de Designers
Sábado, 27 de Junho de 2009
Europa Filmes engana clientes
Há muito tempo a Europa Filmes (http://www.europafilmes.com.br/) é conhecida pela baixa qualidade de seus filmes. Não que os filmes sejam ruins (a maioria são excelentes pois são filmes cult), mas por serem filmes fora do circuito comercial tradicional, são tratados com certo desleixo por parte das distribuidoras. Isso significa que a qualidade das gravações parece retirada de uma fita VHS. Mas a Europa Filmes sempre lançava edições baratas de seus filmes junto a revistas de bancas de jornal, por isso acabava compensando pagar entre R$ 9,90 e digamos R$ 15,90 por um filme que você teria quase certeza, nunca seria lançado aqui em DVD (no máximo ia passar no cinema durante o Festival do Rio ou de São Paulo).
O aviso deve constar para quem ainda compra DVDs e para quem está vendo este mercado se deteriorar no Brasil, assim como as redes de cinema, por causa de uma visão 100% comercial. Tomem muito cuidado ao comprar um filme, principalmente da Europa Filmes. Filmes cult já são um problema de encontrar e é bem capaz de você comprar uma versão que você não esperava. Eu comprei Requiem para Um Sonho (Requeim for a Dream) da Europa Filmes esta semana e só ao começar o filme descobri que a versão comprada não era a versão original e sim uma versão editada para as redes de locadoras populares americanas, pois o filme original contém cenas mais fortes. De acordo com a Wikipedia, foi dito pelo diretor Darren Aronofsky que não seria possível entender a mensagem do filme sem mostrar o filme na íntegra. O estúdio então resolveu lançar nos cinemas a versão original e uma cópia em video cortada para locadoras mais populares.
A decepção com o descaso da Europa Filmes sobre avisar aos seus clientes que está vendendo produtos incompletos me faz repensar o meu apoio a venda de filmes no Brasil. Não acredito no Blue-Ray e nem nas locadoras convencionais (estou apostando nas online), portanto me deixa triste ver que grandes estudios deixem (ou façam de propósito) que seus filmes sejam comercializados de forma a "enganar" os clientes desavisados. Será que eles não sabem que quem compra filmes de verdade (e em quantidade) são pessoas que conhecem bem filmes e o mercado de cinema? Não vou nem entrar no mérito das péssimas legendas que parecem traduzidas pelo BabelFish do AltaVista. No Requiem para Um Sonho entra palvras em espanhol diversas vezes no meio do texto em protuguês feito pela Video Ômega S.A.
A dica é a seguinte, evite filmes da Europe Filmes, mas se quiser realmente comprar um filme, verifique antes na internet quantas versões este filmes teve, veja na Amazon.com se este filme teve versões alternativas, caixas especiais, dvds duplos, edições recheadas de extras, etc. Se você fala outro idioma, compre as versões estrangeiras, não compre no Brasil pois não vale a pena, tudo é feito na má-intenção de persuadir o cliente a comprar sem ver (visto o mercado de alimentos, o fonográfico e cinema segue o mesmo caminho). Cuidado, não se deixe enganar pelas novas luvas que a Europa Filmes está colocando em suas edições. Repare na logomarca deles (o "E" azul) e evite.
Sábado, 23 de Maio de 2009
Schwarzenegger no Rio de Janeiro
O brasileiro tem uma fama ruim pelo mundo todo, isso todos sabemos. Quando fui à Disney com 15 anos, toda vez que achavam lixo no chão, logo alguém comentava que devia ter sido algum brasileiro. Da mesma forma, os estrangeiros vêm para cá como se aqui fosse um paraíso (por que não dizer também, um paraíso do sexo ou no mínimo uma viagem para ver as "beldades" cariocas). Claro que a violência tomou um pouco deste glamour nos últimos anos, mas a impressão de que um país latino é feito de sexo, sensualidade, sem intelecto fora da música, gente pobre e feliz, continua desde o ínicio do século passado (sem previsão de mudar). Fiz questão de postar este video do Arnold Schwarzenegger pois achei meio ridículo e uma prova de como o próprio povo se vê.
Entre em qualquer academia de uma cidade "praiana" no Brasil e você vai ver pessoas lutando para se mostrar. Isso mesmo, não estou falando que estão cuidando do corpo ou tentando impressionar a alguém, o brasileiro gosta mesmo é de ser o "teaser", de aparecer para os outros, de se expor. Claro que isso tem diversas consequencias como problemas de saúde (excesso de exercicios, bombas, etc), cantadas de baixo nível (mulheres escutam cantadas de homem feio e homem bonito, todos vão olhar), se não dizer até tentativas de estupro pelo excesso de exposição causado pela "vaidade". Não digo que o resto do mundo não seja vaidoso, a diferença é que aqui os brasileiros utilizam a exposição como o único motivo por deixarem seu corpo saudável.
Veja o video de Schwarzenegger, o saudoso governador da California, e tire suas próprias conclusões. A cara de idiota de Schwarzenegger é impressionante... Dançou até com os travecos vestido de índio. Até as "mulatas" tentavam se afastar dele. É essa imagem de "pão e circo" que queremos passar? Olhe a sua volta, você não vê que você e seus amigos estão trabalhando apenas para sustentar o próprio "pão e circo"? Nós mesmos criamos e mantemos esta imagem do brasileiro que é força de trabalho brata e pura diversão.
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Paradoxo e contradições religiosas
Não sabemos de onde viemos, para onde vamos, qual o nosso propósito na Terra, para que fomos criados, assim como não sabemos qual seria nosso propósito de existência se existe o chamado "mundo espiritual" que as religiões afirmam existir. Será que é como os muçulmanos dizem, para ter as dezenas de virgens? Será como os cristãos, apenas para viver para sempre? E se você viver para sempre como espirito, o que tem pra fazer nesse plano da alma? Será só cantar e louvar o arquiteto da cração como diz a bíblia? E o que você faria entre uma cantata e outra? Ainda, se você é espírita e acredita em vidas passadas, você obrigatoriamente tem que acreditar que os animais também estão envoltos nesta "religião" da alma e do espírito.
A maioria das religiões parte do pressuposto de que só o ser humano possui alma. Entretanto, se insistirmos nesta afirmação, estamos afirmando também que a teoria evolutiva não é verdade, que nós não somos resultado de animais anteriores, hominídeos ou não (começando pelos irracionais), que não possuíam linguagem, sociedade, civilização, etc.
Pense bem, só por que você evoluiu biologicamente, isso lhe daria uma alma e/ou um espírito? Se a evolução for verdade, a alma evolui junto com a espécie? E onde entraria aí a teoria do "mais adaptável"? Se você nega a evolução, você acha que todas as milhões de espécies na terra foram criadas uma a uma, mesmo que seja claro em nossas descobertas terrenas que todos os seres vivos possuem características biológicas similares umas às outras (incluindo não só a aparência, mas indo fundo ao DNA)?
Se existe uma "evolução" da alma, por que existem mais animais que pessoas? São "matéria reserva" para quando uma alma estiver evoluida demais dar espaço para que outra entre no círculo da vida? E de onde vêm as primeiras almas que nessa teoria viriam de animais "nanoscópicos"? E o reino vegetal, onde entraria em todo este ciclo (sabe-se que seres microscópicos possuem certas funções biológicas similares a plantas)?
Mesmo que entremos em teorias como a dos "exilados da capela", ainda assim fica a pergunta sobre o "começo das almas", de onde elas vem. Ainda se chegarmos à conclusão que ela não vem de lugar nenhum, que ela é única, o sopro de Deus, então voltamos a religião cristã. Esta talvez seja a instituição que mais se coloca em posição defensiva dentro deste tema.
Sabendo que estamos em uma bola de rocha chamada Terra, que existem milhões de astros e planetas, que o universo provavelemente é curvo e que o cérebro ainda é parcialmente um mistério, é no mínimo "boboca" manter crenças medievais de que no núcleo da terra existem "diabinhos", que síndromes e doenças são coisas do dêmonio (para o mal) ou de Deus (para o bem), que seu cérebro não pode te pregar peças, que não existe a "crença de massas" (Goebels que o diga). Afinal de contas, já mandamos gente pro céu e ninguém viu nada sobrenatural (nem as sondas).
Acredito em Deus, mas o que será e onde estará este "plano espiritual" que as religiões tanto insistem de sua existência? Sabemos que no céu não está... nem no espaço. É provável ainda que se formos mais longe no espaço, iremos parar no mesmo lugar (lembra que falei que o universo é curvo?), então, como entramos e saímos deste "plano físico" onde é possível tocar em tudo, onde tudo tem a mesma matéria (os mesmos compostos químicos são encontrados em astros e planetas por todo o universo, claro, nem sempre tudo junto como na Terra)?
Talvez os religiosos não queiram pensar nisso para não "fundir a cuca", mas pare para pensar... A mania de querer comparar as coisas umas com as outras é normal para cientistas sérios. Da mesma forma, o individuo que adota as teorias religiosas como verdade absoluta é quase inofensivo (quando este não cai no fanatismo). O problema existe quando a verdade é tão forte, que ao invés do "religioso" abraçar os fatos, ele adapta a interpretação às suas certezas para que estas se mesclem à sua crença inicial. Este é o pior dos individuos, são aqueles que podem realmente ser prejudiciais a evolução do próprio homem, ao autoconhecimento de quem somos e de como desenvolvemos nosso conhecimento, crenças e valores.
Não nego que a religião é uma ótima ferramenta de valores sociais e morais. Creio que conseguimos manter a maioria da população sob controle por que inventamos mecanismos onde não precisamos da força bruta e ainda assim conseguimos que estes "religiosos" se multipliquem como coelhos, por si só, sem nossa inteferência. Se você quiser controlar uma população, insira uma religião, ensine alguém a liderar o "rebanho" e provevelmente você e seus filhos terão séculos de paz com algumas poucas revoltas.
Claro que para a maioria das pessoas é mais fácil explicar fatos inusitados com explicações fantásticas do que recorrer a pesquisas concretas. Inclusive contestadores como eu são vistos como o "descrente", aquele que contesta tudo, que tem sempre uma resposta ou indagação na ponta da língua. Como na maioria das vezes os paradoxos e contradições são dificeis de explicar, o individuo que crê acaba rotulando estes "outros individuos" como os chatos, teimosos, descrencrentes, infiéis, entre outros nomes que em alguns países podem até significar a sua morte.
Nem estou tocando direito na palavra ciência aqui para não exacerbar a fúria de internautas, mas tento trazer estas situações sob a ótica do pensamento científico e não à ciência em si. Esqueça a ciência, pare para comparar e listar todas as dúvidas que você já teve sobre a sua religião ou sobre as religiões.
Talvez você tenha se sentido culpado, amaldiçoou o seu próprio conhecimento por lhe trazer aquelas questões e com toda a força escondeu de seus amigos e de si mesmo para não haver conflitos ideológicos. Você achou isso saudável? Você rezou à sua "divindade" para lhe tirar da cabeça aquilo ou lhe trazer maiores esclarecimentos? Por que você não pode sentar com outras pessoas da sua religião e debater de forma calorosa dogmas, paradoxos e contradições? Por que parábolas, contos místicos, histórias, leis, regras, doutrinas, fatos fantásticos, não podem ser mudados, adicionados ou subtraídos conforme o homem tem um conhecimento maior sobre o "cientificismo" e funcionamento de sua própria existência?
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Hortifruti piada de maugosto
Hoje ao passar pelo metrô de Botafogo parei para reparar na sempre criativa propaganda do Hortifruti (http://www.hortifruti.com.br/) feita pela MP Publicidade (http://www.mppublicidade.com.br/). Qual não foi minha surpresa quando me deparei com um poster com as "Couves Gêmeas" dizendo: "Um Ataque às Delícias da Hortifruti". Isto faz levantar toda uma discussão sobre a éitca profissional dos publicitários e profissionais de marketing, e até mesmo se o cliente pode confiar inteiramente nas idéias de quem contrata.
Na minha opinião foi uma piada de extremo mau-gosto. Sei que é bem comum máscaras de Bin Laden no carnaval, mas fazer este cartaz seguido desta frase é um típico #fail do Twitter, uma ofensa aos sobreviventes (vocês sabem que haviam pessoas de diversas nacionalidades), um cartaz que explora uma tragédia para ganhar dinheiro. Espero que a próxima propaganda do Hortifruti ou da MP Publicidade não seja com o holocausto, massacre de ruanda, massacre dos curdos, morte de afegãos na mão dos russos, Palace II, ou qualquer outra tragédia.
Será esta a nova cara do publicitário brasileiro? É isso que podemos esperar da "criatividade" de nossos profissionais? Deve ser por isso que a propaganda brasileira é tão baseada na exploração do sexo, banalidades, celebridades e imagem. Falta criatividade na alma do profissional braisleiro para que não aproveite "fórmulas", muitas vezes caindo no mau-gosto. Não sei se eles vão retirar os cartazes, outdoors ou banners, mas dei um printscreen do website deles e vou tentar colocar uma foto aqui do cartaz na estação Botafogo no Rio de Janeiro.
Veja os cartazes anteriores que transformaram a campanha em um sucesso antes desse cartaz de maugosto: http://newserrado.com/2008/05/09/outdoors-do-horti-fruti/. Tão pior quanto é a propaganda da Dell, parece feita para afundar a marca: campanha viral da Dell... Péssimo, péssismo, péssimo...
Resposta Hortifruti
É motivo de alegria para nós ver que possuímos clientes que simpatizam com a campanha e estão atentos a cada novo filme lançado. A respeito do novo outdoor que divulgamos, foi baseado no filme “As Torres Gêmeas”, lançado em 2006, assim como foram todas as outras placas desde o início de nossa campanha institucional.
Sabemos que se trata de uma história real, porém a nossa intenção nesta campanha é comunicar a marca Hortifruti, colocando nossas estrelas (frutas, legumes e verduras) em filmes que são conhecidos pelo grande público. Em nenhum momento pensamos em tratar de forma sarcástica toda a situação que foi vivida com as verdadeiras torres gêmeas.
Pedimos desculpas caso tenha gerado conotação de algum tipo de ofensa, mas o objetivo da estratégia de comunicação é levar uma outra faceta dos filmes ao nosso público, sendo este título inclusive, bastante sugerido pelos clientes.
Permanecemos a disposição para quaisquer esclarecimentos.
Atenciosamente,
Carolina Seabra
Marketing Hortifruti
Leia também a crítica de Soares Junior: http://www.sidneyrezende.com/
Domingo, 10 de Maio de 2009
Mistérios de Lost - Parte 03
Nas últimas semanas a vida ficou meio complicada e acabei não escrevendo no blog por pura preguiça. Entretanto consegui ver toda a segunda temporada e inicio da terceira, portanto vamos para as questões levantadas neste período. Para mim a série só começou mesmo no sétimo episódio da segunda temporada, mas no meio da terceira parece estar repetindo demais as histórias, tramas, numa tentativa meio "boba" de estender a série. Pensando bem, Lost daria um ótimo filme de duas horas e meia se fosse bem feito...Mas como série de tv não funciona.
Apesar da minha reclamação, isso não é novidade. Há um novo profissional se formando em hollywood. Antigamente tínhamos os filmes de arte, os cult (aqueles que criam legiões de nerds e "nostálgicos"), os trashs e os blockbusters. Nos anos 90 tinhamos menos filmes de arte, ainda os cult, os trashs sumiram, os blockbusters eram poucos, surgiu uma forte cena independente, e se criavam as megas produções. Hoje temos poucos filmes de arte e cult, poucos independentes (a nível profissional, pois curtas temos milhares), nenhum blockbuster (gênero que morreu pois se baseava mais na capacidade inovadora e menos no apelo comercial) e uma bateria imensa de mega produções (estas sim consideram fórmulas de sucesso apelativas).J.J. Abrams (nerd) é um cara que sabe explorar as técnicas das mega produções e ao mesmo tempo combiná-las com o cult movie, ou seja, aqueles filmes para geeks. Entretanto esta combinação está durando pouco, ela é desgastante, visto que hoje ela é claramente percebida em filmes como Transformers, o novo Star Trek ou séries como Sarah Connor Chronicles. É uma mistura do dramalhão de Barrados no Baile com os mistérios de ArquivoX. Aliás ArquivoX começou a morrer na quarta temporada justamente por causa desta "nova abordagem". Na verdade Mr. Abrams nem gosta de ser questionado nas junkets sobre estas questões dos dramas, dos acasos (inexplicáveis), de estender tramas, ele fica sério e seco quando o entrevistador levanta esse tipo de pergunta.
O novo profissional (que já está enchendo o saco) são estes roteiristas que conseguem combinar o cult com o popular, Felicity com TwinPeaks. Exemplo são Roberto Orci e Alex Kurtzman. Particularmente prefiro muito mais a cena televisiva e cinematográfica dos anos 80 e inicio dos 90 pois era só Robert Zemeckis bater na porta de um estúdio com mais 03 produtores e dizer: "- Tivemos uma idéia que vai dar certo, quer tentar?"... E daí surgia De Volta para o Futuro, Gremlins, Goonies, etc.
Mas vocês estão querendo as questões de Lost não é? Então vamos a elas. Vou publicar primeiro as perguntas que eu anotei, mais tarde escrevo aqui a resposta das perguntas que fiz nos posts anteriores.
Segunda Temporada
1. Por que eles tem que digitar os números a cada 108 minutos (eu sei que a soma dos números dá 108)?;
2. A ilha parece ser parte de um grande experimento da Dahrma e talvez por isso não exista em mapas. Os aviões e os barcos pararem lá pode ter sido pela força magnética, mas isso não explica o navio Pedra Negra com casco de madeira ser tão antigo na ilha;
3. Onde a senhora afro-americana Rose lava as roupas perto da praia se a fonte de água mais perto é nas cavernas? Ela lava com agua salgada do mar? Mistério...
4. Por que Hurley escolheu a senhora Rose para levar até a escotilha? Mais uma vez Mr. Abrams se aproveita do "acaso" para introduzir uma nova trama;
5. Se Hurley sonhou com o depósito de comida e no sonho ele comia uma barra do chocolate Apollo, como pode ele abrir a caixa na despensa mais tarde e ficar surpreso em ter encontrado uma "Apollo Bars"? Não é possível Hurley ter materializado o chocolate pois Jack já havia aberto as caixas antes e mostrado as barras em cena;
6. Por que as pilhas das lanternas nunca acabam? Mistério...;
7. A estrutura subterranea de concreto e titanio pode ser para cobrir uma fonte nuclear de vazamento? Sayd diz Chernobyl... A escoltilha implodiu para proteger esta fonte?;
8. Finalmente vi pessoas fazendo a barba e cortando o cabelo na ilha, mas um dos mistérios da ilha é o cabelo de Hurley. Será que ele quer manter o visual? Ninguém pega piolho na ilha?;
9. Até agora não sabemos como os "outros" não deixam pegadas;
10. Os "outros" são as pessoas que estão na ilha descalços, com roupas sem etiqueta e sujas? Parece que sim por causa das fantasias no abrigo e dos casebres do outro lado da ilha. Isto não explica o projeto Dharma e quem faz parte do projeto e quem não faz;
11. No primeiro dia na praia dos sobreviventes da cauda, por que ninguém ficou de guarda mesmo depois de terem sido atacadas e levadas 03 pessoas?;
12. O que é a lista? Como Ana Lucia leu tão rápido os 09 nomes assim que tirou do bolso de Natham, e ainda no escuro? A lista tinha como as pessoas eram, o que estavam vestindo? Como sabiam de tudo isso? Os "outros" tinham contatos no aeroporto?;
13. Por que o cara que estava com os "outros" matou Nathan sem razão se os "outros" falam que não matam sem motivo?;
14. De quem é o olho de vidro?;
15. Uma faca de 20 anos do exército americano é encontrada com "os outros"? Entre o grupo dos "outros", quem é o militar? Sawyer percebe na terceira temporada que ninguém ali tinha experiência com armas, então quem seria o militar?;16. Estou tentando várias sensações de Deja Vu pois as tramas estão se repetindo muito. Todos ali tem problemas com os pais, são golpistas, foram "sacaneados", enfim, muita repetição...;
17. Se todos sabiam que só havia uma bala na arma de Sawyer, como Ana Lucia ameaça as outras pessoas depois de ter matado Shannon? Ela pegou outr arma? ;
18. Por que a Dharma tem vários abrigos pela ilha? Ela colocava cada grupo em um ponto e mantia a "Pérola" para observação?;
19. Não deixa de me passar pela cabeça que os personagens estão morrendo por que os atores deixaram o programa. Fail! Mais uma vez o problema do acaso, sem explicação;
20. Como Michael sabia sobre as portas contra explosivos? Ele já esteve lá antes?;
21. Sawyer é o padrasto de Kate reencarnado? Ou ele confundiu Kate com Ana Lucia?;
22. Por que o mesmo cavalo que Kate viu na sua cidade na fuga aparace na ilha? Nos episódios seguintes, onde diabos foi parar o cavalo que sumiu de vez?;
23. Parece piada, mas toda vez que alguém sai do mato, a pessoa de frente faz cara de assustada e a de costas olha pra ela perplexa durante alguns segundos... tá perdendo a graça essa
forma de atuar previsível;
24. O cara da Dharma fala que se tentarem usar o computador para outra coisa pode acontecer um outro acidente. Outro acidente?;
25. Michael é um artista gráfico, por que ele queria verificar o hardware dos computadores do abrigo? Mesmo que ele queira falar com Walt pelo computador, isso não explica o porquê. Foi apenas uma deixa para introduzir um problema?;
26. Walt tem um computador aonde? Onde ele estava na vila dos "outros"?;
27. Por que as pessoas vêem Walt toda hora?;
28. O que é a criatura de fumaça negra?;
29. Todo mundo nesse grupo arranja um motivo pra ir para o centro da ilha, daí formam um grupo, vão atrás de quem foi primeiro, passam dificuldades e depois todo mundo retorna. Isso está se repetindo tanto que tá dando nos nervos...;
30. Zeke, o cara que pegou Walt, é alemão? Pq ele tem uma pistola lüger?
31. Por que Ana Lucia confundiu Scott com Steve se ela não estava lá antes? É uma inside joke dos roteiristas e produtores? As pessoas do campo confundiam antes sim, mas Ana Lucia não estava lá antes....
32. Foi sem sentido Sawyer tentar virar o xerife local pegando as armas... Por tudo que já havia acontecido, foi muito forçado;
33. A música Moonlight Serenade faz referência a Glenn Miller que sumiu durante a segunda guerra;
34. O que é o composto RX-1 que é dado a Claire e ao bebê?. Por quê o quarto de bebê para Claire, ela ia morar lá?;
35. Todo mundo tem medo dos "outros", mas todo mundo entra na floresta com a maior calma para resolver algum problema, catar frutas, caçar javalis, e nada acontece;
36. Mistério! Como Claire aprendeu a tricotar (visto a vida dela antes do acidente)?
37. Por que a mulher diz que eles vão ficar com o bebê e matar Claire? Para que eles querem as crianças?;
38. Você já pensou que as grávidas e mulheres casadas foram levadas para lá só para terem filhos e os "outros" querem proteger as crianças para manter sua comunidade? Os outros têm habilidades que ajudam a mantê-los vivos, Jack é médico, Locke especialista em selva, Sayd sabe tudo de comunicação, Ana Lucia é policial, Kate e Sawyer são hábeis com armas, Jin e Sun têm facilidade em achar comida, Rose é uma mãe veterana, tudo parece ter sido feito para que aquelas pessoas mantenham-se vivas enquanto dão a luz a bebês ou cuidam das crianças. Isso pode ter sido apenas a ladainha de série de tv de misturar vários tipos, mas também pode ter sido proposital. Se não fosse ladainha haveriam mais médicos, profissões diferentes como engenheiros, arquitetos, economistas, teria mais pessoas da mesma raça ou origem, ou ainda gordas como Hurley...
39. Aparentemente a ilha é um hexágono que possui túneis subterraneos por toda sua extensão, como mostra o mapa que Locke viu quando ficou com a perna presa. O mapa parece destacar um ponto de entrada, mas não define o que há no meio da ilha, o que pode ser a vila dos "outros";
40. Se o amigo de Hurley Dave não existe, de onde ele tirou os números?;
41. O personagem de Michael saiu da jogada por alguns episodios provavelmente po que o ator precisou sair?;
42. Libby também é maluca? Como ela virou psicóloga? Como ela estudou medicina?;
43. Por que a Dharma continua jogando paraquedas de comida na ilha se o projeto é antigo e não prosseguiu?;
44. Michael ter um surto absurdo por causa do filho foi muito "acaso" pro meu gosto. Muito sem sentido. Parece que Jack também está surtando;
45. Por que Locke sonhou com Yemi, irmão de Eko, se nunca o conheceu?;
46. Como pode Eko e John terem visões semelhantes?;
47. Zeke, no outro episódio, diz que achou Kate por que ela estava seguindo Locke, Jack e Sawyer. Kate ainda diz que seguiu eles por que Jack a estava excluindo do grupo. No entanto no episodio 22 Kate aparece seguindo Michael e não o grupo de Jack;
48. Charlie jogando as estatuas de heroina no mar é quase uma metáfora contra religião;
49. Toda vez que alguém morre ou volta para o acampamento tem aquela cena de todo mundo andando na praia de forma esparsada em direção ao enterro ou à pessoa que chegou... cena de drama muito manjada Sr. Abrams!;
50. Michael matou Libby por que ela apareceu de repente ou foi premeditado, ele espionou o campo antes de matá-la?;
51. Como os "Outros" sabem o nome da pessoas se Ethan não levou a lista? Eles procuraram os dados no Google? Ou será que tinham um espião seguindo cada sobrevivente antes do acidente?;
52. Já reparou que todo mundo na ilha tem uma mochila? Será que morreram vários estudantes secundários na queda? Tudo bem existirem algumas mochilas, mas todo mundo ter a sua é exagero....
53. Quem são os caras de amarelo que pegam Desmond? Kelvin Inlman é o militar que manda Sayd para a missão de trair o amigo e depois o ajuda a fugir do país. Como ele foi parar na ilha? Kelvin pega Desmond com vários outros caras de amarelo. Onde esses amarelinhs foram parar?
54. O magnetismo tão forte liberado pela bateria no abrigo de Desmond é responsável por atrair barcos e aviões? Se isso é verdade, como foi parar ali o galeão de escravos Pedras Negra que é bem antigo e de madeira?;
Terceira Temporada
1. Que falha absurda no primeiro episódio da terceira temporada... Juliet está de camiseta e quando o sinal do fogão toca ela corre para apagar de pullover rosa!;
2. Por que os "outros" só querem Jack, Hurley, Kate e Sawyer? Parece que só Jack é relevante ali;
3. O que é aquele zoologico? Haviam animais grandes ali? Eles criavam os ursos polares ali, dentro de uma ilha tropical? COm que motivo?;
4. Será que o avião caiu por que JAck tinha que salvar Ben?;
5. Quem é o padre com mão de pele branca para quem Eko se confessa quando era criança?;
6. Por que a fumaça mata Eko? A fumaça é o monstro que derruba plantas?;
7. Quando Ben está morrendo e Jack pede para falar com Kate, Danny conversa pelo walktalkie. Mas quando ele vai na direção de Kate ela já está com o braço estendido para pegar o Walkie Talkie. Como ela sabia que Jack queria falar com ela? Falha na atuação de Evangeline?
8. Os "outros" devem ter um puta designer para fazer os motion graphics que Karl estava assistindo quando Sawyer e Kate foram resgatá-lo. Um referência à LAranja Mecânica? Lavagem cerebral?;
9. Uau! Juliet também tem o poder de materializar coisas! Matou o ex-marido... De onde vêm estes poderes?;
10. Como as pessoas vão parar de repente no meio do oceano que nem Claire? Claire fala que nada todo dia e foi levada pela correnteza. Ela nada todo dia de roupa completa? Por que não vai só de sutiã e calcinha ou de maiô? Como ela tira o sal do corpo se a água está nas cavernas?;
11. Charlie acha uma garrafa de whiskey lacrada nas coisas de Sawyer para deixar Desmond bêbado. Entretanto, Desmond consegue arrancar a rolha com a boca! Uau! O cara é ninja! Eu só consigo com saca-rolhas;
12. Desmond acorda no chão de casa. As pessoas estão tendo um sonho coletivo? Elas só podem sair do sonho quando conseguem fazer alguma coisa boa que ajude as pessoas e não seja egoísta? Desmond vai e volta deste sonho?;
13. Uau, Desmond está vivendo tudo de novo o que já viveu antes... Provavelmente a época que estamos vendo não é a primeira vez que Desmond encontrou o grupo, por isso ele já sabia de Claire se afogando e do raio. Me pergunto o que teria acontecido na primeira vez em que Desmond viveu aquilo tudo pois ele não sabia de nada antes e Charlie morreu...;
14.Por que a história de Desmond parece tanto com a de Jin? Falta de criatividade dos roteiristas?;
15. Quem é a mulher que conversa com Desmond? Será o arquiteto da Matrix? Se ela diz que não pode fazer nada contra o universo salvando o cara de sapato vermelho, isso significa que Charlie vai morrer, não importa quantas vezes Desmond tente salvá-lo?;
16. Desmond viaja no tempo toda vez que leva uma pancada? E viaja no tempo nu? Será ele um exterminador bonzinho?;
17. Por que Charlie tem que morrer?;
18. Cindy estava com o outro grupo do lado da ilha e quando eles foram encontrar com o grupo de Jack, Cindy se perde do grupo sem nunca ter conhecido Jack oficialmente a não ser como aeromoça do avião. Entretanto quando preso na jaula, Jack diz que achava que ela havia sido capturada pelos "outros". Como Jack sabia tanto de Cindy?;
19. Como Jack sabia que a menina era filha de Ben se ninguém nunca disse nada a ele?;
20. Sawyer é o único que conseguiu fazer sexo até agora na ilha... Sawyer rules!;
21. O cara que estava com Desmond não sabia da existência do cara das vacas? Rousseau também não sabia? Era tão pertinho da casa dela....;
22. Uau. Claire desejou a morte da mãe e ela morreu também? Mais uma que materializa coisas? E Jack é irmão de Claire pelo jeito...;
23. O que o whisky tem a ver com a história? Aparece com o pai de jack, pai de Locke, pai da Sun...;
24. Como tem tanta gente nessa ilha que dá golpes! Acaso? Falta de criatividade? Ou faz parte da trama?;
25. Charlie sabia que Artz explodiu? Ele não estava com o grupo... Quem falou pra ele?;
26. Caraca! Paulo e Nikki foram enterrados vivos! Bizarro...
Sábado, 25 de Abril de 2009
Humor - Já conhece o Flutter?
Com toda essa mania de Twitter, um grupo americano resolveu fazer uma paródia dessa obsessão das pessoas por novas ferramentas tecnológicas (hardware ou software) cuja validade e importância as pessoas nem param para avaliar. O video é hilário, ele critica os longos textos do Twitter com 140 caracteres e propõe o "nanoblog", mensagens de 26 caracteres aleatórios. Os gadgets para utilizar o Flutter são incríveis, o óculos para visualizar Flutees no trabalho são perfeitos! Se você entende inglês, vale muito a pena. Deixe seus comentários.
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Marketing de cinema - Canais
Você com certeza já viu milhares de vezes as diversas formas que os grandes estúdios utilizam para divulgar seus filmes. Hoje em dia certas ações de marketing e publicidade se tornaram previsíveis, virando até mesmo motivo de chacota como no filme "O Show de Truman", entretanto continuam em prática ao lado de procedimentos virais ligados às novas mídias (como foi feito com Batman Dark Knight em diversos locais do mundo, inclusive em São Paulo). Se você não conhece eu vou te apresentar às formas de marketing mais comuns na indústria atual. Se eu esquecer de algum detalhe por favor me lembrem que irei adicionar aqui ao post.
Televisão e Rádio
Estes são os meios preferidos dos "marketeiros" oldschool. Começamos com os anúncios pagos apresentando trailers curtos, também chamados de "spots de TV". Raramente trailers são apresentados na íntegra, mas mostra-se apenas teasers dos melhores momentos do filme (mesmo que a montagem do spot seja melhor do que o filme).
O product placement também é bem comum, não é uma prática exclusiva dos filmes. Produtos, posters, bonecos (action figures), gadgets e outros itens do filme anunciadio são colocados em programas de TV, séries, sitcoms, webTV, videocasts, podcasts, etc. Em alguma situações os filmes são apenas mencionados no diálogo escrito pelos roteiristas. Por exemplo, a Fox pagou em American Chopper, uma moto totalmente baseada no filme Eu Robô (I, Robot).
Outra forma comum na tv americana é um programa ser totalmente dedicado a filme especifico. Pode ser um programa de entrevistas, um desenho animado, uma série de TV, ou seja, um episódio temático que constrói a marca do filme ou reforça a marca de filmes já conhecidos (Star Wars é campeão neste marketing televisivo). A prática se estende aos programas de entrevista que chamam atores e diretor para falar, ou ainda aos especiais para TV que mostram bastidores, efeitos especiais, entrevistas, etc (prática muito comum em canais de entretenimento como MTV, Nickelodeon, Cartoon Network, E!, Multishow, FX, Fox, entre outros). Muitas vezes esses programas especiais são pagos pelos estudios.
Por último estão os trailers longos, previews e cenas de bastidores colocadas em DVDs para locação, webTV (já viu aqueles programas na internet que aparece um comercial antes de começar o video?) , etc.
Internet
Apesar de já ter citado os videocasts e podcasts (que na minha opinião se misturam dividindo a audiência com a TV e o rádio), há ainda outras práticas para o patinho feio dos estúdios (por que os executivos acham que é apenas uma pequena parte da estratégia e não um dos principais meios). A mais conhecida talvez sejam os hotsites, websites feitos especificamente para o filme em questão e divulgados em posters, revistas, anuncios, etc. Normalmente no endereço do website as palavras do tíutlo são separadas por hífen (ex. batman-dark-knight.com).
Outra prática é a distribuição prévia de trailers e spoilers (cenas curtas que você não deveria ver) para sites, blogs e redes sociais, construindo assim uma campanha viral ond em algumas situações o video por até ser baixado, enviado para amigos ou anexado ao seu website (através de um código copiado do site original).
O marketing iral no meio digital está presente como qualquer ã ação de qualquer outra empresa, mas tem um roteiro mais ou menos pronto e não foge muito deste esquema. Quem fugiu mais do esquema "hotsite, trailers e fotos exclusivas" foi o último Batman que enviou pistas no meio virtual e colocou objetos escondidos pelas cidades, incluindo São Paulo.
Impressos
Anúncios em revistas, jornais, fanzines, quadrinhos, livros e postais (daqueles que você encontra em restaurantes) . Nos livros é a prática mais curiosa pois muitas vezes uma versão novelizada do roteiro é lançada como literatura. Outras vezes a capa do livro ou a dust jacket (capa contra poeira) é modificada ilustrando atores e cenas do filme em que o livro foi baseado. Em alguns casos há o selo "do filme..." ou "que gerou o filme...".
Nos quadrinhos a prática são similares às séries de tv, cenas no fundo, palavras no diálogo, contra-capas com propagandas, mas o mais comum, principalmente em filmes de super-heróis, é a editora lançar muitas revistas especiais, títulos novos, coletâneas, oferecer brindes junto com os gibis, etc. Neste caso a promoção do filme é quase uma troca de favores entre editora e estudio.
Merchandising
Além do muito criticado product placement, outras práticas são o co-branding e o co-advertising. Assim como Eu Robô, Eragon também esteve em dois episódios de American Chopper. Ainda a BMW tem uma parceria de sucesso com os filmes de James Bond e alguns fabricantes já formaram aliança com a saga de Transformers.
A segunda e talvez uma das práticas que mais dão dinheiro (veja George Lucas) são os brindes e produtos licenciados. Estas peças são distribuidas a jornalistas, "blogueiros" e até mesmo para alguns fãs em promoções, locais especificos (shoppings, cinemas) ou estréias exclusivas.
Tour Promocional
Esta é só para jornalistas, blogueiros e outros que escrevem sobre cinema e que são bem acompanhados pelos fãs (como é o caso do Omelete e do Collider). Atores, diretor, produtores, técnicos em efeitos, aparecem para a televisão, rádio e mídias impressas para entrevistas sobre o filme, na maioria das vezes intercalada com clips do filme. As entrevistas são conduzidas pessoalmente ou remotamente por telefone ou pela web.
Durante a produção do filme esses "sortudos" são chamados para realizar seu trabalho nos próprios sets de filmagem. Depois de terminada as filmagens são realizadas aparições do elenco nas principais cidades. Este trabalho caracteriza uma prática estranha neste meio que são as "entrevistas controladas", as chamadas Junkets. Fiz uma curta entrevista com Erico Borgo do site Omelete através do Twitter e o que ele me disse é que as Junkets são corredores ou circulos onde cada ator, diretor ou produtor está dentro de uma saleta e os jornalistas é que circulam por cada uma carregando suas perguntas. O tempo de cada entrevista é rigidamente cronometrado. O pessoal técnico é todo do estúdio e ao final das entrevistas os jornalistas recebem a fita beta com as duas câmeras (do jornalista e do ator) para poderem editar por conta própria intercalando cenas do filme.
É estranho sim, mas creio ser mais cansativo para os atores e diretor que precisam responder a mesma pergunta diversas vezes. Já se perguntou por que todo programa de cinema que você vê tem o mesmo fundo (com posters)? Respondido, todos os canais de tv, revistas, videocasts, etc, utilizam o mesmo cenário, na mesma sala, no mesmo lugar. Se um canal de mídia lhe disser que tem uma entrevista exclusiva, não acredite. Era assim que a quase extinta revista SET conseguia a maioria das suas entrevistas (que nas últimas edições eram a única coisa que prestava... até eu descobrir este esquema).
Nos Cinemas e Locadoras
"Em um cinema perto de você!" Com esta frase terminavam os trailers e propagandas do grupo Severiano Ribeiro. Na tela grande o que se vê são basicamente trailers. No cinema americano ainda existe a propaganda de games baseados no filme, hotsites, quiz (jogo de perguntas), promoções, etc.
Para as redes de cinema e para as locadoras (mais para os cinemas), existem peças promocionais físicas, como os posters (em tamanho normal ou gigantes), banners (aquele anúncio que você prende de uma parede à outra ou pendura em um prego), standups (figuras em tamanho real feitas em papelão mostrando personagens ou cenas de um filme) e por último os displays 3D que são aquelas grandes peças de papelão montadas na frente dos cinemas, muitas vezes dando alguma sensação de profundidade e às vezes com efeitos sonoros. Em poucos casos foram utilizados bonecos e cenários gigantes em complexos de cinema maiores como na promoção dos filmes King Kong, Senhor dos Anéis, Indiana Jones, entre outros.
Referências
Será que eu esqueci alguma coisa? Por favor me informem para que eu possa adicionar novas práticas do marketing de cinema a esta lista. Referências:
http://en.wikipedia.org/wiki/Movie_junket
http://www.chicagoreader.com/movies
http://en.wikipedia.org/wiki/Product_placement
http://productplacementtoday.blogspot.com/2007
http://www.developmentguruji.com/Blog/Online_Movie_Marketing
http://biblioteca.universia.net/
http://lazer.hsw.uol.com.br/
http://pipocadebits.blogspot.com/2009
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Crítica - A Fronteira da Alvorada
Hoje, mesmo doente, fiz uma daquelas "andanças" surpresa pelos cinemas de Botafogo. Na procura pelo "filme da hora", ou seja, o que estava começando naquele exato momento, entrei para ver A Fronteira da Alvorada (La Frontière de l'aube), principalmente por que no cartaz estava o ator de Sonhadores (de Bertolucci), Louis Garrel. Conheço o trabalho de Garrel e de seu pai, por isso esta acabou sendo a escolha certa, nenhum arrependimento. Sem a pretensão de elevar o filme a um nível artístico exagerado, o diretor Philippe Garrel se atém a uma constante do cinema francês, a relação homem-mulher e as tragédias oriundas do amor, rejeição e por consequinte a perda.
O que me impressionou mais no filme foi como cada quadro se apresentava como uma linda fotografia preto-e-branco dos anos 60, um trabalho maravilhoso do diretor de fotografia que acentuou os contrastes dando um ar soturno, sombrio e ao mesmo tempo melancólico e romântico (não sei por que me lembrou Brigitte Bardot em filmes coloridos). As passagens de cena são similares aos filmes dos anos 60 de Truffaut (aquele pulo que não finaliza a cena anterior e nem introduz a próxima cena) e, sempre que uma cena necessitava ficar mais sombria, utilizava-se o círculo negro dos filmes mudos que abre e fecha para a passagem de cena (um ar quase expressionista).
O filme também é muito focado no movimento dos atores e nas expressões faciais. Eu já disse como fiquei impressionado quando entrei no Filmmuseum Berlin e vi aquelas telas com rostos enormes? É para isto que o cinema existe, para mostrar imensos closes em tela grande. Só o rosto da linda Laura Smet já fica um longo período na tela logo no incio do filme. Quanto aos movimentos, destaco a cena em que Carole (Laura Smet) está deitada no chão lendo um livro e se contorce para todos os lados, impaciente, uma cena linda com uma mulher linda, no melhor estilo do cinema francês (é como dizem, as mulheres francesas parecem mais naturais que as outras).
Sem enrolar e sem oferecer spoilers. O filme trata da relação entre o fotógrafo François (Louis Garrel) e a atriz em ascensão Carole. Carole é casada com um ator que está crescendo em Hollywood e quase não visita a cidade, o que dá margem a uma relação livre entre ela e o fotógrafo. Entretanto, a relação entre Carole e François começa a passar por problemas levando ambos ao extremo da culpa, depressão e a outro arco que se contrói devido a obsessão de ambos um pelo outro. Se eu contar mais estrago a diversão.
Não siga adiante se você ainda irá ver o filme. O que o filme tenta falar (talvez) nas entrelinhas é que, as mulheres tendem a sofrer por amor mas ao mesmo tempo querem jogar o jogo do ciúme, da rejeição, ignorando o parceiro sem se dar conta de que aquilo desgasta o outro. O homem por conquinte se afasta e a mulher acaba culpando-o pelo fracasso do relacionamento (sem entender que suas atitudes é que levaram à queda). A mulher real é sempre a metade da relação que tem a opção, ou seja, ela pode ter o amante, pode voltar ao marido e pode ainda se insinuar para um amigo em uma festa (como Carole faz na presença de François), mas no fundo está brincando em um jogo que não leva a lugar nenhum e que pode levá-la a perder o grande amor de sua vida.
Por outro lado, o homem não sabe lidar com este "grande amor", vivendo uma fachada de despreendimento que por dentro se materializa como dependência, a obsessão que faz crescer o medo de ser abandonado devido ao fato de que a mulher tem mais opções de relacionamentos novos do que ele. Entretanto, a mulher grávida retorna aos braços do homem na tentativa de manter uma relação e dar um bom pai para seus filhos, mas ela não enxerga que a combinação bom amante e bom marido/pai não existe, é preciso fazer uma escolha (como diz o pai de Eve, interpretada por Clémentine Poidatz). Todas estas caracteristicas podem ser definidas como puro e simples desentendimento consciente, ou seja, a tentativa de possuir e ao mesmo tempo jogar com o outro mantendo-se neutro no teatro da vida, a consciência é plena mas prefere-se não enxergar as consequencias.
O amor prisioneiro fica para sempre assombrando as novas relações, e François não consegue esquecer Carole, mesmo após sua morte, fica obcecado com o fantasma que lhe aparece de tempos em tempos através do espelho. Deixando a conversa pseudo-intelecutal de lado, recomendo este filme para todos, principalmente os que conseguem enxergar as minucias da fotografia e dos paralelos que o filme faz com situações da vida real. Copiando Marcelo Hessel: "A certa altura, quando ele diz à sua noiva que não pode usar um salão nos fundos da casa do sogro como estúdio fotográfico "porque ali tem luz demais", há um significado embutido na frase: François prefere a imagem enevoada de uma idealização à luz da realidade."
Observação que os cinemas do grupo Estação se renderam de vez às propagandas no cinema. Uma das maiores reclamações dos frequentadores de cinema, as propagandas agora afetam até as salas "cult". Antes de começar o filme me abriu uma grande tela azul da TIM com uma menina estática na lateral direita. Daí um balão de quadrinhos sai da boca dela e dentro do balão passam os trailers! Meu Deus! Que bizarro foi isso! Se é para me dar comerciais, me dá o ingresso de graça!
Em breve críticas de Segurando as Pontas (Pineapple Express - 2008) e Appaloosa - Uma Cidade sem Lei (Appaloosa - 2008)
Domingo, 19 de Abril de 2009
Mistérios de LOST - Parte 02
Não estava de bom humor pois andei doente, por isso não escrevi antes e neste período acabei terminando a primeira temporada completa e as entrevistas do box. Hoje em dia na TV americana (e também no cinema e na música), é mais fácil repetir fórmulas que dão certo do que inovar ou experimentar algo diferente. Me deixa triste ver entrevistas com pessoas tão geniais como J.J. Abrams e seu co-roteirista, e ver que ambos, apesar da genialidade, querem inserir dramas pesados no meio de uma série que poderia estar mais inclinada ao suspense, à ótica dos thrillers, do que às choradeiras e abraços.
Se David Lynch pensasse nessas coisas, nunca teria lançado Twin Peaks, se Chris Carter se preocupasse com dramalhões, não teria feito Arquivo-X. Poderia citar diversos outros diretores e produtores, mas acho que esse é o ponto que me fez parar de ver LOST no início da série. Claro que ver os episódios em sequencia, direto, traz um envolvimento bem maior, mas mesmo assim têm-se que aguentar a "encheção de saco" da narrativa. Quiseram misturar Twin Peaks com Dawson's Creek e puxaram mais a "sardinha" para o lado de Dawson's Creek do que para a tensão, terror e suspense.
Cuidado com os spoilers pois suponho que eu seja o único atrasado nessa série. A primeira temporada não responde nada, e fica estendendo as histórias e dramas de forma desnecessária à trama. Os mistérios são ótimos, mas são alongados de tal maneira que perde-se o público, principalmente se você, como eu, não gosta das partes emotivas e da choradeira... Das minhas perguntas anteriores, posso dizer que foram respondidas as seguintes questões:
RESPOSTAS
1. Finalmente Michael consegue na sua balsa, fazer com que um dos comunicadores do avião funcione. A ilha também parece ser algo "não-real", meio que flutuante, algo que pode ser trocado de lugar de acordo com a vontade de outrem, por isso a escotilha que pode levar a uma cabine de pilotagem, qualquer coisa assim. Pode ser que seja um ambiente controlado para testar espécies de plantas e animais, e o avião caiu ali por acaso? Talvez...;
2. Diferente do que meu amigo Dico afirmou, duas partes do avião foram encontradas, a frente e o meio. A traseira pode ter caído no mar, não sei...;
3. Esta questão continua sem explicação;
4. Os personagens têm visto a criatura claramente durante a série, inclusive a câmera mostrou pelo menos duas vezes o suposto monstro correndo ao lado deles e na direção de Locke. Parece ser algo invisível, mas isso ainda não explica como a criatura pegou o piloto no ar e puxou Locke para dentro da terra. Será um minhocão gigante? Braços robóticos do Dr. Octopus?;
5. A ilha é enorme como vimos da balsa de Michael, mas nainda não dá pra dizer se é uma ilha ou a ponta de um continente;
6. A questão do cachorro ainda não foi respondida;
7. Realmente JJ usou 3Ds na pós-produção, mas não foi na ilha... (com exceção das plantas feridas pelo monstro e dos truques de câmera);
8. Os ursos ainda são uma incógnita. Onde eles vivem na ilha? Por que aparecem de repente? Quantos ursos existem na ilha?;
9. Lembra quando falei do Google Earth? Pois é. Mas uma coisa que prova que a ilha meio que se move e eles nunca estão no mesmo lugar;
10. Ainda não se sabe como John Locke ganhou experiência com a selva e com facas. Também não sabemos se ele foi um combatente de guerra, mas me parece que a vida dele era bem simples antes de esbarrar com os pais;
11. Não vimos mais o pai de Jack a não ser pela confissão de Sawyer;
12. A mulher que se afogou parece que foi só um pretexto para Mr. Abrams dizer que Kate tentou roubar os papéis dela quando tentava embarcar na balsa de Michael (odeio essas soluções que não fazem sentido para a trama);
13. Jack continua sendo o herói, só não entendo como pode ter apenas um Jack e 39 "bunda-moles" (contando os demais personagens principais). Os coadjuvantes não fazem nada nessa ilha? Não se metem em confusão? Estão sempre sadios?;
14. Continuo não entendendo a memória de Jack sobre o caixão;
15. Motivos dos problemas familiares ainda não foram respondidos;
16. Ups, Charlie! Um avião cheio de heroína! Da mesma forma que a mulher se afogando, o avião vira um pretexto sem sentido para abrir um novo arco no drama de Charlie com as drogas;
17. Ainda não sei quem falou pra Jack sobre o urso polar;
18. Caramba! Minha dúvida sobre a barba do pessoal foi levantada por aquele humorista americano nas entrevistas! Eita erro de continuidade Mr. Abrams!;
19. Quem bateu no iraquiano foi Locke! Pronto.;
20. O povo das cavernas e da praia se uniram? Por que vejo pouca gente em cena para deixar claro que existem 40 pessoas ali...;
21. Além de estarem envolvidos com a morte de alguém, todos os sobreviventes tiveram problemas com o pai. Os pais resolveram dar um castigo bizarro para todos?;
22. Não sei a quanto tempo a francesa está sozinha, mas se está ali por 16 anos "alone", não era pra ter surtado mais do que está?;
23. Não sei ainda por que a francesa mandou a mensagen em francês e não em inglês;
24. Ainda não sei o que Kate fez além de fugir e matar sem querer o seu melhor amigo.
NOVAS PERGUNTAS
1. O filho de Claire é o anti-cristo? A ilha não gosta de crianças? Os "controladores" da ilha querem salvar as crianças de sofrer ali? Será que todo esse mistério tem fundo religioso? O que será que o vidente de Claire viu e não contou? Por que o vidente insiste tanto que ela tem que entrar naquele vôo em específico, o que ele sabe?;
2. Por que após dizer que Claire tem que cuidar do bebê, o vidente muda de idéia e resolve dar para um casal em Los Angeles? Quem é esse casal? Ficou mal explicado o fato de Claire já ter encontrado com outro casal e desistido... Que casal era aquele?;
3. Sawyer é um nerd de primeira. Ele chama Hurley de Stay Puft, o monstro de Caça-Fantasmas (pessimamente traduzido na dublagem e na legenda como "docinho"), chama o marido de Sun de Sulu (Star Trek) e em outra ocasião se refere a relação dele com Michael como Han e Chewie (Star Wars). Ainda em coutra cena ele chama Walt de Tatu, da Ilha da Fantasia (pessimamente traduzido como "tampinha"). Continuando nessa leva da péssima tradução feita no Brasil, o canal VH1 é traduzido como MTV no episódio 11! Alguém avisa que não é a mesma coisa!;
4. Quem é Ethan? Por que sequestrou Claire? Se ele queria só o bebê, por que sequestrou Charlie junto? Ethan tem super-poderes ou foi ajudado a levar duas pessoas para o meio da floresta? Se ele tem superforça, por que não arrebentou a cara de Jack? Como ele ergueu Charlie na árvore em tão pouco tempo? Por que Claire ficou com amnésia? A morte de Ethan não teve nexo, Charlie surtou de forma esquisita e inexplicável, mesmo sabendo que interrogá-lo poderia ajudar;
5. Charlie se refere a "eles", mas depois de curado, não se fala mais nisso...
6. As habilidades de Kate com armas e luta ainda não foram respondidas;
7. Por que a senhora afro-americana tem certeza que o marido ainda está vivo? Onde ela foi parar no resto da série?;
8. Locke realmente carregou Shannon para o meio da floresta e amarrou ela lá só para Boone soltá-la? Locke é um cara "pancada"...;
9. Escondidos no bambuzal, Shannon e Boone não viram a criatura? A criatura emite luz? Por que a luz ficou bem forte quando o bicho chegou perto dos bambus... Por que o sonho de Boone com a morte de Shannon? A criatura no sonho parece ter dentes, mas ela morde e solta sem comer, só pelo prazer de matar?;
10. A revista de Walt mostra o Lanterna Verde, um alienígena rosa, um urso polar e uma ilha flutuante. São pistas?;
11. Por que o pássaro que Walt olhava era o mesmo que bateu na sua janela e morreu, quando estava na Australia?;
12. Por que o padastro de Walt tem tanto medo dele? O que essas crianças tem de tão importante no seriado? Será que o pássaro morto na janela e os ursos da ilha são materializações da cabeça de Walt? Afinal ele viu o pássaro em um livro e o urso na revista do Lanterna Verde;
13. Por que as vozes que Sawyer e outros sobreviventes escutam diz "- Vai ter troco!"? Será vingança contra coisas que elas fizeram no passado, ou será vingança pela morte de Ethan (ou do urso polar)?;
14. Sabemos que de alguma forma quase todos já se viram antes. Sawyer conheceu o pai de Jack, Shannon já viu Sayhd, etc.;
15. No flashback, quando o marido de Sun vai na casa do secretário Han dar o aviso que o pai de Sun pediu, a filha do secretário está vendo TV com um Sharpei. Na TV aparece Hurley rapidamente. Por que Hurley aparece na TV coreana (episódio 17)? Por que ganhou na loteria em outro país?;
16. Por que Hurley tem tanto azar? Quem é o amigo deficiente de Hurley, Lenny? Quem trouxe os números para Lenny? Será que alguém já foi na ilha e voltou? O que são os números? Quem é Sam Toomey em Kalgoorlie? O navio de Sam e Lenny passou perto da ilha? Será o triângulo das bermudas?;
17. Todos os personagens principais escutavam de outras pessoas (principalmente os pais), que não serviam pra nada, daí cria-se o drama para que ali eles provem ser alguma coisa;
18. Por que Locke ganhou os movimentos de volta mas não sente nada nas pernas (dor, queimação, etc.)? Por que ele perde a locomoção de novo quando tenta ajudar Boone e depois recupera quando Boone fica ferido?;
19. De acordo com a lei religiosa muçulmana e com os preceitos das organizações existentes, o amigo de Sayhd nunca iria se matar por suicidio, sem ter a oportunidade de virar um mártir. Isto foi mal feito e pouco pesquisado. Suicidio desproposital (sem causa religiosa) não é saída nem nos muçulmanos mais fanáticos e radicais;
20. Quem quer pegar bebês na ilha? Serão os caras do barco que sequestrou Walt? Quem faz a fumaça negra? Será Ethan um dos amigos da francesa? Por que ele queria o bebê?;
21. Pra que serve o sistema de segurança da ilha? O que ele faz? Segurança contra o que ou quem?;
22. O mistério da ilha eu já descobri. A fumaça faz todo mundo chorar e se confessar um com os outros! Eita choradeira! Haja cristal de aniz para todos esses atores... Será que Mr. Abrams vai fazer todo mundo chorar no novo Star Trek? Engraçado como nessa ilha todo mundo se sente culpado de alguma coisa;
23. Afinal, o padre africano está relacionado com o navio Black Rock ou com o avião que caiu? Por que um navio de escravos que saiu da costa da África tem escrito "Explosives" na caixa de dinamites? Por que está em inglês? Ok, o navio era inglês. Pronto.;
24. Quando os personagens principais morrem todo mundo fica abalado e metade do episódio vira uma tentativa de salvá-lo e fazer um funeral decente. Entretanto, quando Artz morre eles viram, falam "-Que merda..." e continuam a fazer o que estavam fazendo como se nada tivesse acontecido. Coitado dos coadjuvantes... ninguém liga;
25. Se aquelas pessoas estão sendo punidas, como conseguiram colocá-los todos no avião ao mesmo tempo? E por que mataram as outras que estavam na traseira do avião, frente e meio?;
26. Como o navio pirata foi parar no meio da mata? Caiu do céu? Foi empurrado por gigantes ou super-heróis? Estes escravistas foram parar lá do mesmo jeito que os outros barcos e aviões?;
27. Hurley, Michael e Charlie estavam no mesmo hotel antes de viajar! Coincidência?.
28. [2ª Temporada] Quem é o Desmond? Por que Jack o reencontrou na ilha? Por que ele tem uma casa tão legal nos subterrâneos da ilha? Para que servem aqueles controles computadorizados que ele tem?
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Mistérios de LOST - Parte 01
Mesmo gostando de quase tudo que rola no mundo cult, confesso que tenho um certo preconceito quando algo se torna popular demais. Quem segue o meio cult sabe que até mesmo os filmes de Cassavetes quando ficam muito falados por aquelas pessoas de óculos de aro grosso, meia colorida e/ou gola rolê, todos vestidos de preto, já vira automaticamente um saco, insuportável, intragável. O pop cult só é pop cult quando é adotado pelas pessoas normais quando é claro, gostam de coisas cults. Se fantasiar já entra em outro patamar. Mas entrei nesta discussão por que um amigo estava insistindo para que eu visse Lost.
Quando houve o primeiro alvoroço em torno da série eu decidi ver alguns capítulos, porém não gostei do que vi nos três primeiros episódios e desisti. O seriado segue a linha dos dramas "made for tv" americanos, diferente da HBO que faz verdadeiros épicos. Existem os conflitos "chavão", os episódios que terminam com todos se ajudando e olhando o horizonte ao som de músicas piegas, o final misterioso que dá deixa para o próximo episódio, enfim, previsível no estilo narrativo. Este mesmo amigo esta semana me emprestou as 4 primeiras temporadas e me pediu para que aguentasse até o sexto episódio, que depois melhorava.
Até agora vi do 01º ao 09º episódio da série. J.J. Abrams é um cara ótimo para criar mistérios. Confesso que lá pelo quinto episódio eu comecei a me interessar em desvendar os mistérios da "ilha de Caras", mesmo com a perturbação do estilo americano de narrativa, câmeras e conflitos (por que todo personagem nesses seriados têm que ter passado por uma choradeira antes dos eventos principais?). Mas estou vendo com carinho e com meu caderninho do lado já que meus amigos estão curiosos para saber minhas teorias sobre a ilha.
Vou escrever periodicamente conforme for assistindo os episódios, por isso acompanhem minhas teorias malucas e críticas do seriado. Vamos lá, do primeiro ao nono episódio levantei algumas questões obscuras, shall we?
1. Normalmente um avião daquele tamanho possui uma rota definida, uma caixa-preta e comunicadores de alta potência. Aceita-se que o desvio da rota foi uma possível causa da queda por ter ido de encontro a algum fenômeno atmosférico. A caixa-preta ainda é uma incógnita. Os comunicadores, de forma estranha, não funcionam na ilha, mesmo com toda a potência;
2. Descarto a idéia da queda ser algo planejado por outras pessoas (governo, sociedade secreta, sei lá) pois a separação do avião em 03 partes foi algo bem "feio", não dá pra arquitetar algo tão bizarro assim ao menos que você queira matar todo mundo dentro da aeronave;
3. A parte dos sobreviventes provavelmente bateu na água após a queda o que de certa forma amorteceu o impacto. Entretanto não é explicado por que o piloto afirma que o avião caiu quando estava a 60 metros. Será que ele desceu por que viu que ia cair? Algo puxou eles pra baixo após a queda da cauda (pois a cauda caiu ainda bem alto), sei lá....;
4. Ainda não foram explicados os barulhos na floresta, principalmente da criatura gigante. Mesmo a francesinha que está lá há 16 anos e John Locke que ficou cara-a-cara com a besta, não sabem dizer o que é a criatura. Cá entre nós, você acredita que um monstro desses seja invisível? Pode até ser, mas se ele for visível o roteirista vacilou pois a esta altura alguém já teria visto o dito cujo. O bicho comeu o policial de "Heroes" dentro do avião e sumiu de novo;
5. Aparentemente eles ainda não sabem se estão numa ilha ou parte de um continente, vamos ver....;
6. Por que nos primeiros episódios o cachorro fica escondido no meio do mato olhando para as pessoas de forma suspeita? Será que ele sabe alguma coisa? Ele pensa? Ele é o Manimal? Um budista reencarnado? Sei lá, mas sei que ele sabe de alguma coisa e não quer falar;
7. Sr. Abrams, pô, coloca um pouquinho de 3D nestas locações reais! Pior que ver florestas e montanhas reais é ver Foz do Iguaçu nos filmes de Indiana Jones dizendo que é no Peru, ou México, sei lá...;
8. De onde saiu aquele urso polar? Mesmo que ele tenha parado lá de alguma forma, um animal daqueles não sobrevive nem 01 mês naquele ambiente tropical. Será que ele caiu do avião? Será que ele era o co-piloto? Hein, hein?;
9. Numa época em que Google Earth varre a terra inteira e os satélites beiram o absurdo na precisão, como pode um avião tão grande sumir numa ilha? Como pode existir uma ilha tão grande e desconhecida? Hein, hein? Listen Toto! We are not in Kansas anymore!;
10. Quem é afinal John Locke? Como ele adquiriu tanta habilidade na selva e com facas sem nunca ter feito uma aventura destas? Como ele voltou a andar? Ele é um coronel de verdade? Um ex-combatente do Vietnam? Mistério.... Aliás, ele diz no antigo trabalho que Norman Croucher (com pernas amputadas) escalou o Everest quando na verdade este escalou o Cho Oyu. Muito tempo depois Mark Inglis, que também é deficiente, conseguiu esta façanha, mas não Norman;
11. Quem é o homem de terno? Será que Jack, depois de sair de Party of Five, ficou louco, e o espectador participa da insanidade? O pai dele está vivo e gosta de "zoar" ele ficando de costas e só começando a andar quando ele chega perto? Por que ele está de terno se a ilha é quente paca?;
12. Pra que aquela mulher doida foi nadar tão longe quando todo mundo estava dormindo?;
13. A viagem emocional de Jack é meio messiânica, convenhamos né? Até Joseph Campbell lhe diria isso. Ele passa por uma situação dificil com o pai, acha que não tem a capacidade de liderar o povo e após buscar seu caminho seguindo o pai volta para guiar a multidão para o lugar certo;
14. Por que Jack nunca citou nos primeiros episódios que ele estava trazendo o caixão do pai para ser enterrado? Ele esqueceu? Só lembrou quando viu? Não entendi... Problemas de memória Jack?;
15. Afinal, por que o pai de Jack surtou? Por que o irmão mau do Drive Shaft de repente virou o Ken da Barbie?;
16. A droga do Dominic é melhor do que a multiplicação dos pães, nunca acaba... Um saquinho de sacolé pela metade durou mais de uma semana... Ainda bem que ele é controlado, já pensou morrer de overdose na ilha?;
17. Desde o primeiro episódio ninguém fala para Jack sobre o urso polar, entretanto mais a frente ele fala no urso como se fosse algo que ele sabia há dias. Quem contou?;
18. O maior mistério de Lost é, por que não cresce a barba e nem o cabelo de ninguém? Será o efeito sobre a queratina, um dos mistérios da ilha?;
19. Quem bateu no iraquiano quando ele estava colocando a torre de comunicação para triangular o sinal?;
20. O seriado a esta altura começa a tomar um ar de "Senhor das Moscas", as duas tribos, os conflitos exacerbados por causa do isolamento;
21. Já repararam que todos que sobreviveram estão de alguma forma envolvidos com a morte de alguém? Reparem só. Jack e o pai, Sawyer e os pais, os coreanos, Kate, todo mundo matou ou deixou morrer alguém...;
22. Como os amigos da francesa morreram na ilha? Há quanto tempo ela está sozinha?;
23. Se a francesa fala inglês, é casada com um "Robert" e estava numa expedição australiana, por que diabos ela pediu socorro na transmissão em francês? É doida? Foi erro dos roteiristas? You be the judge!;
24. O que a Kate fez afinal? Por que ela estava fugindo? De que agência do governo é o oficial que levou um tiro de Sawyer? Por que todas as mulheres em Lost são magrelas curvilineas? Este seriado só tem mistério...
Este foi o primeiro ciclo pessoal. Minha teoria até agora é de que eles caíram em um mundo bizarro de outra dimensão (sim caros físicos!), algo como o triângulo das bermudas, a terra selvagem da Marvel ou o mundo bizarro do Super-homem. Só sei que pelos acontecimentos, é impossível ser no planeta Terra, na realidade em que vivemos. Um vórtice dimensional como em Donnie Darko? Não sei... A impressão que dá é que é outra realidade, e que seres humanos já estiveram ali antes explorando o local (sem contar a francesa e cia.)... Viagens dimensionais? Wormholes? Outra idéia maluca é que todo mundo morreu e só aqueles que tinham assuntos pendentes ficaram vagando na ilha. Eca, mucho loco....
Respondam estas perguntas nos comentários mas não coloquem spoilers hein! Existem dúvidas demais a serem respondids , umas bem pequenas, outras bem grandes, o fato é que até agora não percebi uma "amarração" entre os fatos da história. Ah, mais uma coisa, não podia esquecer do politicamente correto, um afro-americano, um iraquiano, um casal de irmãos jovens, a senhora de idade, o médico, a criminosa, o especialista em selva, o gordo, o drogado, etc.! Viva a diversidade da fauna na mídia americana! Viva! Até parece que isso não foi de propósito...
Sábado, 28 de Março de 2009
14º Encontro de Web Design
O 14º Encontro de Web Design no Rio de Janeiro promovido pela Arteccom ocorreu como esperado (nada de muito diferente, propagandas de patrocinadores, biscoitos de feira e sanduiches merenda escolar, me perdoem Arteccom, culpa do buffet), mas como sempre trouxe ótimas palestras de figuras conhecidas no meio do design (apesar de que, sinto falta das palestras internacionais que existiam nas primeiras edições do evento). Os dois primeiros palestrantes, Julius (Taschen) e Zeh Fernando (Firstborn), não tinham muita presença de palco e estavam bem acanhados (o primeiro com gestos dignos do livro "O Corpo Fala"(PDF) e o segundo falando rápido demais), mas isso não tirou o mérito e o valor das ótimas explanações. Destaque para Cristiane Dalmati à frente do direcionamento das palestras.
Nada deste post foi gravado em video ou áudio, estou escrevendo tudo de minhas recordações e textos escritos no celular... (atenção Arteccom, faltou material naquela sacolinha... cadê meu bloquinho e caneta para anotar? ah, sacolas plásticas já não são mais usadas na Alemanha pois fazem mal ao meio-ambiente, pergunta só pro Gil...). Antes de apresentar as palestras quero comentar mais algumas coisas.
A lanchonete do Centro de Convenções Sul América é um absurdo de caro... Até um pacotinho de chiclete Trident custava mais de 200% a mais do que em lojas comuns. A região do Centro Sul América é um pouco perigosa depois de certa hora e, ainda de dia, o segurança do local estava nos avisando de roubo de carros na região (preferiria na UERJ...). O Norte Grill, apesar da boa comida, tem atendimento ruim, é mal organizado, apertado demais, confuso e "atrapalhado".
A Arteccom mudou o nome do evento após esta edição no Rio de Janeiro (não entendo o porquê) para EDTED (Encontro de Design e Tecnologia Digital) e unificou os websites dos eventos que antes da edição Rio eram duas coisas distintas. Claro que esse nome favorece o marketing em cima dos dois eventos, mas achei desnecessário... Agora vamos às palestras do dia 28/03/2009!
Julius Wiedemann
Julius Wiedemann, para quem não sabe, é o responsável por diversos títulos de design e artes da editora alemã Taschen e é brasileríssimo, carioca. É um daqueles caras que você fala:"- Na foto parecia mais alto!", mas seu conhecimento de artes e novas mídias é invejável. Sua apresentação teve como elemento ilustrativo as imagens de um livro recente da Taschen chamado The Circus: 1870-1950.
Os circos, carnivales, parques itinerantes, sideshows e Volksfest (festa do povo em alemão), traziam para pequenos locais espalhados pelo mundo (principalmente europa e EUA), as novidades, o entretenimento exótico, o fora do comum, coisas que despertam a curiosidade. Julius traçou um paralelo desta descoberta humana do inicio do século XX com o jeito cativante dos produtos de entretenimento nas novas mídias. Naquela época navegadores e exploradores viajavam pelo mundo para encontrar coisas novas (naquela época até gorilas, elefantes e hipopótamos eram estranhos e surpeendentes), hoje a tarefa de surpreender é papel do profissional criativo.
O profissional criativo tem que pensar que as mídias interativas são feitas por pessoas, e a maior dificuldade é pensar como passar a experiência de envolvimento com o mundo físico para a internet, tv interativa, ou seja lá qual for a sua mídia. O bom profissional pensa em interatividade além da web, além do que a internet e demais tecnologias representam. As mudanças são rápidas e não perdoam ninguém que se abraça a velhos conceitos ou não entendem essas novas formas de se comunicar.
Julius fez muitas citações relacionadas à área criativa como Marcelo Tas ("a maior banda larga para o ator é o teatro"), Ajaz Ahmed (Akqa), agência Firstborn, agência Fantasy Interactive e os relatórios da Nielsen Media Research.
Zeh Fernando
Zeh é uma "figuraça". Um "jovem velho" com cara e roupas de garoto que parece que colocou o dedo na tomada. Sua oratória é mais rápida do que muitos cérebros conseguem processar, mas creio isto ser normal em pessoas de grande conhecimento (eu nem tenho tanto assim e às vezes penso mais rápido do que falo e minhas palavras se atropelam). Zeh é um freelance trabalhando em estilo Home Office (acho) para a Firstborn em Nova York e residindo em São Paulo. Na verdade Zeh não é designer, mas sim um grande Flash Developer que trabalhou em pedaços de grandes projetos internacionais para firmas que, seguindo a linha dos games atuais, estão transformando websites em grandes produções hollywoodianas com atores famosos, animatronics, diretores, etc.
Zeh tratou basicamente das Rich Internet Applications, também conhecidas como RIA e de cases da Firstborn. A questão é, quando aplicar as interfaces ricas? A internet deixou de ser um simples dicionário onde termos são buscados , conteúdos escritos e informações acolhidas. Para que seu usuário gaste mais de 1 minuto no seu site e fixe a sua marca na cabeça, é necessário mais do que um simples site com "quem somos, nossos produtos e contato", precisa-se transformar a mídia em uma experiência onde o tempo gasto sirva não só para lembrar da marca mas também para se transformar em viral por si próprio. Afinal de contas, apesar de todo mundo apertar "skip intro" (todo mundo meeeesmo), estes ainda querem ver algo inovador.
Na era dos MSNs, Delicious e Twitter, ninguém mais vai cair nas velhas fórmulas da interatividade entre individuos convidando amigos pelo seu website ou recorrendo a antigo padrões de comportamento para compartilhar informações. A navegação hoje é cooperativa, acontece em tempo real e utiliza multi-ferramentas. Nem mesmo as campanhas virais conseguem "congelar" as tradições. Zeh Fernando citou ainda o Middle Finger Pub da Gringo, a campanha Let Your Worries Go da Northwestern Mutual, a agência Tribal DDB e Eric Eng.
Luis Marcelo Mendes
Luis Marcelo da Tecnopop também parece meio louco (mas qual artista não é?). Apesar de ninguém chegar aos pés de Mr. Radfharer, Luis também consegue combinar de forma envolvente conteúdo, palco e humor. Seu tema foi como entreter um entertainer, ou seja, como produzir um trabalho para outro artista (seja ele artista ou não), mas não foi só isso. A moral da palestra de Luis é que, muitas vezes o cliente vai saber o que é melhor para ele de forma mais sensata do que você, do que todas aquelas coisas que você acha inovadoras, estratégicas e ideais. Apesar de parecer, não existe o óbvio, é preciso ter feeling para entender o que o cliente precisa e não aquilo que você ou ele querem para o produto.
Em outra linha, o mais comum é uma banalização do trabalho por parte dos clientes, pois na verdade eles não têm a minima noção do campo com o qual estão lidando. Suas informações sobre arte, marketing ou publicidade são superficiais (mas ele não sabe disso) e então vêm com uma imagem bem clara de como os sites e campanhas devem ser para o seu mercado. Ao te passarem o briefing, a primeira frase será: "- Quero um design manero, chocante...mas bem simplisinho. Parecido com esses sites aqui que eu vi ontem.". E aí você fica sem entender o que ele quer (que nem ele entende), o que acaba gerando retrabalhos (conhecido na engenharia de software como refactoring), coisas cortadas do projeto original (ou pior, adicionadas) e uma dor de cabeça colossal pois algumas coisas não foram previstas em contrato.
A idéia é, compreenda o que o cliente precisa, entenda sua forma de pensar, deixe claro e traçe a forma como o cérebro do seu cliente funciona, e acima de tudo, "kiss" (keep it simple stupid!) e "kill your darlings" (mate o que é querido mas desnecessário).
Gil Giardelli
A palestra do Gil Giardelli foi algo mais filosófico sobre ética profissional, ser mais humano, unir as pessoas (redes sociais, .comunicação e sharing), ajudar o próximo e viver em um cyberespaço onde as ruas não tem nome, apenas as pessoas importam. Apesar de falar pouco sobre web design, não deixou de ser, na minha opinião, a 2ª melhor palestra do dia (a 1ª foi a do Cassano, páreo a páreo com o Luis Marcelo). Gil falou sobre como as redes sociais estão permitindo uma nova consciência, uma nova forma de pensar, algo que era inimaginável a alguns anos atrás: a inovação coletiva: "Você é aquilo que compartilha".
"Ciência é o que o pai ensina para o filho, e tecnologia é o que o filho ensina para o pai.". Ninguém acrditava que isso fosse acontecer. Um dado importante é que muitos cientistas afirmavam que as pessoas não conseguiriam ter mais de 140 relacionamentos simultâneos devido a capacidade do cérebro em processar tal rede social. Hoje os jovens têm mais de 1.000 e sabem exatamente quem são e o papel destes individuos em suas vidas. Se os visionários das novas midias nunca tivessem tentado, nós nunca estaríamos onde estamos... o exemplo de Gil foi alfaiate Mr. Reisfeldt (1867-1911), o home que morreu na torre Eiffel tentando voar como os pássaros.
Eu não tenho muito mais o que falar da palestra pois acho que as imagens, videos e websites apresentados durante a exposição falaram por si só. O que deixo aqui no blog é uma relação das coisas citadas por este grande profissional. Mais pode ser encontrado no blog do próprio Gil Giardelli nos endereços à seguir.
Blog do Gil: http://gilgiardelli.wordpress.com/
Relightny: http://www.relightny.com/
The Point: http://www.thepoint.com/
Whatever: http://www.whatever.com.sg/
Huffington Post: http://www.huffingtonpost.com/
Motoboys Zexe: http://www.zexe.net/
Tag Galaxy: http://taggalaxy.de/
Eco Bounty: http://gilgiardelli.wordpress.com/2009/03/10/eco/
Velib: http://www.velib.paris.fr/
Coletivu: http://www.coletivu.com.br/
Green Map System: http://www.greenmap.org/
Planet Ark: http://www.planetark.org/
We Can Solve It: http://www.wecansolveit.org/
Nós que Aqui Estamos: Filme
Ideo: http://www.ideo.com/
Advertka: http://www.advertka.ru/
Video da baleia: YouTube
Roberto Cassano
"Todo jornalista pensa que é Deus e todo publicitário acha que é o Criador". Roberto Cassano tem um jeitão nerd, mas não se engane. Você está escutando um profissional articulado que sabe do que está falando. Profissional da Agência Frog, Roberto trouxe aos nossos olhos a primicia de que não devemos "pular carniça com um unicórnio", ou seja, é besteira brigar contra algo que já está tão irraigado no cotidiano. Cassano fez uma breve apresentação de sua experiência a partir de 10 aspectos que aprendera trabalhando com marketing de redes sociais.
A internet não é mídia de massa pois não tem um local específico em que todos estejam focados (não existe uma Meca digital). Os individuos se reúnem por que pessoas confiam em pessoas, portanto o que vale mais é o quanto você ou a sua empresa está na voz do povo. É o chamado "briefing invertido". Se antes a empresa ia até as pessoas para construir estratégias e necessidades, hoje o povo vai até as empresas dizer: "- É isso que eu quero, não aquilo que você está me oferecendo..." É como diz Nepomuceno: "- Deixe as abelhas fazendo o mel". Faça com que seus consumidores e clientes sejam os próprios porta-vozes de sua campanha, do seu produto, das suas criações. 1% de conteúdo da Internet é original e 4% de conteúdo da Internet é replicado, portanto faça com que repliquem a sua divulgação..
A marca tem que descer do palco e perceber um antigo ditado de que o cliente deve estar em primeiro lugar (até por que nas redes sociais, quem está em último lugar é a sua empresa atrasada e mal falada). Outro ponto importante é não ignorar que existem concorrentes e que hoje há uma gama de serviços baratos ou gratuitos para que a concorrência "coma viva" as empresas que ignorarem as novas mídias e encararem elas de forma correta e não do ponto de vista do sobrinho ou do profissional barato. O conhecimento e a estratégia é que difere o bom profissional e o sobrinho.
Quando o MTV Movie Awards chama o Tom do MySpace para apresentar um prêmio afirmando que este é o primeiro amigo de todo mundo, você vê que alguma coisa está mudando. Quando Barack Obama chama um garoto de 23 anos para dirigir sua campanha e este contrata 80 jovens criativos para criar um campanha online, você vê que algo está mudando. Como afirmou Julius, na Inglaterra em 2011 a economia dita criativa irá superar a economia capital de forma avassaladora. Afinal, como todos sabemos, os profissionais de áreas criativas e de informática são os que mais se atualizam no mundo.
Informe-se também sobre a lei de Cibercrimes que estão querendo implantar no Brasil. Estão quase tirando a nossa liberdade na internet impedindo que as redes sociais se proliferem. Não deixe isso acontecer! Estas leis são feitas por pessoas que não sabem mais lidar com o mundo novo e por isso querem encontrar desculpas para não reprimir o que realmente devem. Lembrem-se que o poder pode estar conosco, mas a caneta está lá em cima... Alguns links oferecidos por Cassano que você vai gostar de ver:
Agência NBS: http://nbscom.com.br/
Blog da Evangelista: http://aevangelista.wordpress.com/
Womma (organização de marketing viral): http://www.womma.org/
Livro "Start up": Start up
Livro "A Cabeça de Steve Jobs": A Cabeça de Seteve Jobs
Livro da Diablo Cody (escritora do filme Juno): Minha Vida de Stripper
Documentário Palavra Encantada: http://www.palavraencantada.com.br/
Blog do Cassano: http://www.cassano.com.br/
Mesa Redonda
A mesa redonda terminou com algumas coisas interssantes. A experiência fornecida pela sua marca, pelo seu site, pela sua forma de comunicação, vale mais do que qualquer ação, afinal, a indústria musical achava que vendia CDs quando na verdade vendia música. O que se denota hoje é a decisão shaekespeariana de ser ou parecer, eis a questão.
Quando você vê o Miojo da Nissin escrito bem grande "ZERO" na sua embalagem para atrair consumidores desavisados de que aquilo não são zero calorias, ou um profissional da Marketing Vision fazendo campanha de cerveja incentivado o comérico ilegal e afirmando que consultou a prefeitura e fez tudo dentro da lei (disse claramente, se a gente não fizer outro vai fazer), começamos a nos perguntar, onde está a ética profissional, onde está a voz do designer e demais profissionais criativos em dizer ao cliente que não concorda com aquilo?
É papel do profissional criativo fazer com que o povo tenha mais consciência e não se entregue apenas ao pão e circo... É nosso objetivo tornar o mundo melhor através das redes sociais e não utilizar o nosso poder de influência para manter tradições, preconceitos, problemas sociais, problemas ambientais, entre outros. Use e abuse das redes sociais! Use de forma consciente!
Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Morre Natasha Richardson
Eu sempre me perguntei por que as melhores pessoas, as mais talentosas e/ou boas de coração, são sempre aquelas escolhidas para morrer mais cedo. Com tanto grupo ruim pelo Brasil morreram logo os Mamonas, tantas pessoas que não ajudam em nada a ninguém e quem leva tiro é o Marcelo Yuka (vivo), entre outros casos que provam que o perigo é aleatório e não faz discriminação, seja este crime ou acidente. No último dia 18/03 morreu Natasha Richardson. Natasha, além de linda, era uma das melhores atrizes vivas, lado a lado a outras gigantes do cinema como Meryl Streep, Cate Blanchett, Angelica Houston, entre outras que se posicionam como ícones ao lado da trupe masculina de Al Pacino, Robert De Niro, Dustin Hoffman, Kevin Spacey, entre outros.
Natasha, inglesa, era casada com Liam Neeson, irmã de Joely Richardson (a "pompom" de De Repente 30) e filha da fantástica atriz Vanessa Redgrave com o diretor Tony Richardson (ambos na foto do titulo). O último filme que vi com ela foi a comédia "Seu Marido e Minha Mulher (Waking up in Reno, 2002)" ao lado de Charlize Theron, Billy Bob hornton e Patrick Swayze. Além do cinema, o teatro também perde uma grande atriz. O sonho da maioria dos atores americanos é fazer teatro, e Natasha fez um trabalho que lhe deu prêmios e reconhecimento dentro do auge da interpretação...
Mortes tão banais acontecem e devemos ficar atentos a menor queda, ao menor acidente, principalmente quando uma situação envolve a cabeça. O problema em Natasha só começou a acontecer uma hora após o acidente, portanto não sejam negligentes, ao sofrer uma pacada ou ferimento na cabeça por menor que seja, procurem seu médico imediatamente. Você pode não ter tempo assim para procurar ajuda... Não deixe para o dia seguinte.
Domingo, 8 de Março de 2009
Crítica: Watchmen
Quando li Watchmen pela primeira vez eu era apenas um adolescente misturando quadrinhos de super-heróis com Mickey Mouse (adorava a Disney). Mas como todos os produtos de mídia (quadrinhos, tv, filmes, etc.), cada vez que experimentamos uma idéia criativa em uma idade diferente, percebemos coisas fantásticas que nunca reparamos antes. Watchmen é a mesma coisa.
Trazer Watchmen para a visão que tenho hoje de mundo, política, social, criativa, artística, etc., é um desafio e ao mesmo tempo um mergulho fundo na emblemática filosofia do Dr. Manhattan, nos conflitos existenciais do Coruja, nos perigos políticos previstos por Veidt ou os problemas familiares de Espectral. Watchmen nunca esteve mais atual e mostra que não evoluímos. Infelizmente nossa percepção de mundo, do que devemos fazer, de como lutar, da diferença do certo e errado, do respeito, dos preconceitos, continua a mesma de nossos bisavós. O mundo muda mas os intintos humanos continuam os mesmos, incontroláveis, saudosistas e perpetuadores de idéias e conceitos retrógrados que incluem o "errado" disfarçado de ascenção.
Uma nova realidade. Nixon está no quinto mandato, os EUA ganharam a guerra do Vietnam, entre outras coisas que aconteceram diferente de nossa realidade... Em Watchmen, o herói conhecido como Comediante é assassinado e o vigilante Rorscharch parte para descobrir o que pode ser um plano para matar e desacreditar todos os super-heróis do passado e do presente. Quando ele restabelece a conexão com sua antigaequipe - um confuso grupo de super-heróis aposentados dos quais apenas um possui poderes verdadeiros - Rorschach percebe que existe uma conspiração abrangente e perturbadora com ligações com o passado que eles dividiram e catastróficas conseqüências para o futuro. Sua missão é proteger a humanidade, o problema é quem protegerá os heróis?
Watchmen mostra o que o homem comum não quer ver, a violência e pobreza nas ruas, as guerras, entre outras coisas que são ignoradas por aqueles que podem se afastar. Mas ninguém é inocente e só no fim refletimos sobre os atos que acabaram influenciando nossa concepção do certo e do errado. Os fins justificam os meios? Aquele que comete crimes é de todo ruim? O arrogante é ao mesmo temo uma pessoa má? Para responder estas perguntas é necessário se elevar a um evento intelectual muito maior do que a leitura e os filmes podem lhe trazer. por que sim, existe a coisa certa a se fazer, não depende do ponto de vista, no final só há uma alternativa.
O diretor Zack Snyder (300 de Esparta de Frank Miller) acertou em chamar para Watchmen atores desconhecidos (a semelhança com os personagens é grande), com exceção de Patrick Wilson e Billy Crudup que são bem conhecidos por filmes como Quase Famosos, Peixe-Grande, Missão Impossível (Crudup) e Fantasma da Ópera (Wilson). Atenção para a bela novata Malin Akerman em roupas de super-heroína! Legal rever a atriz Carla Gugino que tem feitos muitos papéis secundários em filmes após o término da série Spin City onde contracenou com Michael J. Fox e Alan Ruck (o Cameron de Curtindo a Vida Adoidado).
É impressionante como a atuação, as falas do roteiro e os ângulos de câmera são idênticos aos quadrinhos, sem retirar a magia da narrativa cinematográfica. Claro que houveram as licenças poéticas do roteirista, diretor e executivos de estudio, mas vê-se claramente que houve uma tentativa maximizada de tornar o filme um reflexo do ideal crítico de Alan Moore. Já não era sem tempo pois Hollywood conseguiu estragar, ou pelo menos mudar pra pior, algumas histórias de Moore de forma assustadora.
O inicio do filme é uma verdadeira obra prima, algo comparado a filmes hollywoodianos consagrados que relembram décadas passadas, por exemplo Forrest Gump, Nascido em 4 de Julho ou ainda séries de TV como American Dreams, entre outras que mostram cenas clássicas da tv e do rádio, uma viagem pela história americana. Claro que houve a fusão dos heróis em todas as cenas e o uso de uma trilha sonora bem colocada com os melhores clássicos do rock.
O fluxo do filme e o envolvimento com a história se torna muito maior, algo que aconteceu com Superman, Star Wars, Labirinto, Willow, e tantos outros filmes que fizeram sucesso se apoiando mais na história e personagens do que na fama de seus intérpretes. Uma pena que a música dos créditos foi tão mal escolhida. Após ver o filme eu tentei parar para refletir sobre tudo que havia visto, no entanto entrou um heavy metal e aí murchou todo o pensamento e só consegui lembrar de Transformers e Motoqueiro Fantasma.... Que péssima idéia para terminar um filme "cabeça".
Se você não leu e nem pretende ler os quadrinhos, leve um caderninho para o cinema. O filme é cheio de frases de impacto que você vai querer lembra depois pra dizer numa roda de amigos. O roteiro, claro, é quase literário, e a narração de Rorschach compete com os melhores filmes noir da década de 40 (eat this Humphrey Bogart!). O design do figurino e cenários também é um show a parte, mas você vai perceber muitos furos como por exemplo um disquete de 3 1/2 em 1985! Será que eles não sabiam da existêcia do 5 1/4? Eles estavam tão avançados assim? Entre outros furos de reprodução da época, afinal não faz tanto tempo assim e muitos de nós vivemos isso.
Além do símbolo " Have a Nice Day!", é interessante perceber as referências ao mundo dos quadrinhos (claro que o Coruja é o Batman), só que Watchmen traz este universo de uma forma muito mais realista e crítica. Espero ver mais filmes de heróis assim, com menos ação e amsi reflexão! Quem sabem eles resolvem filmar o clássico Marvels, pintado por Alan Ross, daqui a alguns anos...
Como li os quadrinhos há muito tempo, não sou capaz de escrever um post mais eloquente ou de descrever toda as mudanças do filme em relação a história original. Mas aos poucos vou listar aqui no blog o que eu percebi pois estou relendo as revistas para enriquecer este post.


